Festejar o “réveillon” com 86% de crianças famintas? Não. Isso não é um país!

Se pensarmos bem, festejar a passagem de ano é uma coisa que tanto, talvez, tilinte num tinido de tino como que soe a tonteria. Primeiro: é uma data mundial e perfeitamente universal o que a torna banal. Segundo: nem se comemora santo algum ou ícone e festividade religiosos que sejam, nem data comemorativa de algum importante feito histórico local, regional, nacional, continental ou terráqueo. Por Brandão de Pinho [dropcap]A[/dropcap]inda mais sendo mundial, não acontece ao mesmo tempo em todo o mundo (se bem que isso se aplica a qualquer data…

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Kwanza cai, fome aumenta

A moeda angolana, o kwanza, depreciou-se este ano 47,734 por cento face à congénere europeia e 46,504 por cento frente à norte-americana, apesar de se manter estável há cerca de dois meses, segundo os dados hoje apresentados pelo Banco Nacional de Angola (BNA). [dropcap]H[/dropcap]oje, último dia do ano, o euro está cotada a 354,828 kwanzas (a 1 de Janeiro transaccionava-se a 185,4 kwanzas/euro), o que corresponde a uma depreciação de mais de 47 por cento, tendo atingido mínimos históricos há cerca de mês em meio (355,057 kwanzas/euro). Em relação ao…

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Depois do “escolhido de Deus” eis o próprio “Deus”

“Esperança”, “repatriamento” e “mudança” lideram as escolhas para a “Palavra do Ano” em Angola, cuja eleição decorre até segunda-feira, às 23:59, contando com cerca de 3.000 votos, anunciou hoje a Plural Editores, que organiza a iniciativa. [dropcap]N[/dropcap]a corrida estão ainda as palavras “resgate”, “justiça”, “autarquias”, “melhorar”, “câmbio”, “investimento” e “cidadania”, por ordem dos votos entrados em www.palavradoano.co.ao. A “Palavra do Ano” de 2018, em Angola, será conhecida “nas primeiras semanas de Janeiro”, numa cerimónia a realizar em Luanda. Relativamente à escolha das palavras para fazerem parte da lista de elegíveis,…

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Se já não tem barriga não precisa de apertar o cinto

O Governo angolano assegura que as “medidas de austeridade” em curso no país não foram impostas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Tem razão. Quem impôs aos angolanos (20 milhões de pobres e 86% de crianças que só enganam a fome) a austeridade foi a monumental incompetência do único partido que governou o país desde a independência, o MPLA. [dropcap]P[/dropcap]ela voz do ministro Manuel Nunes Júnior, o Governo assegurou esta sexta-feira que as “medidas de austeridade” em curso no país, como a “redução de subsídios aos membros do Governo, deputados, aumento…

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86% das nossas crianças
não vivem… sobrevivem!

Um total de 86% de crianças angolanas dos 0 aos 23 meses estão privadas de uma alimentação adequada e nesta faixa etária cerca de 75% estão igualmente privadas de uma habitação, 71,8% da saúde, 53,8% da água. O relatório que revela estes dados não diz, mas convém acrescentar que o país é governado há 43 anos pelo MPLA, que o actual Presidente da República está no Poder há pouco mais de um ano e que o anterior esteve no cargo durante 38 anos… [dropcap]O[/dropcap]s dados contam de um “Relatório sobre…

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Aval do FMI enche barriga? Enche, claro. A dos outros

O Governo angolano considerou hoje que a aprovação de um financiamento de 3,7 mil milhões de dólares (3,18 mil milhões de euros) pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), aprovado na sexta-feira, permite “aumentar a credibilidade económica externa” de Angola. [dropcap]N[/dropcap]um comunicado hoje divulgado pelo Ministério das Finanças, em que se anuncia oficialmente o empréstimo do FMI, o ministro Archer Mangueira expressa satisfação pela aprovação do Programa de Financiamento Ampliado (EFF), confirmando “o apoio às reformas em curso” para criar um ambiente macroeconómico favorável à retoma do crescimento inclusivo”. “Não obstante a…

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No tempo em que o Ernesto Lara Filho era do… Povo

[dropcap]N[/dropcap]o tempo do Ernesto o marimbondo era mais modesto. Se queria viajar era obrigado a voar. Hoje em dia é diferente, o marimbondo é ministro da comunicação social, governador, deputado, presidente… Agora nada é semelhante, o marimbondo não tem precisão de bater as asas para voar. Apesar de dizer que o país está na ruína, o marimbondo aluga um luxuoso avião, com dinheiro emprestado pela China, e vai, muito bem engravatado, ao estrangeiro pedir dinheiro para apontar no livro do fiado. No tempo do Ernesto o marimbondo era mais modesto…

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Neto deve ser o primeiro vencedor do prémio
dos direitos humanos

O governo angolano prevê instituir, em breve, o Prémio Nacional de Direitos Humanos no sentido de estimular os diferentes actores que trabalham em prol da sua promoção e protecção no país, informou esta terça-feira, em Luanda, o ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Francisco Queiroz. [dropcap]O[/dropcap] prémio passará a ser atribuído pelo referido ministério no dia 4 de Abril, data das comemorações do Dia da Paz em Angola, às pessoas físicas ou jurídicas que tenham contribuído, com destaque para a protecção, promoção e aprofundamento dos direitos humanos e da…

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Fome? Culpa foi de Savimbi
mas hoje é e será de Isabel

Angola figura entre os nove países do mundo que apresentam um alto risco de fome e discriminação por parte das instituições (marginalização de certos grupos sociais) em contexto de instabilidade causada pelo clima, revela um estudo da publicação académica Foreign Affairs, hoje divulgado. É preciso ter pouca sorte. [dropcap]O[/dropcap] estudo da revista científica norte-americana, que avaliou as crises humanitárias e outros factores de ameaça provocados em consequência das mudanças climáticas, revela que Angola, conjuntamente com República Democrática do Congo, Uganda, Sudão do Sul e Sudão, países africanos, e Iémen, Paquistão,…

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Orgasmo dos vampiros no ataque aos marimbondos

O edifício do Conselho de Ministros de Angola, em Luanda, vai ser remodelado e ampliado através de uma empreitada de 17 milhões de euros autorizada pelo Presidente angolano, João Lourenço. No mínimo, 17 milhões de euros. No mínimo, 20 milhões de pobres. O esclavagismo continua, agora sob a liderança de João Lourenço. [dropcap]S[/dropcap]egundo um despacho de 20 de Novembro, João Lourenço autorizou a assinatura de contrato de empreitada orçado em 6.082.671.547 kwanzas (cerca de 17 milhões de euros). No entender do chefe de Estado, também Titular do Poder Executivo e…

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