Cartão vermelho (mais um)
à inépcia de João Lourenço

Cerca de oito em cada dez angolanos consideram que o Governo do país (é do mesmo partido, o MPLA, há 45 anos) está a ter um desempenho “mau” ou “muito mau” no desenvolvimento da sua economia, de acordo com um estudo realizado pelo Afrobarometer hoje divulgado. “C erca de oito em cada 10 angolanos avaliam como sendo “mau” ou “muito mau” o desempenho do Governo na manutenção da estabilidade dos preços (78%), criação de emprego (75%), melhoria da condição de vida dos pobres (75%) e a gestão geral da economia…

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Desconfio mais do João
de que ontem do José

Estou preocupado, cada dia mais e mais, ante o rumo ou falta dele, que o país, está a trilhar. A opção parece cega, sem inteligência, humildade e capaz de espoletar a qualquer momento. Quando o Presidente ao invés de levantar o telefone, falar a um membro do gabinete, num eventual erro, opta por o humilhar publicamente (ofício 116/01/01/ CONF/ GMF/2020 de 26.08.20), no caso, o titular das Obras Públicas e Ordenamento do Território, que viu anulado o acto praticado de exonerar o Conselho de Administração do Fundo de Fomento Habitacional.…

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Da pandemia da Covid-19 à incompetência do Governo

A agência de notação financeira Standard & Poor’s desceu esta o ‘rating’ de Angola, de B- para CCC+, argumentando com a queda abrupta dos preços do petróleo e o agravamento dos défices externo e orçamental. Para completar o dramático cenário, junte-se a Covid-19, o estado de emergência e a provável implosão social. “A s recentes e abruptas quedas nos preços do petróleo estão a acentuar os défices orçamental e externo de Angola e a aumentar as pressões financeiras”, lê-se na nota que explica a mudança na opinião sobre a qualidade…

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Radiografia do que… resta

O país não aguenta mais a continuidade deste circo de faz de conta, girando e patinando com carretos partidos, que não o tiram do mesmo sítio, em função da aselhice, quer dos mecânicos assucatados quer dos condutores que confundem a gestão da coisa pública com o ego umbilical dos palhaços, trapezistas no… solo. É hora de acabar com a pirotecnia, arregaçar as mangas e trabalhar, criando a unidade na diversidade (veja a análise de William Tonet). A estratégia do Presidente da República, João Lourenço, de imitar o Ocidente no combate…

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Uma entrevista bomba proibida em democracia

A rota do país foi, pelos alemães, “belicamente dinamitada”, no passado dia 2, através de um microfone colocado pela DW diante do Presidente da República, João Lourenço. Os estilhaços verbais foram muitos e, voluntária ou involuntariamente, atingiram vários alvos: políticos, parlamentares, judiciais, partidários e da sociedade civil. Por William Tonet A maioria dos cidadãos, até os bajuladores, esperava maior contenção verbal, do mais alto magistrado do país, mas a emoção, numa primeira fase e, noutra, o excesso de poder (todos poderes do Estado), inibiram-no de navegar nas águas da humildade…

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A luta continua e o MPLA vai implodir

O antigo Presidente angolano José Eduardo dos Santos afirma que “nunca” transferiu dinheiro do Estado para si próprio ou outra entidade do Estado nem participou na venda de diamantes e petróleo, numa mensagem divulgada pela filha “Tchizé”. E agora? João Lourenço vai dar ordens à PGR, esta vai instruir o Tribunal, este vai fazer um despacho-sentença e os angolanos vão continuar a viver sem… comer. Numa primeira carta aberta (outras estão a aguardar a melhor oportunidade para divulgação), datada de 13 de Janeiro e dirigida ao presidente da Assembleia Nacional…

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Olho por olho

A ex-deputada do MPLA, Welwitschea dos Santos “Tchizé”, cujo mandato lhe foi retirado pelo Parlamento angolano, anunciou hoje que deu entrada no Tribunal Constitucional a uma acção de impugnação contra a decisão. Num comunicado de imprensa, “Tchizé” dos Santos, filha do ex-Presidente José Eduardo dos Santos, considera a decisão da Assembleia Nacional angolana um “arrepio à Constituição da República de Angola”. Para “Tchizé” dos Santos, além de atropelo à lei magna do país, a decisão que deliberou a sua perda de mandato, “com base em informações falsas dadas de má-fé…

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Dos Santos contra João Lourenço em 2022?

Num país civilizado, doutrinalmente blindado, pela soberania dos órgãos de soberania, respeitador das liberdades, transparência dos actos públicos e justiça cidadã, nunca o absurdo toma corpo e se agiganta ao ponto de calcorrear os “carreiros mentais” de uma grande maioria de cidadãos, principalmente, os mais pobres. Por William Tonet E o absurdo é maior quando a cumplicidade abraça o desespero, a fome e o desemprego, ao ponto da referência maior ser, o anterior, o actual preço do arroz e o Vice-Presidente da República. Tudo pelo esvaziar da eficácia da terminologia…

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No reino, protestar é crime
e não protestar… também é

O porta-voz do Ministério do Interior de Angola, Valdemar José, afirmou que os serviços de inteligência angolanas estão atentos às manifestações previstas para os próximos dias e avisou para as consequências das mesmas, se a lei for violada. Ainda bem que avisa. Assim se comprova, mais uma vez, que segundo o MPLA a única forma de não violar a lei é não fazer manifestações. Mas, mesmo não as fazendo, podem esta a violar a lei porque, segundo a tese do partido que nos governa há 44 anos, não fazer manifestações…

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Regime autoritário? Claro!

A posição de Moçambique no Índice de Democracia elaborado anualmente pelo The Economist deteriorou-se em 2018, sendo agora classificado como “regime autoritário”, numa avaliação em que a generalidade dos países lusófonos manteve as pontuações. Angola, na 123ª posição (entre 167 países analisados) continua com a sua “honrosa” classificação de… “regime autoritário”. Moçambique, que em 2017 ocupava a 115.ª posição em 167 países avaliados e era considerado um “regime híbrido”, caiu, em 2018, para a 116.ª posição, passando a ser classificado como “regime autoritário”. O país obteve uma pontuação global de…

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