Foi no dia 4 de Julho de 2010 que um conjunto ainda restrito de indivíduos de várias proveniências políticas e partidárias, animado pelo sentir único de contribuir para o desenvolvimento democrático de Angola, decidiu dar corpo à ideia de criar um partido político capaz de materializar tal objectivo. [dropcap]A[/dropcap]ssim nasceu o Bloco Democrático, Para o qual o capital político da auto-extinta FpD – Frente para a Democracia – foi decisivo. Desde então, o Bloco Democrático tem sobrevivido a todas as tentativas de o enfraquecer e mesmo até silenciar, desde o…
Leia maisEtiqueta: ditadura
MPLA precisa de mais 30 anos para cimentar a paz
No espaço de uma semana, o Presidente da República (José Eduardo dos Santos) e o líder do MPLA (José Eduardo dos Santos) fizeram a análise do estado país. Falta ainda saber a opinião do Titular do Poder Executivo (José Eduardo dos Santos) e do pai da princesa herdeira do trono (José Eduardo dos Santos). Por Orlando Castro [dropcap]C[/dropcap]uriosamente, ou talvez não (quem sabe?), tanto o líder do reino como o do MPLA coincidiram na afirmação de que o Governo não está a receber receitas da Sonangol desde o início do…
Leia maisO mal perderá. Liberdade, liberdade
Nos últimos tempos o panorama político e jurídico tem sido invadido pela forma imoral e inconstitucional como o Presidente Eduardo transformou a República em monarquia, atribuindo as riquezas do país aos filhos e o MPLA numa quinta “domesticada”, onde até os mais influentes dirigentes, à luz do dia, parecem “capados” e cegos na obediência. Por William Tonet [dropcap]A[/dropcap]Justiça tem sido uma vergonha e os seus titulares; ministros e juízes, na maioria, têm sido dominados e conduzidos mais pela ideologia do que pelo Direito. Num país normal, como pode um ministério…
Leia maisDitador aposta no comodismo dos escravos
O activista Domingos da Cruz, considerado pelo Tribunal de Luanda como líder de uma associação de malfeitores (o que é natural pois, como os outros, pensa pela própria cabeça) e em liberdade provisória desde quarta-feira, questiona o facto do povo angolano estar a “submeter-se à vontade de um homem”. [dropcap]O[/dropcap] professor universitário, que faz parte do grupo de 17 activistas angolanos, condenados a 28 de Março a penas entre os dois anos e três meses e oito anos e meio, por supostos e nunca provados actos preparatórios de rebelião e…
Leia maisTenente Osvaldo Caholo vai a julgamento militar
A 25 de Junho, o tenente Osvaldo Caholo, de 27 anos, completará um ano de prisão. Trata-se da décima quinta vítima do célebre 15+2, referente ao grupo dos jovens que foram detidos por terem formado um grupo de estudo sobre métodos pacíficos de activismo cívico. O então oficial da Direcção de Inteligência Militar Operativa da Força Aérea Nacional foi detido mais tarde, em sua casa. [dropcap]O[/dropcap]svaldo Caholo foi condenado a quatro anos e meio de prisão em Março passado, vai responder novamente em julgamento, desta vez militar, por extravio de…
Leia maisInteligência? – Não. Prepotência? – Sim.
O escritor angolano José Eduardo Agualusa considerou que a manutenção na prisão dos 17 activistas angolanos, já condenados, demonstra o “endurecimento” do regime do Presidente José Eduardo dos Santos e a “ausência de inteligência”, o que dificulta o diálogo. [dropcap]E[/dropcap]m declarações à agência Lusa, o escritor angolano, manifestou-se “surpreendido” com o facto de o processo dos activistas, que cumprem penas entre os dois anos e três meses e os oito anos e seis meses, se ter prolongado por tanto tempo, situação que, defendeu, “é difícil de compreender”. A 20 de…
Leia maisMonarquia canta e a ri. Angolanos, esses choram
A passagem do primeiro ano sobre as arbitrárias e prepotentes detenções dos activistas angolanos (entre os quais está Sedrick de Carvalho, jornalista do Folha 8), que se reuniam – como seria normal numa democracia e num Estado de Direito – para discutir política e que saíram do tribunal condenados por rebelião e associação de malfeitores, é aguardada com acções de protesto no país e em diversas partes do mundo. [dropcap]A[/dropcap]20 de Junho de 2015, uma operação do Serviço de Investigação Criminal (SIC) fazia em Luanda as primeiras detenções deste processo,…
Leia maisComunistas portugueses (também) bajulam o rei
Uma delegação do Partido Comunista Português (PCP), chefiada por Pedro Guerreiro, membro do secretariado do Comité Central, inicia segunda-feira uma visita de quatro dias a Luanda a convite do MPLA, partido no poder em Angola desde 1975. [dropcap]F[/dropcap]onte do MPLA, presidido por José Eduardo dos Santos, igualmente chefe de Estado e Titular do Poder Executivo, adiantou tratar-se de uma visita de trabalho a “convite da direcção” daquele partido. O PCP é um aliado histórico do MPLA, desde o período da luta anticolonial, e ainda em Março passado rejeitou no parlamento…
Leia maisPoder boçal continua a provocar a ira popular
O clima político está tenso. Muito tenso, face não só à crise económica e social, mas principalmente, à partidocrata. Angola, de repente, ficou hipnotizada, impotente, por obra e graça da engenharia de sua majestade. A classe política parece domesticada, muda e surda. Não reage, quando se lhe pede acção, ante os desvarios presidenciais. Por William Tonet [dropcap]O[/dropcap]s comunicados frouxos dos partidos da oposição, em situação de crise inconstitucional e ilegalidade, engordam o sistema, não lhe fazendo sentir arrepios na coluna, se convocassem uma acção de desobediência civil, caso não se…
Leia maisVão em paz e… não chateiem
Familiares dos 17 activistas angolanos a cumprir penas de dois a oito anos de prisão foram hoje informados pelo presidente do Tribunal Supremo que o pedido de ‘habeas corpus’, para os libertar, está em análise no Tribunal Constitucional. [dropcap]O[/dropcap] grupo, que se deslocou até ao Tribunal Supremo sem prévia comunicação/autorização, foi recebido ao fim de três horas e de ter cumprido com algumas formalidades, como a entrega de uma carta, escrita na hora, com o pedido de audiência. Os súbditos de sua majestade não brincam (isto é como quem diz!)…
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