O Governo do MPLA assumiu há dois anos (4 de Abril de 2016) o compromisso em “garantir os direitos humanos e as liberdades fundamentais”, ao recordar então os 14 anos sobre o fim da guerra civil. Balanço. Sem tiros, é certo, mas a paz deveria ser muito mais do que isso. Deveria, desde logo, ser dar de comer a quem tem fome. Pois é. Temos 20 milhões de pobres… Em 2018, com seis meses de governação de João Lourenço, continuamos em cima de um tapete rolante que anda para trás.…
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Sem tiros mas com fome
Só matando Jonas Savimbi
o MPLA poderia sobreviver
Neste ano de 2018, Angola celebra o quadragésimo terceiro aniversário da Independência e dezasseis anos desde o fim da Guerra Civil. Quando se fala de Paz em Angola, não há como não associar este tema com o passamento físico do Jonas Savimbi, pois o regime do MPLA, sob a liderança do José Eduardo dos Santos, entendia que a paz só seria possível com a morte do líder fundador da UNITA. Por João Kanda Bernardo Ainda nos dias de hoje continuamos a observar que esta personagem importante da história de Angola…
Leia maisTchizé tem (é claro!) todo
o direito a estar indignada
João Lourenço ordenou ao Ministério da Comunicação Social a retirada da gestão da TPA 2, canal público, à empresa Semba Comunicação e da TPA Internacional à Westside Investments. Quem pode… manda. Mas seria bom que o Presidente explicasse ao Povo se a medida foi, ou não, um ajuste de contas (a tocar o populismo) com a família Dos Santos. Por Orlando Castro Admitamos, mesmo que seja só em tese, que Angola é um Estado de Direito. Nesse caso, os contratos da Semba e da Westside eram ou não legais, respeitavam…
Leia maisAlguém tem por aí um apito?
É o habitual no quotidiano dos angolanos, mas aumenta sempre que há a possibilidade de eleições. Tendo na UNITA, desde sempre e por muito que disfarce, o inimigo de sempre e não o adversários político, o MPLA manda às malvas todos os acordos, até mesmo aquele que assinou e que trouxe, há 15 anos, a paz ao nosso país. Por Óscar Cabinda Como muito bem recorda Isaías Samakuva, importa que publicamente se traga à colação os acordos assinados pela UNITA e pelo MPLA, em 1991, ao abrigo do qual os…
Leia maisDhlakama promete regresso a Maputo
O líder da Renamo espera que as negociações de paz em Moçambique sejam retomadas em breve, com a chegada esta semana dos mediadores, e promete regressar à vida política activa após os 60 dias de trégua por ele declarados. O MDM acusa a Frelimo e a Renamo de conspirarem contra o povo. “S e tudo correr bem e concluirmos aquilo que estamos a tratar na mesa das negociações, acredito que em Março ou Abril poderei estar em Maputo, a andar livremente, a retomar as actividades políticas”, afirmou, em declarações à…
Leia maisCabinda, Portugal e o MPLA
A direcção político-militar da FLEC/FAC, numa inequívoca demonstração de ingenuidade, resolveu apelar a todos os deputados portugueses, ”sem excepção”, e à sociedade civil de Portugal para apoiar “a justa luta do povo de Cabinda pelo seu direito inalienável à autodeterminação e independência, tendo como base o tratado de Simulambuco de 1885, e a Constituição portuguesa de 1933”. Por Orlando Castro Seja como for, e por muito que queiram os novos protagonistas lusos (nomeadamente Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa), a História de Portugal (bem como o próprio país) não…
Leia maisGlobalização “derrotou” tributação fiscal
As leis fiscais não acompanharam, na mesma velocidade e com o mesmo vigor, as mudanças impostas pela globalização. Reestruturações empresariais e a expansão das economias digitais criaram significativos distanciamentos e desajustamentos das leis fiscais em relação à nova realidade mundial. Por Alexandre Fadel, Antonio Sepúlveda e Igor De Lazari (*) Diante do desfasado arsenal de que dispunham as Administrações Tributárias, grupos transnacionais, por meio de inventivos planeamentos fiscais, reduziram drasticamente os seus custos tributários. Erosão da Base Tributária e Transferência de Lucros (Base Erosion and Profit Shifting – BEPS) é…
Leia maisIsabel dos Santos trava negócio com a Cobalt
A Presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Isabel dos Santos, confirmou à norte-americana Cobalt que a empresa angolana já não vai comprar directamente a participação daquela petrolífera em dois blocos, negociada anteriormente por 1,5 mil milhões de dólares. A informação consta de uma nota da Cobalt International, a que a Lusa teve hoje acesso, divulgando que a própria princesa herdeira do trono, Isabel dos Santos, escreveu uma carta à Administração da petrolífera norte-americana, a 1 de Agosto, confirmando que o negócio será feito pela venda dos activos (40% nos…
Leia maisChineses dão à luz
Quatro empresas chinesas ganharam mais quatro concursos públicos em Angola, para a electrificação de 420.000 residências, empreitadas que ascendem a 840 milhões de dólares, a financiar pela Linha de Crédito da China (LCC). O primeiro de quatro despachos presidenciais, todos de 25 de Maio e que aprovam as propostas de adjudicação das empreitadas, envolve a Sinohydro Group, que vai ficar responsável pela electrificação de 337.500 casas na província de Luanda, por 675 milhões de dólares. Na cidade do Huambo, a China Machinery Engeenering Corporation (CMEC) vai garantir a electrificação de…
Leia maisDo Cauango a Bicesse
Ao que parece, fazendo fé na verdade oficial do regime, continua a ser crime (talvez contra a segurança do Estado) o facto de esse acordo do Alto Cauango ter sido mediado, em 1991, por um autóctone angolano, com cultura do Sul e que pensa pela sua própria cabeça, William Tonet. Não adianta o MPLA, o regime e outros sipaios que se julgam donos da verdade, “esquecerem” a verdade dos factos. Eles são exactamente isso, factos. E um deles, o de ter sido um angolano a mediar pela primeira vez o…
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