A maioria dos angolanos esperava um discurso ousado, inovador, diferente, mas foi surpreendido quando João Lourenço, o candidato a candidato de alguma liderança, abriu a boca. Debitou palavras, frases descontínuas, atrasadas no tempo, embrulhadas no vermelho e preto da mentira “sessentista”. Por William Tonet e Orlando Castro [dropcap]6[/dropcap]0 anos de um ente, sem pai, mãe, nem documento de nascimento. Tudo batota! Vergonhosa batota histórica. Por esta razão, ouvir João Lourenço foi como escutar o “mama dji” de Nagrelha: NADA! Não conseguiu mostrar desenvoltura intelectual, capaz de galvanizar as bases, tão…
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Discurso vazio, guerreiro e
Dos Santos, a partida, o caos e o dilúvio
Um verdadeiro político deve, na hora da partida, agir como o pescador que, convivendo ao longo da vida dividido entre a imprevisibilidade da tempestade e da geografia indefinida das margens dos rios, tem a capacidade e a serenidade blindadas de prever como e onde melhor acostar o barco. Por William Tonet [dropcap]A[/dropcap] hora da reforma, em democracia, não pode ser um acaso, pelo contrário, é uma acção planificada, previsível de domínio público. Infelizmente, em Angola 2016, José Eduardo dos Santos faz segredo o que é público e público o que…
Leia maisMinistro da Saúde mente
Por cada mil nados vivos em Angola, morrem 156 crianças até aos cinco anos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). É mentira, disse hoje, em Luanda, o ministro da Saúde, Luís Gomes Sambo, ao revelar que – segundo as suas contas – a taxa de mortalidade infantil passou nos últimos cinco anos de 115 (não 156 como diz a OMS) para 44 por cada mil nascidos vivos. Por Orlando Castro [dropcap]T[/dropcap]udo leva a crer que o ministro não sabe o que diz e, claramente, não diz o…
Leia maisFraude na colocação de professores no Cuanza Sul
De acordo com várias denúncias chegadas ao Folha 8, o Governador do Cuanza Sul, General Eusébio de Brito Teixeira, é acusado de fraude no concurso público de ingresso para o provimento de vaga de professores nos mais diversos escalões. [dropcap]O[/dropcap] concurso era, primeiramente referente ao ano 2013-2014. E havia vagas, das quais 5 para professores do II do Ensino Secundário-6º Escalão por cada município, à excepção de Sumbe que tinha sido 12 vagas. E o concurso em causa visava a substituição dos quadros por abandono (morte, excesso de faltas, dupla…
Leia maisBranqueamento da capitais a partir de Cabinda
A Comissão Política da FLEC-FAC pede a abertura de um inquérito internacional “às actividades de branqueamento de capitais da elite política e militar angolana em Cabinda”. [dropcap]E[/dropcap]m comunicado, a organização diz que, “para isso, a FLEC-FAC vai iniciar um processo internacional contra a criminalidade organizada dos senhores do regime angolano que tudo querem corromper em Cabinda”, acrescentando que “a Corrupção é crime e o branqueamento de capitais também”. “A FLEC-FAC espera que Rex Tillerson, futuro secretário de Estado da administração do Presidente Donald Trump, e o departamento do tesouro (EUA),…
Leia maisPetróleo, corrupção & (muito boa) Cª (MPLA)
Angola aumentou a produção de petróleo de Outubro para Novembro em 124,8 mil barris diários, alcançando a Nigéria na liderança dos produtores de crude em África, indica o último relatório mensal da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP). [dropcap]D[/dropcap]e acordo com dados do relatório baseados em fontes secundárias da OPEP, Angola e Nigéria igualaram-se em Novembro nos 1,692 milhões de barris de petróleo produzidos por dia. Angola registou a maior subida de produção entre os países analisados no relatório da OPEP, enquanto a Nigéria também aumentou a actividade, com…
Leia maisToca a levantar a mão que o grande chefe está a ver
O MPLA, que fez hoje passar na Assembleia Nacional de Angola o Orçamento Geral do Estado para 2017, considera que o documento reflecte os “superiores anseios” dos cidadãos, apesar do contexto económico e financeiro internacional ainda sombrio. Concordamos. Superiores anseios dos poucos que têm milhões e não dos milhões que têm pouco… ou nada. [dropcap]N[/dropcap]uma declaração de voto, o líder da bancada parlamentar do MPLA, Virgílio de Fontes Pereira, disse que as contas públicas angolanas se mantêm equilibradas e o país vai continuar a crescer. Só não vê isso quem…
Leia maisÀs escuras não se nota a barriga… vazia
Comida estragada nos frigoríficos, telemóveis que não tocam porque não têm carga e velas sempre à mão tornaram-se numa rotina nos musseques à volta de Luanda, devido aos prolongados cortes no fornecimento de electricidade da rede pública. [dropcap]E[/dropcap]m causa estão cortes que se arrastam há várias semanas, que o Governo angolano justifica com o aumento do consumo de electricidade e o défice de produção, mas também as obras de reforço de potência na barragem de Cambambe, no Cuanza Norte, que estão a desesperar sobretudo os bairros mais pobres de Luanda,…
Leia maisDireitos humanos como ética universal
“Numa altura em que celebramos o 10 de Dezembro, dedicado aos Direitos Humanos no nível mundial, a Friends of Angola recorda que infelizmente em Angola, a cultura dos Direitos Humano, como luz ética orientadora de dimensão universal, não constitui parte das instituições do Estado. [dropcap]C[/dropcap]omo consequência desta atmosfera desoladora, os cidadãos na sua maioria, não conhecem e não vivem os Direitos Humanos como cultura. O quadro desolador dos Direitos Humanos em Angola, funda-se numa cultura política autoritária, sociedade política fechada, nível baixo de liberdade económica e monopólio inaceitável, corrupção exacerbada,…
Leia maisActivistas exigem liberdade para Magno
Mais de 30 activistas angolanos subscreveram um “manifesto de solidariedade” onde exigem a libertação incondicional do activista António Domingos «Magno». [dropcap]N[/dropcap]o referido documento, os subscritores afirmam que a situação que o activista Magno enfrenta “é mais uma prova de que a justiça angolana não é autónoma, mas sim dependente do poder político”. Classificando o activista como “mais uma vítima dos abusos da Procuradoria-Geral da República de Angola”, lê-se no manifesto enviado ao F8 que a obrigação de se apresentar de 15 em 15 dias na secretaria da Procuradoria-Geral da República…
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