O Ministério da Geologia e Minas angolano autorizou mais cinco cooperativas privadas a avançar com a exploração semi-industrial de diamantes, três das quais em quase 450 quilómetros quadrados (km2) da província de Malanje. Mês de eleições é mês bendito para as promessas do regime. MPLA brinca com a inteligência dos angolanos e também, é claro, com o dinheiro que deveria ser de todos mas que, afinal, é só deles. [dropcap]A[/dropcap] decisão consta de cinco recentes despachos assinados pelo ministro Francisco Queiroz, que prevêem as atribuições dos direitos de exploração por…
Leia maisEtiqueta: regime
Orgia dos donos à custa
Ditador há 38 anos
O Presidente angolano, há 38 anos no poder sem nunca ter sido nominalmente eleito, classificou hoje o seu último mandato presidencial como estável “política e socialmente”, apesar da crise económica, uma oportunidade boa para o país se libertar da dependência excessiva do petróleo. Por Orlando Castro [dropcap]J[/dropcap]osé Eduardo dos Santos, Presidente de Angola desde 1979 e líder do MPLA, partido no poder há 42 anos (desde a independência), não concorre directamente (fá-lo indirectamente através de uma das suas marionetas, João Lourenço) às eleições gerais de 23 de Agosto e fez…
Leia maisEm benefício do MPLA, OPSA acorda tarde, muito tarde
O Observatório Político-Social de Angola (OPSA) lamentou hoje “a forma forçada e pouco humana” como as pessoas têm sido transportadas das aldeias, comunas e municípios “para encher comícios” eleitorais em muitas províncias. No tempo colonial chamavam-se “voluntários devidamente amarrados”. É uma designação que pode ser aplicada aos novos colonialistas do regime, o MPLA, que é useiro e vezeiro no uso da “razão” da força, assassinando a força da razão. [dropcap]N[/dropcap]um documento denominado Pronunciamento sobre as Primeiras Semanas de Campanha Eleitoral, o OPSA, organização dedicada à promoção de debates, produção de…
Leia maisMuitos angolanos vão ser obrigados a… não votar
Agentes de educação cívica eleitoral em Luanda disseram hoje que muitos cidadãos “não conseguem localizar os nomes nos cadernos eleitorais”, porque “não fizeram a prova de vida, no registo eleitoral”, para as eleições gerais de 23 de Agosto. [dropcap]A[/dropcap] Comissão Nacional Eleitoral (CNE) recrutou um total de 5.538 agentes de educação cívica eleitoral, que estão espalhados pelo país, mobilizando os eleitores para a importância do voto, com cerca de 80 agentes de educação cívica eleitoral em cada município de Angola. Em Luanda, Dinis Sebastião Magalhães contou à agência Lusa que…
Leia maisAgredir jornalistas está
e estará no ADN do MPLA
O jornalista Salgueiro U. Vicente da Rádio Ecclesia foi agredido por agentes de Segurança na manhã desta segunda-feira, 14 de Agosto (tal como o Folha 8 noticiou pouco tempo depois), na Base da Sonangol Integrated Logistics Services (SONILS), no Bairro Boavista, no Distrito Urbano do Sambizanga, quando estava em serviço nacional para o jornal das 7. Por José Marcos Mavungo (*) [dropcap]D[/dropcap]ecorria uma reportagem em directo sobre a denúncia feita pelos moradores do Bairro da Boavista, dando conta de que sentiam-se mal devido a inalação do gás expelido pela SONILS.…
Leia maisMPLA sustenta a bomba atómica da corrupção
A consultora BMI Research prevê que a produção de petróleo em Angola “cresça fortemente” no próximo ano, mas abrande até ao final da década devido aos poços esgotados e ao mau relacionamento entre a petrolífera do regime (sob o comando de Isabel dos Santos, filha do actual presidente, José Eduardo dos Santos) Sonangol e as companhias internacionais. [dropcap] “A[/dropcap] produção petrolífera em Angola estará estagnada em 2017, crescendo fortemente em 2018 com muitos projectos a entrar em funcionamento mas a partir de 2018 vai cair devido a um forte declínio…
Leia maisNão há guerra em Angola,
mas também não há paz!
O governo angolano tem coleccionado muitas mortes ao longo do seu reinado de podridão. A onda de repúdio que se instalou internacionalmente em solidariedade aos presos políticos do “Processo 15+Duas” não serviu para dissuadir o regime ditatorial das suas práticas repressivas. Por Sedrick de Carvalho (*) [dropcap]Q[/dropcap]uando Jonas Savimbi, líder-fundador do partido político UNITA, foi morto, isto em 2002, eu era miúdo mas lembro ter ouvido e visto eufóricas celebrações e inclusive muitos tiros disparados porque a personificação do Mal estava aniquilada. Como é habitual, as crianças dançam ao ritmo…
Leia mais“Dá só 100”. O vergonhoso espelho do regime do MPLA
No centro de Luanda, capital angolana e província com quase sete milhões de habitantes, é cada vez mais visível o número de portadores de deficiência, desempregados, que buscam por esmolas, queixando-se da desatenção das autoridades. [dropcap]S[/dropcap]ão crianças, jovens, adultos até mesmo idosos, facilmente identificados por entre o caótico trânsito de Luanda, mercados ou mesmo nas paragens de táxi que, com as mãos estendidas e muitos em cadeiras de rodas, acompanhados dos filhos, lançam a quem passa o já ‘tradicional’ apelo: “Dá só 100 [kwanzas, 50 cêntimos de euro]”. É caso…
Leia maisFragilidades das eleições 2017
Muitos cidadãos da oposição têm vindo a queixar-se de que “seus nomes estão a ser colocados em listas longe da sua residência, enquanto as individualidades ligadas ao partido no poder passam a ter o local de votação mesmo à porta da casa”. Ademais, fala-se também da eliminação dos eleitores da base de dados, entre outras reclamações. A dispersão dos eleitores e eliminação de muitos dos mesmos da base de dados são problemas muito sérios, e desde sempre foi a estratégia do regime nestas últimas três eleições. Por José Marcos Mavungo…
Leia maisJipes, aparelhos de som e computadores. As novas “missangas” do século XXI
Na campanha eleitoral do MPLA, nada parece convencer: o apoio popular recebido não tem sido espontâneo, o afecto do candidato pelos mais pobres e desvalidos é mera encenação, o “ar de estadista” de João Lourenço é pura ilusão de óptica… nada consegue desfazer a impressão de que se trata de um “candidato de plástico”, que não sente nem suscita verdadeira empatia junto do eleitorado do partido. Por Tchockwe Tchockwe [dropcap]S[/dropcap]em surpresa, o Povo assiste “anestesiado” ao desenrolar da cena, sabendo, de antemão, que “o jogo” está viciado, que a farsa…
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