O optimismo por natureza não deve menosprezar o irmão siamês; o pessimismo, principalmente, em países onde as lideranças, complexadamente, acreditam apenas na fórmula ocidental, para a resolução dos problemas fundamentais dos cidadãos africanos ou latino americanos. Por William Tonet A primeira trincheira (optimismo) alimenta o sonho de libertação e cidadania, já a segunda (pessimismo) a desilusão das más práticas governativas, identificadas com o que de pior tinha o colonialismo, a nova forma de exploração, assente no neocolonialismo ou colonialismo negro, que subjuga com toneladas de impostos a maioria preta e…
Leia maisCategoria: Destaque
O velho, o menino e o burro
Decerto o amigo leitor estará familiarizado com a fábula ou o conto popular d’ “O velho, o menino e o burro” que tal como todas as histórias e narrativas, ou mitos e religiões não são de todo originais mas sim cópias, ligeiramente modificadas e quiçá melhoradas, de protótipos de outros tempos, de outros lugares, enfim, de outros mundos e realidades. Por Brandão de Pinho É muito normal quando se fala de uma ciência ou tecnologia ou o que for, fazer um enquadramento histórico, e poucas vezes não há como não…
Leia maisEm Angola, ser viúva de um genocida é ser inimputável
A viúva do primeiro Presidente de Angola afirmou, em Luanda, que o seu marido, Agostinho Neto. “liderou pela palavra, exemplo, presença, comunicação e honestidade”. Em abono das doentias e patológicas (mas compreensíveis) teses de Maria Eugénia Neto está tudo o que respeita aos massacres de milhares e milhares de angolanos assassinados, por ordem de Neto, no 27 de Maio de 1977. Por Orlando Castro Maria Eugénia Neto, que falava na cerimónia de lançamento do livro “Augusta Conchiglia fotografa Agostinho Neto”, com fotos inéditas do maior genocida de Angola e um…
Leia maisConfio no Presidente tal como na Filomena Oliveira
“Não gostei!”, disse o presidente do MPLA, João Lourenço, do pedestal da sua autoridade, talvez na euforia ou mal informado, aquando do encerramento do VII congresso do MPLA (16.06), que o consagrou como o “NSA” (Novo Senhor Absoluto) e “DDT” (Dono Disto Tudo). Por William Tonet De quê, senhor Presidente do MPLA, não gosta e quem o criticou, nessa qualidade? “De ouvir as críticas sobre a AGT!”. Bravo! Sem citar o nome de quem havia feito a crítica, por sinal avisada, ela veio do interior de uma cidadã comprometida com…
Leia maisEduardices
Há quem possa pensar que o Eduardo Magalhães é uma caricatura de ficção no universo da política e da sociedade, em geral, na Re(i)pública da Angola do MPLA. Não! É mesmo uma daquelas personalidades que copia e inventa muitos malabarismos para continuar a gozar das boas graças dos Senhores da Guerra, os comandantes-chefes da oligarquia angolana. Por Domingos Kambunji O Eduardo demorou um enorme volume de parágrafos para elogiar o último congresso extraordinário do MPLA, que teve nada de extraordinário. À semelhança de análises anteriores, classificou este congresso de histórico.…
Leia maisRegime do MPLA está morto,
no entanto ainda não sabe
O advogado Arão Bula Tempo, em declarações à DW (“Deutsche Welle”) considerou que a detenção do general António José Maria, antigo chefe do Serviço de Inteligência e Segurança Militar (SISM) de Angola, não passa de mais uma manobra de manipulação da opinião pública, tendo em conta os problemas sociais que o país atravessa. Por Orlando Castro “O Presidente da República fez muitas promessas”, numa época, a actual, em que o país está a “atravessar situações drásticas ao nível económico, provocados pelo próprio partido no poder. Creio que o Presidente, para…
Leia maisOs retornados e o atraso de Angola
África. 1975. Fim do império português africano e prenuncio da estocada final na aventura imperial de Portugal que anos mais tarde teria de devolver Macau à China. A catástrofe instalara-se na metrópole e nas colónias, sobretudo quando em Abril de 1974 aconteceu em Portugal a revolução dos cravos – um golpe de militares de baixa patente insatisfeitos com o soldo que auferiam – que pôs fim à ditadura já caquética, alucinada e desvairada dum Portugal que ainda se achava a Gloriosa Lusitânia cantada por Camões dos séculos XVI e XVII.…
Leia mais“Sim” a João Lourenço, mas “não” a muitos do seu gang
A minha confissão sem cinismo é de confiar em João Lourenço, pese a sua tribo bajuladora, pensar o contrário, em relação ao meu pensamento. Não me ofendo, pelo contrário, sabendo estarem as mentes obtusas apenas comprometidos, com a mentira, as mordomias, a maldade, a ganância, a roubalheira e a organização criminosa institucional. Por William Tonet São a escória da política, com comportamentos danosos e dolosos, com a cumplicidade dos corredores do alto poder, que defraudam, todos os dias, o sonho do cidadão, em função de uma crónica e aselha incompetência.…
Leia maisNão basta ser angolano
O Folha 8 publicou hoje, na sua página do Facebook, o seguinte texto: «O estado actual da literatura angolana e o papel dos escritores na mudança social estiveram em debate na Biblioteca de Coruchéus, em Lisboa, Portugal, numa tertúlia criada com o intuito de mostrar a evolução e a influência da produção literária ao longo dos anos. Numa iniciativa da editora Perfil Criativo – Edições lá estiveram escritores de primeira como Lopito Feijóo, João N’Gola Trindade, Sandra Poulson, Tomás Lima Coelho, Armindo Laureano e Eugénio Costa Almeida. Os escritores de…
Leia maisHá pessoas boas racistas?
Gostaria de responder que não até porque silogisticamente seria uma contradição – na medida em que ser-se boa pessoa implicaria não ter preconceitos raciais – mas de facto há sim, e, de ambos os lados da barricada. Por Brandão de Pinho O que não há, garanto, é pessoas boas e inteligentes e honestas que sejam racistas. Mas nem todas as pessoas são inteligentes (até acho que somos uma minoria), e há mais pessoas más do que boas e quanto à honestidade… bem nunca saberemos, pois as pessoas só a poderiam…
Leia mais
