“Folha 8 é um centro do pensamento crítico”

O Folha 8 existe desde 1995. Se lhe pedíssemos, caro leitor, um depoimento sobre o nosso trabalho, o que nos diria? Foi essa pergunta que foi colocada a algumas personalidades do universo lusófono. Hoje publicamos a opinião de João Paulo Batalha, Presidente da Direcção da Transparência e Integridade, uma associação portuguesa sem fins lucrativos de utilidade pública, cuja missão é contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e uma democracia de qualidade, destacando-se a sua luta contra a corrupção. Por João Paulo Batalha [dropcap]É[/dropcap] a conhecida a citação…

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Fuba do mesmo saco

O Presidente República, do MPLA e Titular do Poder Executivo, João Lourenço, prestou homenagem, em Havana, Cuba, ao pelos vistos único fundador da nação angolana, António Agostinho Neto, com a deposição de uma coroa de flores no busto erguido em sua memória. O que diria o mundo se, por exemplo, Ângela Merkel prestasse homenagem a Adolf Hitler? Por Orlando Castro [dropcap]O[/dropcap]uvidos os hinos nacionais de Angola e Cuba e depois de se ter inclinado invertebradamente sob o busto do maior genocida de Angola, Agostinho Neto, João Lourenço agradeceu o espírito…

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Num tempo de escuridão

O Folha 8 existe desde 1995. Se lhe pedíssemos, caro leitor, um depoimento sobre o nosso trabalho, o que nos diria? Foi essa pergunta que foi colocada a algumas personalidades angolanas que vivem no país e na diáspora. Hoje publicamos a opinião de Carlos Pinho, um (como o próprio diz) ango-pula que é professor na FEUP – Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Por Carlos Pinho [dropcap]N[/dropcap]um tempo de escuridão há sempre estrelas que brilham e por pequena que seja a constelação que elas formam, há sempre quem as…

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A metamorfose

Quando uma pessoa ou país chegam a meio da sua quarta (quarta não, quinta pois a primeira foi dos zero aos nove anos) década de vida, tem necessariamente que reflectir. Tenho eu, que tenho 45 anos, e tem Angola mais nova um ano. Mas como Angola “per si” (preferiria o itálico às aspas mas o livro de estilo do F8 assim determina) não se pode pronunciar eu – que não passo de um mero forasteiro pedante que jamais pôs os pés na África negra – taramelo pelos dois. Por Brandão…

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“Folha 8: um pequeno grande jornal”

O Folha 8 existe desde 1995. Se lhe pedíssemos, caro leitor, um depoimento sobre o nosso trabalho, o que nos diria? Foi essa pergunta que foi colocada a algumas personalidades angolanas que vivem no país e na diáspora. Iniciamos hoje a publicação desses depoimentos com José Luís Mendonça. “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus” (Mateus 4:4), começou por escrever o jornalista, escritor, director e editor-chefe do jornal Cultura, quinzenário angolano de Artes & Letras. Por José Luís Mendonça…

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Lógica da batata na lei da batota exclusiva do MPLA

O optimismo por natureza não deve menosprezar o irmão siamês; o pessimismo, principalmente, em países onde as lideranças, complexadamente, acreditam apenas na fórmula ocidental, para a resolução dos problemas fundamentais dos cidadãos africanos ou latino americanos. Por William Tonet [dropcap]A[/dropcap] primeira trincheira (optimismo) alimenta o sonho de libertação e cidadania, já a segunda (pessimismo) a desilusão das más práticas governativas, identificadas com o que de pior tinha o colonialismo, a nova forma de exploração, assente no neocolonialismo ou colonialismo negro, que subjuga com toneladas de impostos a maioria preta e…

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O velho, o menino e o burro

Decerto o amigo leitor estará familiarizado com a fábula ou o conto popular d’ “O velho, o menino e o burro” que tal como todas as histórias e narrativas, ou mitos e religiões não são de todo originais mas sim cópias, ligeiramente modificadas e quiçá melhoradas, de protótipos de outros tempos, de outros lugares, enfim, de outros mundos e realidades. Por Brandão de Pinho [dropcap]É[/dropcap] muito normal quando se fala de uma ciência ou tecnologia ou o que for, fazer um enquadramento histórico, e poucas vezes não há como não…

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Em Angola, ser viúva de um genocida é ser inimputável

A viúva do primeiro Presidente de Angola afirmou, em Luanda, que o seu marido, Agostinho Neto. “liderou pela palavra, exemplo, presença, comunicação e honestidade”. Em abono das doentias e patológicas (mas compreensíveis) teses de Maria Eugénia Neto está tudo o que respeita aos massacres de milhares e milhares de angolanos assassinados, por ordem de Neto, no 27 de Maio de 1977. Por Orlando Castro [dropcap]M[/dropcap]aria Eugénia Neto, que falava na cerimónia de lançamento do livro “Augusta Conchiglia fotografa Agostinho Neto”, com fotos inéditas do maior genocida de Angola e um…

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Confio no Presidente tal como na Filomena Oliveira

“Não gostei!”, disse o presidente do MPLA, João Lourenço, do pedestal da sua autoridade, talvez na euforia ou mal informado, aquando do encerramento do VII congresso do MPLA (16.06), que o consagrou como o “NSA” (Novo Senhor Absoluto) e “DDT” (Dono Disto Tudo). Por William Tonet [dropcap]D[/dropcap]e quê, senhor Presidente do MPLA, não gosta e quem o criticou, nessa qualidade? “De ouvir as críticas sobre a AGT!”. Bravo! Sem citar o nome de quem havia feito a crítica, por sinal avisada, ela veio do interior de uma cidadã comprometida com…

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Eduardices

Há quem possa pensar que o Eduardo Magalhães é uma caricatura de ficção no universo da política e da sociedade, em geral, na Re(i)pública da Angola do MPLA. Não! É mesmo uma daquelas personalidades que copia e inventa muitos malabarismos para continuar a gozar das boas graças dos Senhores da Guerra, os comandantes-chefes da oligarquia angolana. Por Domingos Kambunji [dropcap]O[/dropcap] Eduardo demorou um enorme volume de parágrafos para elogiar o último congresso extraordinário do MPLA, que teve nada de extraordinário. À semelhança de análises anteriores, classificou este congresso de histórico.…

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