As eleições gerais angolanas de 23 de Agosto vão mudar (isto é como quem diz…) as relações diplomáticas entre Portugal e Angola, com a saída de cena (veremos se é mesmo uma saída) do quase sempiterno Presidente José Eduardo dos Santos, cuja herança política é vista com desconfiança por muitos portugueses, tal como por muitos angolanos. Por Orlando Castro Às acusações passam por abusos de direitos humanos, nepotismo levado ao extremo, fomento de corrupção, destruição da classe média angolana ou perseguição a críticos, outros afectos – assumidamente ou não –…
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Bajular o regime continua
Orgia dos donos à custa
de milhões de… escravos
O Ministério da Geologia e Minas angolano autorizou mais cinco cooperativas privadas a avançar com a exploração semi-industrial de diamantes, três das quais em quase 450 quilómetros quadrados (km2) da província de Malanje. Mês de eleições é mês bendito para as promessas do regime. MPLA brinca com a inteligência dos angolanos e também, é claro, com o dinheiro que deveria ser de todos mas que, afinal, é só deles. A decisão consta de cinco recentes despachos assinados pelo ministro Francisco Queiroz, que prevêem as atribuições dos direitos de exploração por…
Leia maisDitador há 38 anos
O Presidente angolano, há 38 anos no poder sem nunca ter sido nominalmente eleito, classificou hoje o seu último mandato presidencial como estável “política e socialmente”, apesar da crise económica, uma oportunidade boa para o país se libertar da dependência excessiva do petróleo. Por Orlando Castro José Eduardo dos Santos, Presidente de Angola desde 1979 e líder do MPLA, partido no poder há 42 anos (desde a independência), não concorre directamente (fá-lo indirectamente através de uma das suas marionetas, João Lourenço) às eleições gerais de 23 de Agosto e fez…
Leia maisEm benefício do MPLA, OPSA acorda tarde, muito tarde
O Observatório Político-Social de Angola (OPSA) lamentou hoje “a forma forçada e pouco humana” como as pessoas têm sido transportadas das aldeias, comunas e municípios “para encher comícios” eleitorais em muitas províncias. No tempo colonial chamavam-se “voluntários devidamente amarrados”. É uma designação que pode ser aplicada aos novos colonialistas do regime, o MPLA, que é useiro e vezeiro no uso da “razão” da força, assassinando a força da razão. Num documento denominado Pronunciamento sobre as Primeiras Semanas de Campanha Eleitoral, o OPSA, organização dedicada à promoção de debates, produção de…
Leia maisAgredir jornalistas está
e estará no ADN do MPLA
O jornalista Salgueiro U. Vicente da Rádio Ecclesia foi agredido por agentes de Segurança na manhã desta segunda-feira, 14 de Agosto (tal como o Folha 8 noticiou pouco tempo depois), na Base da Sonangol Integrated Logistics Services (SONILS), no Bairro Boavista, no Distrito Urbano do Sambizanga, quando estava em serviço nacional para o jornal das 7. Por José Marcos Mavungo (*) Decorria uma reportagem em directo sobre a denúncia feita pelos moradores do Bairro da Boavista, dando conta de que sentiam-se mal devido a inalação do gás expelido pela SONILS.…
Leia maisNão há guerra em Angola,
mas também não há paz!
O governo angolano tem coleccionado muitas mortes ao longo do seu reinado de podridão. A onda de repúdio que se instalou internacionalmente em solidariedade aos presos políticos do “Processo 15+Duas” não serviu para dissuadir o regime ditatorial das suas práticas repressivas. Por Sedrick de Carvalho (*) Quando Jonas Savimbi, líder-fundador do partido político UNITA, foi morto, isto em 2002, eu era miúdo mas lembro ter ouvido e visto eufóricas celebrações e inclusive muitos tiros disparados porque a personificação do Mal estava aniquilada. Como é habitual, as crianças dançam ao ritmo…
Leia maisFragilidades das eleições 2017
Muitos cidadãos da oposição têm vindo a queixar-se de que “seus nomes estão a ser colocados em listas longe da sua residência, enquanto as individualidades ligadas ao partido no poder passam a ter o local de votação mesmo à porta da casa”. Ademais, fala-se também da eliminação dos eleitores da base de dados, entre outras reclamações. A dispersão dos eleitores e eliminação de muitos dos mesmos da base de dados são problemas muito sérios, e desde sempre foi a estratégia do regime nestas últimas três eleições. Por José Marcos Mavungo…
Leia maisJipes, aparelhos de som e computadores. As novas “missangas” do século XXI
Na campanha eleitoral do MPLA, nada parece convencer: o apoio popular recebido não tem sido espontâneo, o afecto do candidato pelos mais pobres e desvalidos é mera encenação, o “ar de estadista” de João Lourenço é pura ilusão de óptica… nada consegue desfazer a impressão de que se trata de um “candidato de plástico”, que não sente nem suscita verdadeira empatia junto do eleitorado do partido. Por Tchockwe Tchockwe Sem surpresa, o Povo assiste “anestesiado” ao desenrolar da cena, sabendo, de antemão, que “o jogo” está viciado, que a farsa…
Leia mais“Vão à merda!”
Cadeia? Tentem. Será um grande grito de liberdade. Se acharem que já só funciona a bala, então primam o gatilho e desencadearão o maior grito de liberdade. Saqueiam o país e esperam ser adorados ou bajulados pela população? Querem continuar a exigir silêncio sobre os vossos crimes? A minha resposta é simples: vão à merda! Por Rafael Marques de Morais (*) O regime do MPLA estremeceu com a publicação no Maka Angola dos resultados da sondagem eleitoral. Esbaforido, logo recorreu ao seu megafone de serviço, a Televisão Pública de Angola…
Leia maisCorruptos e ladrões
estão todos no MPLA
Em entrevista à RDP África, William Tonet, faz um “check-up” à situação de Angola em diversas vertentes, das eleições ao país construído à imagem e semelhança do MPLA, passando pelas diferentes versões da Constituição e pela suposta crise económica provocada pelo preço do petróleo. Oiça aqui a Entrevista William Tonet recorda que a Comissão Nacional Eleitoral (CNE) é um órgão dependente do Governo, dizendo mesmo que “a fraude emerge de toda a envolvência preparatória das eleições”. Mesmo assim, releva a importância de se ir votar pois, diz, “não se pode…
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