Com mais um jeitinho
…ninguém foi morto!

O ministro da Justiça e dos Direitos Humanos do MPLA, Francisco Queiroz, não quer o uso das expressões “alegadas vítimas ou o 27 de Maio na perspectiva das vítimas” para evitar polémicas à volta do processo de perdão e reconciliação dos angolanos. Alegado perdão e alegada reconciliação, entenda-se. Francisco Queiroz discursava hoje, na qualidade de coordenador da Comissão para Reconciliação em Memória das Vítimas de Conflitos Políticos, na abertura da reunião de balanço das actividades desenvolvidas pelo Grupo Técnico e Científico desta comissão. Segundo o ministro, o grupo técnico trabalha…

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Governo não aprende

Já foi votada a nova lei que se inscreve no Plano de Reconciliação em Memória das Vítimas dos Conflitos Políticos. Mas o regime não se deixa ensinar pelos tumultos da história destes últimos 45 anos e criar as condições de reconciliação. Talvez o executivo devesse ouvir Nelson Mandela. Por José Marcos Mavungo (*) Esta quinta-feira, 21 de Maio, os deputados angolanos votaram a Lei do Regime Especial de Justificação de Óbitos ocorridos no país na sequência do longo conflito armado desde 1975, em especial dos crimes de Maio de 1977…

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1961, 1975 ou… 1482?

Deputados angolanos defenderam hoje que, em vez de 1975, a data da independência de Angola seja considerada 1961, início da luta armada no país, o marco para o reconhecimento das vítimas de conflitos armados no país. O mais correcto talvez fosse tudo começar em 1482, ano em que terá chegado à foz do rio Congo uma frota portuguesa, comandada pelo navegador Diogo Cão. Este ano, 1961, marcou o início da guerra colonial, que se prolongou por 13 anos e começou em Angola. A posição foi hoje expressa durante a discussão,…

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Maio genocídio. Maio Sempre!

Em memória das vítimas do 27 de Maio de 1977, aquelas sem a sublime voz de indignação, mas com história, dignidade e exemplos de verticalidade, nacionalismo e patriotismo, recuso-me consciente e determinadamente a engrossar, mesmo no aplauso, a comissão criada pelo ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, para analisar os conflitos armados. Por William Tonet Primeiro, em se tratando da vida humana, a verdade impõe rigor, respeito e imparcialidade, ao que parece, ausente da partidocracia mental do proponente. O 27 de Maio de 1977, não foi um conflito armado!…

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Reconciliação à medida do branqueamento do… MPLA!

O ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Francisco Queirós, declarou hoje, em Luanda, que o processo de reconciliação em Angola assenta na experiência “bem sucedida” do perdão e reintegração, sem se apontar culpados, vítimas, vencido ou vencedores. Claro. Bem visto. Um bom exemplo de tudo isso é considerar Agostinho Neto como o único herói nacional, ou Hoji Ya Henda como patrono da juventude angolana. Francisco Queirós discursava na cerimónia de empossamento dos membros do grupo técnico-científico da comissão para a implementação do Plano de Reconciliação em Memória das Vítimas…

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Conde(corações), conde(umbigos)

As condecorações de Estado são, em muitos países, por vezes, actos de soberania republicana, noutros, apenas de soberana vaidade umbilical. Os momentos graduam e enquadram as outorgas. Acompanhei, inversamente, emocionado as últimas condecorações; Novembro 2019 – Palácio da Cidade Alta – Luanda. Por William Tonet Os 70 condecorados, foram merecedores do galardão. Assim, ditou a soberania do outorgante, que reúne todos os poderes do Estado. Colheu apoios e críticas… Mas, reconheçamos, não pode, o homem, em dois anos, condecorar todo mundo e ao mesmo tempo, até porque, desde 1964, dN…

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Os intocáveis e os tocáveis (“Operação Marimbondo”)

O suor não escorre em rosto inanimado, mas naquele onde as contracções dos músculos e veias, sentem e gemem a definida desossificação do esforço. Da nascente, caminha em lianas serpentinas destilando cloreto de sódio e ureia em solução, segregada pelas glândulas sudoríparas, quer na face ou no estado-maior da pele; as axilas, produzindo uma mensagem de efeito refrescante. Por William Tonet O combate à corrupção tem de ter norte. Obrigatoriamente, efeito refrescante. Direcção, imperiosamente, imparcial. Objecto concreto e definido, na acção diária do agente e órgãos públicos. Num país com…

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Homenagem a quem o MPLA cataloga como vítimas

Do alto da sua torre de sabedoria (que herdou de José Eduardo dos Santos mas à qual acrescentou mais uns degraus), o Presidente João Lourenço ordenou no passado dia 26 de Abril a criação de uma comissão para elaborar um plano geral de homenagem às vítimas dos conflitos políticos que ocorreram em Angola entre 11 de Novembro de 1975 a 4 de Abril de 2002. O plano será apresentado amanhã na Assembleia Nacional. Para mostrar a equidade, a equidistância e a imparcialidade da iniciativa, integram a comissão elementos da sua…

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Direcção de actores: JLo. Produção e realização:
Pedro Sebastião e MPLA!

A UNITA defendeu hoje que estão ainda por cumprir “muitos pontos” do Protocolo de Lusaca, que definiu os termos da paz em Angola, admitindo interesse em resgatar, à semelhança de Jonas Savimbi, os corpos de dirigentes abatidos em 1992. Hum! Lá vamos ter novos capítulos de uma novela em que a direcção de actores voltará a ser de João Lourenço, a produção do MPLA e a realização do general Pedro Sebastião. A intenção foi expressa hoje, em Luanda, pelo líder da UNITA, Isaías Samakuva, numa conferência de imprensa destinada a…

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Pedro Sebastião tentou implodir a reconciliação

A UNITA considerou hoje que o general Pedro Sebastião, ministro de Estado e da Casa de Segurança do Presidente da República de Angola, “não está à altura” do processo de reconciliação nacional em curso no país. E João Lourenço estará? Quanto a nós, achamos que não. Se estivesse teria já demitido Pedro Sebastião. A acusação, que aliás corresponde ao sentimento de muitos angolanos, foi feita pelo porta-voz da UNITA, Alcides Sakala, enquanto se aguardava, no Andulo, pela trasladação do corpo do líder histórico e fundador do partido, entretanto transferido para…

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