A UNITA considerou hoje que o general Pedro Sebastião, ministro de Estado e da Casa de Segurança do Presidente da República de Angola, “não está à altura” do processo de reconciliação nacional em curso no país. E João Lourenço estará? Quanto a nós, achamos que não. Se estivesse teria já demitido Pedro Sebastião. A acusação, que aliás corresponde ao sentimento de muitos angolanos, foi feita pelo porta-voz da UNITA, Alcides Sakala, enquanto se aguardava, no Andulo, pela trasladação do corpo do líder histórico e fundador do partido, entretanto transferido para…
Leia maisEtiqueta: Reconciliação
Comunicado dos sobreviventes da tragédia de 27 de Maio de 1977
«Os sobreviventes da sangrenta repressão que se seguiu ao fatídico dia 27 de Maio de 1977, cujas causas estiveram na base de tão cruel massacre, entendem ser urgente esclarecer a opinião pública Nacional e Internacional, o seguinte: A maioria dos sobreviventes do massacre, perfeitamente identificáveis, têm acompanhado com redobrado interesse e atenção as acções que vêm sendo desenvolvidas pelo Executivo angolano, com destaque para o Decreto Presidencial exarado por sua Excelência o Presidente da República, cuja iniciativa aplaudem, atendendo ao facto de terem decorrido cerca de 42 anos desde aquele…
Leia maisMPLA promete mudar tudo
(vai tudo ficar na… mesma)
O MPLA, partido no poder em Angola desde 1975, diz que vai homenagear a memória de todos os angolanos “vítimas de conflitos políticos” entre 1975 e 2002, para estabelecer um diálogo nacional e “fortalecer as bases” de consolidação da paz e da reconciliação. Intervalo. Vamos rir à fartazana que a anedota até tem piada. O assunto foi hoje analisado durante a reunião do Bureau Político do MPLA, orientada pelo seu líder, João Lourenço, também (entre outros cargos) Presidente de Angola e Titular do Poder Executivo, refere o comunicado final da…
Leia maisRéquiem pelo 4 de Abril
O Folha 8 decidiu “decretar” o dia 4 de Abril como o seu “feriado” de reflexão. Reflectir é preciso. Para todos? Não. Por alguma razão em 2018 e 2019 esta data que assinala a Paz (no sentido apenas do calar das armas) e a Reconciliação Nacional não contou, em Angola, com a presença do mais alto magistrado do MPLA/Estado, João Lourenço. Em 2018, o Bureau Político do MPLA, partido no poder desde 1975, enalteceu a importância de José Eduardo dos Santos no alcance da paz em Angola, cujo 17º aniversário…
Leia maisOGE do “embuste”
A oposição angolana votou hoje contra a aprovação do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2019, considerando que o documento, aprovado com os votos do MPLA, é um “embuste” e “nada transparente”. Ou seja, o MPLA continua igual ao que sempre foi ao longo de 43 anos no Poder: quer, pode e manda. A posição foi expressa em declarações de voto pela UNITA e da CASA-CE, após o documento ter sido aprovado pela maioria dos 220 deputados à Assembleia Nacional… do MPLA. Após a votação, e questionado pela agência Lusa…
Leia maisReconciliação nacional
Acabámos de ler um artigo onde é citado o investigador angolano Eugénio Costa Almeida, defendendo uma comissão de reconciliação nacional sobre os fuzilamentos do 27 de Maio. Apoiamos a sugestão mas consideramos que ela peca por defeito. Por Domingos Kambunji Algo de muito importante já se iniciou em Angola no sentido de reconhecer o mérito para a independência nacional de verdadeiros heróis da nossa terra, nas homenagens do dia 11 de Novembro deste ano. Todavia pensamos ser hipocrisia a ideia de colocar esses heróis num patamar igual ou inferior ao…
Leia maisDivórcio foi só temporário
O Jornal de Angola, órgão do MPLA, dedicou hoje um editorial em que destaca a “nova era” nas relações com Portugal, depois de um passado com um “divórcio temporário” que serviu para evidenciar “mais as desvantagens que as vantagens do distanciamento”. A provar a reconciliação, o Presidente João Lourenço afirmou hoje que os investimentos directos portugueses em todos os sectores em Angola são “bem-vindos” e que Portugal pode assumir um papel relevante no desenvolvimento dos dois países. Intitulado “As Relações Portugal-Angola”, o editorial refere que, embora na actualidade os laços…
Leia maisEsquecer ou rememorar?
Recordam-se 41 anos do “Golpe de 27 de Maio de 1977” ou “Fratricídio do 27 de Maio de 1977” entre militantes do MPLA, então MPLA-Partido dos Trabalhadores; recorda-se, rememora-se ou há quem persista em mantê-lo para que, sem coragem, de outra forma, o conservar sempre na memória do colectivo um Processo que persiste em estar na anamnese da sociedade? Por Eugénio Costa Almeida (*) Há uns anos, no portal Notícias Lusófonas, por ocasião dos 30 anos desta data, escrevia sobre uma entrevista, a um jornal português, creio que o Público,…
Leia maisConciliação entre Homens de bem
Há situações difíceis de explicar (e até, muitas vezes, de entender) e ultrapassar, pelo mal que provocam na vida familiar, profissional e social das pessoas. Na vida que, por ser longamente curta, às vezes termina antes de termos tempo de abraçar o companheiro, ou parceiro, do lado. Por William Tonet Os erros, as posições contundentes, as ideologias, a intolerância, quando desferidas sem justa causa, com o único propósito de provocar mal a outrem, causam feridas e danos inultrapassáveis, capazes de colocarem autor e ofendido em campos diametralmente opostos e sem uma visível…
Leia maisFrelimo e MPLA,
Renamo e UNITA
O ex-chefe dos negociadores da Renamo no Acordo Geral de Paz de 1992, Raul Domingos, disse hoje à que Moçambique continuará a passar por ciclos de violência militar, caso persista a manipulação dos resultados eleitorais. Em Angola é diferente. Ao contrário da Renamo, que continua a ter alguma força militar, a UNITA limita-se a comer o que o MPLA lhe dá. “N ão tenho dúvidas de que a falta de transparência dos processos eleitorais, a manipulação dos resultados, é a principal causa da instabilidade política e militar”, afirmou Raul Domingos.…
Leia mais
