O Governo moçambicano assumiu que não tem dinheiro para pagar os juros de uma emissão de dívida que vence esta quarta-feira e tenta, com contactos junto do Fundo Monetário Internacional e de outros credores, encontrar uma solução de última hora. Parabéns à Frelimo! [dropcap]O[/dropcap] analista da NN Investment Partners Marco Ruijer considerou hoje que não é provável que Moçambique consiga aceder aos mercados financeiros nos próximos anos, acrescentando que os investidores não deverão conseguir recuperar a totalidade do dinheiro investido. “A situação assemelha-se a um possível incumprimento financeiro”, disse o…
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Parabéns à Frelimo
Repressão chegou, viu e… ficou (será para sempre?)
Os direitos humanos em Angola foram afectados em 2016 pela “contínua repressão governamental” e pela “pior crise económica” vivida desde o fim da guerra civil. A denúncia parte da organização Human Rights Watch (HRW), que divulgou esta quinta-feira o seu relatório relativo a 2016. [dropcap]O[/dropcap] documento também deixa alertas sobre violações de direitos humanos na Guiné Equatorial, em Moçambique e no Brasil. O documento refere que a crise provocada pela quebra da cotação internacional de petróleo pôs fim a uma década de forte crescimento do país, o segundo maior produtor…
Leia maisKwanza e metical em queda
As moedas nacionais de Angola e Moçambique estão entre as dez que mais desvalorizaram durante o ano passado, com o kwanza a cair quase 20% e o metical a perder mais de 30% em 2016. [dropcap]D[/dropcap]e acordo com a evolução das moedas nacionais durante 2016, estas duas divisas dos maiores países lusófonos em África estão entre as dez piores, só superadas pelas moedas da Nigéria, Venezuela, Suriname e Egipto, no caso de Moçambique, que teve uma desvalorização de 33,2%. Angola, cujo kwanza desvalorizou 18,9% durante os últimos 12 meses, ficou…
Leia maisMDM arrasa governação da Frelimo
O MDM, terceiro partido moçambicano, considera que as conclusões do inquérito parlamentar ao escândalo das dívidas serviram apenas para cumprir calendário e exige saber o destino de 1,5 mil milhões de dólares e punição do anterior Governo. [dropcap] “T[/dropcap] rata-se de um relatório prenhe de um romantismo exacerbado, resultante exclusivamente de um objectivo de cumprir calendário e um acto meramente protocolar, perante a comunidade internacional e as instituições de Bretton Woods”, considera o grupo parlamentar do Movimento Democrático de Moçambique (MDM). O MDM entende que o texto das conclusões Sobre…
Leia maisCNE por concurso público
O Centro de Integridade Pública (CIP), ONG moçambicana vocacionada para a transparência da administração pública, defendeu hoje que os membros da Comissão Nacional de Eleições (CNE) deviam ser seleccionados por concurso público, para garantir a isenção do órgão. [dropcap]D[/dropcap]e acordo com um estudo do CIP, apresentado hoje na capital moçambicana, o facto de grande parte dos membros da CNE serem provenientes de partidos políticos coloca-os numa situação de vulnerabilidade perante pressões externas. “O sentimento de estabilidade no cargo torna menos vulnerável a situação do funcionário ou agente perante qualquer pressão…
Leia maisApoio à desminagem cai 80%
O apoio financeiro internacional às operações de desminagem em Angola e Moçambique diminuiu 80 e 70%, respectivamente, refere o Relatório Minas Antipessoais 2016, hoje divulgado. [dropcap]Q[/dropcap]uando comparado com 2014, o apoio que os doadores internacionais canalizaram para a região da África subsariana em 2015 diminuiu mais de 40%, contabiliza o relatório da Campanha Internacional para Eliminar as Minas Terrestres (ICBL, na sigla em inglês). Se se olhar para os resultados de cada país da região, essa diminuição é mais visível em dois Estados de língua portuguesa: Angola (-80%) e Moçambique…
Leia maisOra mato eu, ora matas tu
O chefe da bancada da Renamo, principal partido de oposição em Moçambique, na Assembleia Provincial de Sofala, centro do país, Juma Ramos, foi morto a tiro por desconhecidos no domingo, informou hoje a polícia. [dropcap]S[/dropcap]egundo o porta-voz do comando provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Sofala, Daniel Macuácuá, o deputado foi morto na sua “barraca”, como são chamadas no país pequenas mercearias informais que por vezes são construídas defronte das casas. “Dirigiram-se à residência da vítima e assassinaram-na. Foram desdobradas forças no terreno, no sentido de esclarecer…
Leia maisAssassinado mais um dirigente da Renamo
Um dirigente da Renamo em Gúruè, província da Zambézia, centro de Moçambique, foi morto a tiro na quinta-feira na sua residência, uma acção atribuída pelo partido aos “silenciadores da democracia”. [dropcap]U[/dropcap]m grupo armado disparou vários tiros que atingiram mortalmente Luciano Augusto, dirigente da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), no quintal da sua residência na noite de quinta-feira, quando regressava do trabalho, disse Abdala Ibrahimo, delegado político provincial do maior partido da oposição. “Ele foi baleado mortalmente e ficámos indignados com este assassínio selvagem”, declarou Abdala Ibrahimo, acrescentando que vozes opositoras à…
Leia maisJovens sem futuro… em África
Moçambique e Guiné-Bissau estão na lista dos países em que há menos perspectivas para as pessoas entre os 15 e os 29 anos. Em todo o mundo, as mulheres jovens têm menos oportunidades do que os homens. [dropcap]H[/dropcap]oje o mundo tem 1,8 mil milhões de jovens, vivendo a esmagadora maioria deles (87%) em países em vias de desenvolvimento. É na África subsariana que o crescimento desta população entre os 15 e os 29 anos é mais acelerado e é também aí que esta profusão de juventude se pode tornar mais…
Leia mais“A Espada e a Azagaia”
O escritor moçambicano Mia Couto lançou hoje em Maputo o segundo volume da trilogia dedicada ao reinado de Gungunhana, uma história que retrata a paixão entre um sargento português e uma jovem nativa durante a resistência à ocupação colonial. [dropcap] “É[/dropcap] um livro que lembra com saudade o nome de Gungunhana”, disse à imprensa Mia Couto, à margem do lançamento da obra, intitulada “A Espada e a Azagaia”, acrescentando que se trata de mais um contributo para a dignificação da história de Moçambique. Recuando aos últimos dias do antigo Estado…
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