África colonial nos 100 anos da Guerra 1914-1918

Eugénio Costa Almeida acaba de publicar o livro “África Colonial no Centenário da Guerra 1914-1918”, especialmente vocacionado para a análise da participação de Angola e Moçambique neste conflito. É uma obra de leitura obrigatória, não só pelo exímio conhecimento deste autor angolano como pela necessidade pedagógica de explicar aos mais novos o papel dos africanos no contexto mundial. [dropcap] “A[/dropcap] entrada dos africanos na 1ª Guerra Mundial (ou a Guerra de 1914-1918, também dito, entre Nações colonialistas) aconteceu devido à necessidade dos europeus, em conflito, tentarem reverter a seu favor…

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Dhlakama, Lula da Silva
e a Liberdade de Imprensa

I – O líder histórico, o guerrilheiro destemido da RENAMO (Resistência Nacional de Moçambique), Afonso Dhlakama, foi, no 3 de Maio, Dia da Liberdade de Imprensa, “assassinado” pela cobardia de uma traidora insulina, cujos “estilhaços” atingiram o centro da sua diabete. Por William Tonet [dropcap]O[/dropcap] jornalismo está prenhe de notícias ruins, mas não tinha indícios sobre a incapacidade da “ponte dialogante” estabelecida entre o Presidente da República de Moçambique e o líder da guerrilha, ser tão frágil ao ponto de denegar socorro médico a um paciente encravado nos húmus da…

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Morreu Afonso Dhlakama, líder histórico da Renamo

Afonso Dhlakama, de 65 anos, líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), morreu esta quinta-feira, 3 de Maio. As informações, ainda muito escassas, e avançadas por fontes partidárias, estão a ser veiculadas através das redes sociais. O  líder da Renamo faleceu de complicações ligadas a diabetes. [dropcap]A[/dropcap]fonso Dhlakama vivia refugiado na serra da Gorongosa, no centro do país, desde 2016, tal como já o havia feito noutras ocasiões, quando se reacendiam os confrontos entre a Renamo e as forças de defesa e segurança de Moçambique. O líder era um homem controverso,…

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Lá como cá, cá como lá
– As balas andam por aí

O jornalista moçambicano Ericino de Salema foi hoje encontrado gravemente ferido no distrito de Marracuene, a oito quilómetros do centro de Maputo, onde fora raptado por desconhecidos, noticiou o canal privado STV. Lá como cá, quem se atreve a pensar fora da “educação patriótica” sujeita-se a chocar com a morte. Por Orlando Castro [dropcap]E[/dropcap]m 2016, o politólogo e comentador do programa “Pontos de Vista”, José Macuane, foi baleado nas pernas por desconhecidos e abandonado numa estrada à saída de Maputo, depois de ter sido levado de carro perto da sua…

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Drama em África. Ainda se amputam e matam albinos

Pelo menos 30 mil albinos moçambicanos foram vítimas de discriminação pela sociedade e muitos correm risco de vida, denuncia a Amnistia Internacional no seu mais recente relatório. Nada é pior do que ser africano e… albino. [dropcap]E[/dropcap]ste é, infelizmente, um drama recorrente. Em 2015, por exemplo, 13 pessoas albinas morreram em Moçambique vítimas da onda de homicídios contra portadores de albinismo associada a práticas supersticiosas, indicava o relatório da Procuradoria-Geral da República de Moçambique. Mas não é só em Moçambique. A informação, então apresentada pela Procuradora-Geral de Moçambique, Beatriz Buchili,…

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“Para morreres basta dizeres o que pensas”

O cantor moçambicano Azagaia, na sua última música gravada, intitulada «No sétimo dia», descreve as causas de morte mais frequentes na terra de Samora Machel. A música foi escrita em reacção à morte do presidente da cidade de Nampula, Mahamudo Amurane, morto sete dias antes da gravação. Por Sedrick de Carvalho [dropcap]A[/dropcap]murane, como outros moçambicanos, foi assassinado a tiro no dia 4 de Outubro, precisamente no dia da comemoração do 25.º aniversário do Acordo Geral de Paz do país. Foi baleado defronte a sua residência, ou seja, na rua, como…

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Sérios riscos empresariais
na África Austral em 2018

A incerteza política e a instabilidade durante as transições estão entre os principais riscos para as empresas na África Austral em 2018, afirma a consultora Control Risk, especialista em risco global, na sua previsão política anual e de riscos de segurança RiskMap. [dropcap]G[/dropcap]eorge Nicholls, parceiro sénior da Control Risks na África Austral, comenta: “Em 2018 iremos continuar a assistir a incertezas em toda a liderança política nos mercados da África Austral. As transições no Zimbabué e em Angola em 2017, as eleições em Moçambique em 2018 e o sectarismo no…

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Liberdade de imprensa?
Cada vez mais distante

A liberdade de imprensa no mundo “nunca esteve tão ameaçada como agora”, alertou a Repórteres Sem Fronteiras (RSF), invocando ataques contra ‘media’, notícias falsas, repressão e triunfo de “homens fortes”. Angola lá está no topo dos maus exemplos. Ou seja, vai de mal a pior. A bem da nação… do regime. [dropcap]D[/dropcap]e acordo com o relatório elaborado anualmente pela organização, a liberdade de imprensa conhece uma situação “difícil” ou “muito grave” em 72 de 180 países, incluindo China, Rússia e Índia, quase todas as nações do Médio Oriente ou da…

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“MPLA é um partido terrorista e de malandros”

A maioria dos partidos políticos moçambicanos, com excepção da FRELIMO, considerou abusivas, ofensivas, despropositadas e imiscuição nos assuntos internos de um país soberano, as declarações do ministro da Defesa de Angola, João Lourenço, que em missão de Estado, resvalou para a campanha partidária do MPLA, ofendendo a oposição local e a de Angola, considerando-as de malandros. [dropcap]O[/dropcap] líder do MDM, segunda força política da oposição de Moçambique, Daviz Simango, em declarações exclusivas ao F8 (oiça o audio apresentado no fim do texto), condenou as tristes e deploráveis declarações do ministro…

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Dhlakama promete regresso a Maputo

O líder da Renamo espera que as negociações de paz em Moçambique sejam retomadas em breve, com a chegada esta semana dos mediadores, e promete regressar à vida política activa após os 60 dias de trégua por ele declarados. O MDM acusa a Frelimo e a Renamo de conspirarem contra o povo. [dropcap] “S[/dropcap] e tudo correr bem e concluirmos aquilo que estamos a tratar na mesa das negociações, acredito que em Março ou Abril poderei estar em Maputo, a andar livremente, a retomar as actividades políticas”, afirmou, em declarações…

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