O Folha 8 existe desde 1995. Se lhe pedíssemos, caro leitor, um depoimento sobre o nosso trabalho, o que nos diria? Foi essa pergunta que foi colocada a algumas personalidades angolanas que vivem no país e na diáspora. Iniciamos hoje a publicação desses depoimentos com José Luís Mendonça. “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus” (Mateus 4:4), começou por escrever o jornalista, escritor, director e editor-chefe do jornal Cultura, quinzenário angolano de Artes & Letras. Por José Luís Mendonça…
Leia maisEtiqueta: liberdade
Lógica da batata na lei da batota exclusiva do MPLA
O optimismo por natureza não deve menosprezar o irmão siamês; o pessimismo, principalmente, em países onde as lideranças, complexadamente, acreditam apenas na fórmula ocidental, para a resolução dos problemas fundamentais dos cidadãos africanos ou latino americanos. Por William Tonet [dropcap]A[/dropcap] primeira trincheira (optimismo) alimenta o sonho de libertação e cidadania, já a segunda (pessimismo) a desilusão das más práticas governativas, identificadas com o que de pior tinha o colonialismo, a nova forma de exploração, assente no neocolonialismo ou colonialismo negro, que subjuga com toneladas de impostos a maioria preta e…
Leia maisConfio no Presidente tal como na Filomena Oliveira
“Não gostei!”, disse o presidente do MPLA, João Lourenço, do pedestal da sua autoridade, talvez na euforia ou mal informado, aquando do encerramento do VII congresso do MPLA (16.06), que o consagrou como o “NSA” (Novo Senhor Absoluto) e “DDT” (Dono Disto Tudo). Por William Tonet [dropcap]D[/dropcap]e quê, senhor Presidente do MPLA, não gosta e quem o criticou, nessa qualidade? “De ouvir as críticas sobre a AGT!”. Bravo! Sem citar o nome de quem havia feito a crítica, por sinal avisada, ela veio do interior de uma cidadã comprometida com…
Leia maisSó me penitencio perante
a Justiça e a Democracia!
A legitimidade individual de concordar, discordar ou contestar determinada linha de pensamento, opinião ou posição é parte do acervo das liberdades e garantias fundamentais do cidadão, que respeito, aceito e incentivo. Sempre agi de acordo com a minha consciência, até nas grandes adversidades. Por William Tonet [dropcap]Q[/dropcap]uando ainda andava a piroga sob comando do MPLA ideologicamente ligada ao socialismo barroco da ex-União Soviética e Cuba, muitos, fervorosamente, com um sentimento de esquerda revolucionária, exaltavam Agostinho Neto, mesmo depois deste ter destapado o seu lado masoquista, que levou à morte cerca…
Leia maisDe barriga vazia ninguém
é livre, ninguém brilha!
“Nascer Livre para Brilhar” é uma iniciativa da primeira-dama de Angola, Ana Dias Lourenço. Será possível que quem é gerado com fome, nasce com fome e morre pouco depois com fome algum dia seja livre e possa brilhar? [dropcap]A[/dropcap]ngola pretende reduzir, nos próximos três anos, dos actuais 26% para 14%, a taxa de contaminação do VIH de mãe para o filho, no âmbito da Campanha “Nascer Livre para Brilhar”, anunciou a própria primeira-dama. Vá lá. Desta vez não foi o Presidente. Mas o Governo está imparável. Às segundas, quartas e…
Leia maisJonas Savimbi. Libertado
17 anos depois de morto
A urna com os restos mortais do líder histórico e fundador da UNITA foi depositada por seis dos seus filhos no cemitério de Lopitanga, na província do Bié. O deputado socialista João Soares esteve entre a centena de convidados da cerimónia. O MPLA fez-se representar, no âmbito da sua propalada política de reconciliação, pelo general “ausência”… [dropcap]B[/dropcap]em mais de 10 mil pessoas assistiram hoje ao derradeiro adeus ao líder histórico da UNITA, Jonas Savimbi, numa cerimónia profundamente religiosa que decorreu na terra natal dos pais do co-fundador do “partido do…
Leia maisA questão LGBT em Angola
Li algures, há poucos dias, e alhures, num jornal angolano, uma entrevista do representante de uma associação LGBT angolana – a Íris – muito sóbria e corajosa, corroborando a dificuldade em ser-se gay em Angola, por comparação com Portugal, por exemplo, mas não se escudando no discurso fácil da vitimização e da auto-comiseração em grandiloquentes lamurias. Por Brandão de Pinho [dropcap]T[/dropcap]eve sempre uma postura adequada, realista e não deplorava o panorama angolano face à questão LGBT, tendo em conta, segundo ele, que em África (por vários motivos desde tradicionais a…
Leia maisMPLA disfarça apologia (in)directa da… censura
O secretário de Estado das Telecomunicações angolano, Mário Oliveira, exortou hoje os cidadãos, sobretudo os jovens, para o uso “racional e responsável” das redes sociais e das tecnologias de informação e comunicação. Em Março, João Lourenço exigiu que fossem tomadas medidas contra dirigentes, governantes ou deputados que tenham um comportamento reprovável nas redes sociais. [dropcap] “I[/dropcap] ncentivo a juventude, em particular, e toda a sociedade, em geral, na utilização racional e responsável dos meios de comunicação e, sobretudo, das redes sociais, tornando-os um meio de aproximação entre as pessoas e…
Leia maisLiberdade de imprensa não
é propriedade do Governo
O ministro da Comunicação Social angolano considera que “ainda não houve tempo” para “progressos notáveis” de liberdade de imprensa, afirmando no entanto que houve “avanços inegáveis” nos pouco menos de dois anos, da nova governação. Quem diria… Por Orlando Castro [dropcap]V[/dropcap]ejamos então qual é, do ponto de vista oficial do Governo, a missão deste ministério que, do nosso ponto de vista e auxiliado por outra sucursal do MPLA, a ERCA, apenas pretende – como aliás consta das suas atribuições – “organizar e controlar”. “O Ministério da Comunicação Social é o…
Leia maisImagens que valem mil palavras
Em Angola ainda não há muito tempo em termos de liberdade de imprensa e de expressão, a situação era bastante diferente da actualmente vivida neste tirocínio de Lourenço. Mas o curioso é que a liberdade de imprensa não só pode ser castrada por motivos políticos (como era o caso de Angola), mas também, por motivações económicos, por pressões de patrocinadores e anunciantes, pressões sociais ou até pela subalternização ao politicamente correcto. Por Brandão de Pinho [dropcap]H[/dropcap]á alguns dias o New York Times (NYT) – um alvo costumeiro de acusações de…
Leia mais