Os democratas da Vigésima Quinta Hora

A Polícia do Huambo, Bié, Lunda Sul… diz que a criminalidade está a aumentar. O Manuel Rui Monteiro diz que em Angola vive-se em segurança e que até viajou, durante a noite, para uma província do Norte sem qualquer incidente. Por Domingos Kambunji [dropcap] 1-[/dropcap] Viajar durante a noite é a melhor maneira para evitar ver os enormes buracos que existem na estrada da demagogia e da violação dos direitos humanos, construída pelo MPLA em Angola, durante demasiadas décadas. O Manuel Rui Monteiro, de facto, está muito habituado a viajar…

Leia mais

“Game” (no MPLA) está violento e arrasta o país

O Presidente João Manuel Lourenço assumiu a Presidência da República, em Setembro de 2017 e a liderança do MPLA em Setembro de 2018. Um ano de letargia funcional, a separar as duas datas, destaparam a lógica do paradigma partidocrata, instituído de não se poder desempenhar as altas funções no Estado, sem as do partido no poder. Por William Tonet [dropcap]O[/dropcap] país ficou parado. Perdeu. Mas João Lourenço movimentando-se, na calada, do submundo ideológico, foi removendo entulhos, derrotando o maior: a bicefalia. Ganhou. A tese de partilha de poder, de independência…

Leia mais

Urge que o Povo lute, lute sempre pelos seus direitos

O ponto de ordem, de hoje, deve-se à adaptação, intencional, de uma brilhante visão textual, vertida, por um, não menos, excelente “opinion maker” brasileiro, que dedilhou as desconexas políticas de políticos, umbilicalmente ligados à corrupção, institucionalizada, que grassa, nos corredores do poder, corroendo os caboucos de qualquer país. Angola não foge ao epicentro. Por William Tonet [dropcap]D[/dropcap]essa prática irracional, o povo (em vez de ser o que mais ordena) é o que mais sofre e paga, em cada novo ciclo, de controlo da máquina administrativa do poder de Estado, na…

Leia mais

A dívida (e dúvida) pública

O principal problema da dívida pública de Angola, como de outras nações, com especial incidência em África, é exactamente o mesmo que se passa – salvaguardadas as devidas proporções – com as contas de cada família. Ou seja, as receitas geradas ficam abaixo, muito abaixo, do que é necessário para pagar o fiado (empréstimos mais juros). [dropcap] “O[/dropcap] problema do aumento com despesas de investimento, para mais de 21% do PIB desde 2007, face aos 18,5% do PIB de 1990 a 2006, é que muita desta inovação pode surgir porque…

Leia mais

Re(in)volução na Justiça

O Procurador-Geral da República, general Hélder Pitta Gróz, considerou hoje, em Luanda, que o sector da justiça está a viver um momento de transcendente importância, com a materialização da reforma desse ramo em curso no país. Será? Ou vamos ver cabritos defeituosos porque a mãe-cabra foi demasiado apressada na parição? [dropcap]H[/dropcap]élder Pitta Gróz, que falava durante a tomada de posse da nova direcção do sindicato dos magistrados do Ministério Público, afirmou que a reforma é um objectivo a atingir para que o cidadão possa ter acesso à justiça facilitado. Na…

Leia mais

Tudo como JLo quer

Muitos (dezenas segundo a Lusa) curiosos deslocaram-se hoje à cadeia de São Paulo, em Luanda, para confirmar se, de facto, é verdade que José Filomeno dos Santos, filho do ex-Presidente angolano, está detido na prisão. Tudo isto vai acontecendo quando Manuel Vicente está no epicentro – com o total apoio de João Lourenço – da nova estrutura de controlo político da economia. [dropcap]É[/dropcap]um caso inédito depois de dezenas de anos de domínio unipessoal (forma simpática de dizer ditadura) de Eduardo dos Santos, ainda por cima protagonizado por um “filho” do…

Leia mais

O Povo que se lixe!

Mihaela Webba, jurista e deputada da UNITA, explica de forma lapidar a situação que Angola vive hoje. Agora. Conta ela que “hoje um cidadão perguntou a minha opinião sobre as recentes prisões. Respondi-lhe que depois de haver julgamento com condenações e devolução do dinheiro de todos nós, darei a minha opinião”. Por Orlando Castro [dropcap]T[/dropcap]udo normal até aqui, numa explicação jurídica, social e politicamente correcta. Mas o dedo na ferida (foi mais os dedos todos) surge quando Mihaela Webba diz: “Até lá a minha preocupação continua a ser a falta…

Leia mais

Com esses caboucos não haverá uma nova aurora

O MPLA depois de 8 de Setembro 2018, ao nomear (não confundir com eleger) João Manuel Gonçalves Lourenço, para seu 6.º presidente (Ilídio Machado, Mário Pinto de Andrade, Agostinho Neto (todos indicados ou nomeados), Daniel Júlio Chipenda (eleito democraticamente, no congresso de Lusaka, sabotado por Neto), José Eduardo dos Santos e João Lourenço (nomeados) cumpriu, mais uma vez, o objecto do seu programa de governação de autocracia, para Angola, expresso no primeiro texto constitucional, aprovado exclusivamente pelo Comité Central e, pasme-se, publicado pelo presidente do MPLA, quando deveria ser pelo…

Leia mais

Da ganga de Costa
à tanga de Marcelo

O primeiro-ministro de Portugal, na versão fato e gravata, afirmou hoje ter atingido os “objectivos centrais” na sua visita oficial a Angola e considerou provável que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, realize uma visita a Luanda em 2019. Para se ter a certeza é só esperar pelo próximo comentário político, na SIC, do ex-líder do PSD, Marques Mendes. [dropcap]A[/dropcap]ntónio Costa falava aos jornalistas após ter visitado uma obra da empresa portuguesa Mota Engil para a construção do novo Hospital de Hematologia Pediátrica de Luanda, que foi o…

Leia mais

Fome apenas às segundas, quartas e sextas. Depois é
só mesmo falta de comida

O ministro da Agricultura e Florestas de Angola, Marcos Alexandre Nhunga, disse hoje que o país tem alguma “população considerável que não passa fome como tal”, mas que “se encontra numa situação difícil”. [dropcap] “N[/dropcap] ão passa fome como tal”? Ou passa fome ou não passa. Essa coisa de “fome como tal” não existe. Queria o ministro dizer que passa fome às segundas, quartas e sextas e come qualquer coisa às terças, quintas e sábados? E que “como tal” aos domingos faz jejum? Marcos Nhunga falava aos jornalistas depois de…

Leia mais