No dia 20 de Dezembro de 2017, o Sindicato de Jornalistas de Angola (SJA) apelou ao boicote de uma sessão plenária da Assembleia Nacional, uma acção que disse “visava unicamente proteger a dignidade profissional” da classe. Em causa estava a expulsão, por agentes da ordem pública, de alguns jornalistas numa sessão parlamentar, numa “clara violação dos da liberdade de imprensa”. “E m face disso, o SJA apela à solidariedade dos responsáveis dos órgãos de comunicação social, no sentido de boicotarmos a próxima sessão do Parlamento”, referia uma carta dirigidas aos…
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Jornalistas não são, não
Carta aberta ao governador de Cabinda
Na sequência das recentes “calúnias na WhatsApp contra o Deputado Raúl Tati e de outros males”, José Marcos Mavungo, activista dos direitos humanos, redigiu uma Carta Aberta ao Governador de Cabinda, que a seguir se reproduz “ipsis verbis”. “A Carta vai pela utopia de todos quantos se batem pela melhor forma de governo em Cabinda, tanto pela paz e harmonia entre os actores sociais neste território, quanto para o bem-estar e felicidade de cada cidadão”, explica o subscritor. «À S. Exa. Senhor Governador da Província de Cabinda Engº Marcos Alexandre…
Leia maisHolden Roberto. Quem?
Holden Roberto faleceu no dia 2 de Agosto de 2007. Aqui no Folha 8, por diversas vezes a ainda em vida, defendemos, pregando obviamente para e no deserto, que Angola (entenda-se o Governo, o MPLA, o estado – são sinónimos) deve um pedido desculpas, agora e infelizmente póstumo, ao fundador da FNLA. Continua a ser o mínimo se, por acaso, restar alguma vergonha… Mas não resta. Eembora possam ser mais as ideias e as práticas que nos separavam de Holden Roberto do que as que nos uniam, ele foi uma…
Leia maisMentiras, histórias & mentirosos
Eu tenho memória! Os mentirosos, não! As vítimas do 27 de Maio de 1977, tal como as do nazismo de 1945, têm memória! Um regime que encobre crimes de Estado, por 43 anos, finge não ter memória, apenas para branquear os crimes hediondos: cerca de 80.000 (oitenta mil) vítimas, barbaramente assassinadas, pela polícia política de Agostinho Neto: DISA, de Maio de 1977 a 1979, por motivações ideológicas, no seio do MPLA. Por William Tonet O ministro da Justiça, Francisco Queiroz , não tem memória, pior, mostrou, no dia 28 de…
Leia maisO farelo, os cães e o MPLA
As medidas de higienização são prioritárias no combate à Covid-19, mas em Angola (país que desde há 45 anos é governado ininterruptamente pelo mesmo partido, o MPLA) só três em cada 10 cidadãos têm água canalizada na residência, enquanto metade não tem acesso a ligação eléctrica da rede pública, segundo revelou o Afrobarómetro. Realizado pela Afrobarómetro, uma rede de pesquisa pan-africana e não partidária que fornece dados quantitativos sobre a vivência e avaliação dos africanos da democracia, da governação e da qualidade de vida, o inquérito indicou que as dificuldades…
Leia maisImpoluto, poluto e pluto
Pois bem. Em vez de escrevermos aos párocos do Bairro Operário, vamos directamente a “Deus”, evitando intermediários. Assim, permita-me V. Exa. Senhor Presidente da República, do MPLA e Titular do Poder Executivo, general João Lourenço, que lhe relembre algumas verdades. Isto porque, segundo me dizem, terá conseguido finalmente encontrar um assessor que consegue contar até 12 sem ter de se descalçar. Por Orlando Castro Em 1965, no Congo-Brazzaville, na base do Movimento, por orientação de Agostinho Neto, o ex-vice-presidente do MPLA, Matias Miguéis, foi enterrado vivo, tendo ficado a cabeça…
Leia maisMaio genocídio. Maio Sempre!
Em memória das vítimas do 27 de Maio de 1977, aquelas sem a sublime voz de indignação, mas com história, dignidade e exemplos de verticalidade, nacionalismo e patriotismo, recuso-me consciente e determinadamente a engrossar, mesmo no aplauso, a comissão criada pelo ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, para analisar os conflitos armados. Por William Tonet Primeiro, em se tratando da vida humana, a verdade impõe rigor, respeito e imparcialidade, ao que parece, ausente da partidocracia mental do proponente. O 27 de Maio de 1977, não foi um conflito armado!…
Leia maisPRA–JA vulgariza o ridículo jurídico
Há dias e dias. Mas há o dia. O único. O indivisível. O dia do Sol. O dia da liberdade. O dia do juízo final! O único. O indivisível. Chegará, pelo andar da carruagem, mais cedo do que tarde, o dia em que o cidadão, na sua multiplicidade, alavancará o bastão da justiça, tornando-o solene e perene. Sempre assim foi, sempre assim será. O que varia é tempo que o cidadão leva a ser Povo e, dessa forma, a pôr ordem na casa… comum. Por William Tonet Angola precisa dessa…
Leia maisO 11 do 11 nos milhões
de “eu(s)” autóctones
Em cada 11 de Novembro, principalmente depois de 1977, fora ou dentro de Angola, retiro-me, em oração. Converto-me ao budismo, à reflexão, ao isolamento, ao silêncio, para não afastar da mente, o mesmo ódio, dos algozes, que assassinaram, aos milhares (cerca de 80 mil), os meus e nossos camaradas, fisicamente, a mando de António Agostinho Neto, feito herói, exclusivo de Angola, quando “genocidamente” disse: “Não vamos perder tempo com julgamentos”. Elegeu a barbárie como filosofia de Estado, infelizmente. Por William Tonet Com esta abjecta sentença, a partir daquele fatídico dia:…
Leia maisO que há de errado em Angola?
Para não irmos mais longe debrucemo-nos no fim da II Guerra Mundial há muito menos de 100 anos por conseguinte e onde não havia internet, nem aparelhos de fax (quanto mais telemóveis), nem as fábricas tinham robots, ou o comércio fluía tão livremente ou o mundo era tão “global”. Por Brandão de Pinho Pela primeira vez na história da humanidade surgiram duas potências, supostamente figadais inimigas entre si, com tal desenvolvimento tecnológico militar que se uma delas iniciasse uma guerra a outra responderia e o mundo todo colapsaria como no…
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