O político Marcolino José Carlos Moco é uma das figuras de proa da política angolana e, se considerarmos o palco da mesma como um tabuleiro de xadrez em que se movem peças para atacar o rei adverso, ele faz facilmente figura de “bispo” das peças pretas sacrificado pelo seu “rei” na luta contra um rei das peças “brancas” não identificado, mas suspeito, quiçá um clone do próprio rei das peças pretas. Por William Tonet [dropcap]A[/dropcap] alegoria vale o que vale mas reflecte bem o que se passou da sua “démarche”…
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Como presidente do MPLA
JLo começará a governar?
O MPLA aprovou hoje a realização de um congresso extraordinário na primeira quinzena de Setembro deste ano e a candidatura de João Lourenço ao cargo de presidente do partido, ocupado desde 1979 por José Eduardo dos Santos. “Fundamental” e “grande alívio”, diz Rafael Marques. Leia também o artigo de William Tonet: “MPLA escolhe a picada e chama-lhe auto-estrada”. [dropcap]A[/dropcap] informação consta de uma nota divulgada pelo MPLA, no poder desde 1975, a propósito da reunião de hoje do bureau político, orientada pelo próprio José Eduardo dos Santos. “O bureau político…
Leia maisMPLA escolhe a picada e chama-lhe auto-estrada
O partido no poder (e já lá está desde 1975, importa não esquecer) mostrou, mais uma vez, não ter blindagem – muito menos substrato – intelectual capaz de cunhar sinais de positividade por muito débeis que fossem, ao manter-se fiel a práticas antiquadas de tudo fazer, incluindo a fraude, para governar “ad eternum” Angola e os angolanos. Por William Tonet [dropcap]U[/dropcap]ma visão umbilical, cujo orgulho barroco não ultrapassando as próprias fronteiras ideológicas, não reservando mais do que um pequeno espaço, na estante dos fundos das bibliotecas, destino das obras e…
Leia maisSe há abertura… entremos
sem embandeirar em arco
Face às mudanças em Angola, até agora mais ao nível do acessório do que da substância, o activista Luaty Beirão afirmou, hoje, em Paris, que “a luta não precisa de ser nos mesmos moldes para sempre”, mas avisa que não vai “atirar a toalha para o chão”. [dropcap]E[/dropcap]m entrevista à Lusa e RFI, à margem da conferência “Angola: de Dos Santos a Lourenço, transição esperada, transformação sustentável?”, que hoje decorreu no Instituto Francês de Relações Internacionais (IFRI), em Paris, Luaty Beirao disse que é preciso aproveitar a “retórica de abertura”…
Leia maisPobres, sim. Matumbos não!
O Chefe de Estado angolano, João Lourenço, defende o alargamento e consolidação do espaço de democracia e de liberdades fundamentais, para garantir a inclusão de todos os sectores da sociedade no esforço de desenvolvimento da África Austral. A teoria é boa. A prática é que é uma chatice. Os angolanos que o digam. [dropcap] “(…)[/dropcap] Alargar e consolidar o espaço de democracia e de liberdades fundamentais em que a África Austral se tornou, para garantirmos a inclusão de todos os sectores da sociedade no esforço gigantesco que teremos de empreender…
Leia maisPodemos não ter força,
mas razão não nos falta
Já lá vão seis meses. Ao que parece, os ortodoxos seguidores de João Lourenço (que ontem eram de José Eduardo dos Santos) não conseguem deixar a todos nós angolanos algo mais do que a pura expressão da cobardia que, entre outras coisas, faz com que milhões de angolanos tenham pouco ou nada, e poucos tenham muitos milhões. Por Orlando Castro [dropcap]A[/dropcap]lém disso, a esperança que João Lourenço nos mostrou parece esfumar-se na troca de acólitos. A clientela tem de ser alojada e os “cristãos-novos” juram fidelidade ao novo líder da…
Leia maisApós o general Neto eis o generalíssimo dos Santos
O Presidente angolano, general João Lourenço, promoveu o ex-chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, ao grau militar de general de Exército, licenciando-o à reforma, de acordo com a decisão publicada em Diário da República. A decisão consta da Ordem 9/18 do Comandante-em-Chefe das Forças Armadas Angolanas, e Presidente da República. [dropcap]D[/dropcap]urante 38 anos, José Eduardo dos Santos, actualmente com 75 anos, foi Presidente da República (nunca nominalmente eleito), e por inerência de funções comandante das Forças Armadas Angolanas, mas nas eleições gerais de 2017 já não concorreu ao cargo,…
Leia maisCrise? Nem vê-la. Governo compra mais 1.034 viaturas
Crise em Angola? Nada disso. Mais do que o dizer é o próprio Governo de João Lourenço que o confirma. Por alguma razão o Presidente da República e igualmente Titular do Poder Executivo, decidiu gastar mais de 42,5 mil milhões de kwanzas (157,5 milhões de euros) na aquisição de 1.034 viaturas de serviço de diferentes gamas, no âmbito do concurso público aberto na segunda-feira pelo Ministério das Finanças. [dropcap]R[/dropcap]ecorde-se, por exemplo, que o Executivo angolano recebeu 30 viaturas Mercedes-Benz, das quais 25 de luxo, especialmente adquiridas para a cerimónia de…
Leia maisUau! A UNITA acordou
O presidente da UNITA, considerou hoje que o país “não tem novo paradigma de governação” e o que “impera actualmente em Angola é o mesmo regime de 1975”. Uau! Isaías Samakuva acordou finalmente ou foi apenas um intervalo na mesmice habitual? Será que o espírito de Jonas Savimbi encarnou no actual líder do Galo Negro? Por Orlando Castro (*) [dropcap] “O[/dropcap] paradigma do partido/Estado traduz-se na captura das instituições do Estado e da economia pelo partido dominante, para assegurar o controlo da riqueza nacional e dos recursos públicos por uma…
Leia maisEm seis meses só mudou o embrulho da propaganda
João Lourenço disse esperar que a impunidade “tenha os dias contados” em Angola. Insistiu na “moralização” da sociedade angolana. Estava a ser ingénuo, imprudente ou suicida? Se calhar, fazendo a simbiose de tudo isto, está apenas a gozar com a nossa chipala e fazer de todos nós… matumbos. Seis meses depois da posse a grande diferença está no embrulho e no acessório. [dropcap]O[/dropcap] Presidente disse, por exemplo, no dia 23 de Novembro de 2017, ser necessária a “moralização” da sociedade, com um “combate sério” a práticas que “lesam o interesse…
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