A Berta está à porta ou a porta está aberta?

O relatório Liberdade no Mundo 2021 da organização não governamental Freedom House, com sede em Washington, coloca Angola como único País Africano de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) no grupo de Estados não livres, enquanto Moçambique e Guiné-Bissau integram o grupo de países parcialmente livres e Cabo Verde e São Tomé e Príncipe no de países livres. Em Outubro do ano passado, o relatório “The Global Expression Report 2019/2020: The state of freedom of expression around the world”, divulgado pela organização internacional Article 19, numa análise a 25 indicadores em 161…

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O top(ete) do Presidente

Com toda (e mais alguma) legitimidade de quem é Presidente da República apenas porque foi o cabeça-de-lista do partido mais votado, o general João Lourenço, enalteceu hoje a missão da Polícia Nacional de Angola (PNA), que cumpre o 45º aniversário (tantos quantos o MPLA tem de Poder), destacando o seu papel como garante da legalidade institucional, integridade territorial e segurança e estabilidade social. Por Orlando Castro Numa mensagem de felicitações dirigida à PNA, o general João Lourenço, também Comandante-em-Chefe das Forças Armadas (para além de ser, desde 2017, o representada…

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O poder e a força da… politicagem

O sonho acabou! Definitivamente! “Desacredito”, na capacidade de uma inversão da actual situação sócio-económica, política e financeira, salvo para pior! E o pior será a continuidade da chacina em série… Do Monte Sumi a Kafunfu, com o mesmo no fuzil, abrindo champanhe na mais cruel impunidade… Ontem e hoje! Por William Tonet Nunca um regime se orgulhou, em tão pouco tempo (três anos), da paternidade de uma veia genocida, que não respeita o Direito à vida (consagração constitucional), art.º 30.º: “O Estado respeita e protege a vida da pessoa humana,…

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Moco nem precisa de navegar na Oposição

O jurista e professor universitário José Marcolino Moco foi exonerado pelo Presidente da República de Angola, João Manuel Gonçalves Lourenço, do emblemático cargo de Administrador não executivo da SONANGOL. Por Ngonguela Makala Wity (*) Na realidade a tese de o colocar naquele pelouro, foi mais a de o calar, reduzir-se ao analfabetismo textual do que a aproveitar as suas valências políticas e profissionais. João Lourenço mostrou o pior lado dos ditadores dissimulados, que é dar de comer, oferecer tachos, acomodar para em troca receber o silêncio e a estupidificação intelectual…

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Sem rumo, sem lei e o poder da baderna

O MPLA está moribundo, ideológica e materialmente, podendo, se as forças patrióticas nada fizerem, transformar Angola num Estado pária. Pária, sim, uma vez o combate selectivo contra os crimes de corrupção estarem a representar mais prejuízos do que ganhos para os cofres públicos. Por William Tonet A tese de retirar, sob coacção, os bens e património dos próximos de José Eduardo dos Santos, também eles do MPLA (único partido que dirige Angola desde 1975), sem uma estratégia republicana e justiça imparcial, causa mais prejuízos ao Estado, sem capacidade de gestão…

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De joelhos só perante Deus!

O activista político de Cabinda, André Bônzela, libertado por ordem do tribunal por excesso de prisão preventiva, disse hoje que a situação que enfrentou é recorrente e o povo “não tem direito a nada”. É verdade. Se o Povo de Angola não tem direitos (veja-se o recente massacre em Cafunfo), porque carga de chuva o de Cabinda haveria de ter? André Bônzela, Maurício Gimi e João Mampuela, membros da organização União dos Cabindenses para a Independência (UCI), foram detidos entre os dias 28 e 30 de Junho de 2020, acusados…

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A morte anunciada do MPLA

Os gérmens de decadência no MPLA são perceptíveis. Cafunfo é um sintoma claro da incapacidade de este partido se renovar e democratizar. É hora de os angolanos começarem a chamar as coisas pelos seus próprios nomes. Por Carlos Pacheco Historiador angolano (*) Abala-me olhar para o grande espelho chamado Angola e ver nele novos crimes atrozes apontados ao coração da cidadania e da sociabilidade política. Quando se pensava que as velhas práticas de ilegalidade contra a vida humana no regime do MPLA se tinham moderado depois das fatídicas manifestações de…

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Europa ajuda MPLA a somar 55 a 45

A embaixadora da União Europeia (UE) em Angola defende que a parceria com o país, que inclui o diálogo sobre direitos humanos, continua sólida, assumindo, no entanto, “preocupação” com os acontecimentos em Cafunfo. Para Jeannette Seppen basta Angola ter um Presidente não nominalmente eleito, ter vários partidos com um regime de partido único, ser governada há 45 anos pelo mesmo partido, ter 20 milhões de pobres… Jeannette Seppen, que chegou a Angola em Setembro do ano passado, substituindo no cargo Tomas Ulicny, pediu, na semana passada, um encontro com o…

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Incitação à guerra e genocídio no pedestal institucional

A imagem do Executivo angolano, face à brutalidade e boçalidade dos corpos policial e militar, assumidamente, partidocratas, no genocídio cometido, dia 30 de Janeiro, no Cafunfo, afundou ainda mais, junto da comunidade internacional a credibilidade de João Lourenço. Por William Tonet Atentar de forma leviana contra os direitos humanos, disparando balas de guerra, contra cidadãos desarmados, no pleno uso de um direito constitucionalmente consagrado: Direito de reunião e manifestação (art.º 47.º CRA), coloca o regime angolano no patamar das mais abjectas e violentas ditaduras. Os pergaminhos da democracia foram assassinados.…

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Quem quer tacho avia-se no… MPLA!

O comunicado do Bureau Político do partido que está no Poder em Angola há 45 anos, o MPLA, em relação aos incidentes de Cafunfo, nos quais a UNITA diz terem sido mortas 23 pessoas, enquanto a polícia fala em seis, revela um partido que continua sem soluções, para responder aos principias problemas sociais, afirmam todos aqueles que, ao contrário das ordens superiores do MPLA ainda têm coluna vertebral e se recusam a transferir o cérebro para os intestinos. Por Orlando Castro (*) As críticas estendem-se ao facto de o MPLA…

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