O jurista e professor universitário José Marcolino Moco foi exonerado pelo Presidente da República de Angola, João Manuel Gonçalves Lourenço, do emblemático cargo de Administrador não executivo da SONANGOL. Por Ngonguela Makala Wity (*) Na realidade a tese de o colocar naquele pelouro, foi mais a de o calar, reduzir-se ao analfabetismo textual do que a aproveitar as suas valências políticas e profissionais. João Lourenço mostrou o pior lado dos ditadores dissimulados, que é dar de comer, oferecer tachos, acomodar para em troca receber o silêncio e a estupidificação intelectual…
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Sem rumo, sem lei e o poder da baderna
O MPLA está moribundo, ideológica e materialmente, podendo, se as forças patrióticas nada fizerem, transformar Angola num Estado pária. Pária, sim, uma vez o combate selectivo contra os crimes de corrupção estarem a representar mais prejuízos do que ganhos para os cofres públicos. Por William Tonet A tese de retirar, sob coacção, os bens e património dos próximos de José Eduardo dos Santos, também eles do MPLA (único partido que dirige Angola desde 1975), sem uma estratégia republicana e justiça imparcial, causa mais prejuízos ao Estado, sem capacidade de gestão…
Leia maisDe joelhos só perante Deus!
O activista político de Cabinda, André Bônzela, libertado por ordem do tribunal por excesso de prisão preventiva, disse hoje que a situação que enfrentou é recorrente e o povo “não tem direito a nada”. É verdade. Se o Povo de Angola não tem direitos (veja-se o recente massacre em Cafunfo), porque carga de chuva o de Cabinda haveria de ter? André Bônzela, Maurício Gimi e João Mampuela, membros da organização União dos Cabindenses para a Independência (UCI), foram detidos entre os dias 28 e 30 de Junho de 2020, acusados…
Leia maisA morte anunciada do MPLA
Os gérmens de decadência no MPLA são perceptíveis. Cafunfo é um sintoma claro da incapacidade de este partido se renovar e democratizar. É hora de os angolanos começarem a chamar as coisas pelos seus próprios nomes. Por Carlos Pacheco Historiador angolano (*) Abala-me olhar para o grande espelho chamado Angola e ver nele novos crimes atrozes apontados ao coração da cidadania e da sociabilidade política. Quando se pensava que as velhas práticas de ilegalidade contra a vida humana no regime do MPLA se tinham moderado depois das fatídicas manifestações de…
Leia maisEuropa ajuda MPLA a somar 55 a 45
A embaixadora da União Europeia (UE) em Angola defende que a parceria com o país, que inclui o diálogo sobre direitos humanos, continua sólida, assumindo, no entanto, “preocupação” com os acontecimentos em Cafunfo. Para Jeannette Seppen basta Angola ter um Presidente não nominalmente eleito, ter vários partidos com um regime de partido único, ser governada há 45 anos pelo mesmo partido, ter 20 milhões de pobres… Jeannette Seppen, que chegou a Angola em Setembro do ano passado, substituindo no cargo Tomas Ulicny, pediu, na semana passada, um encontro com o…
Leia maisIncitação à guerra e genocídio no pedestal institucional
A imagem do Executivo angolano, face à brutalidade e boçalidade dos corpos policial e militar, assumidamente, partidocratas, no genocídio cometido, dia 30 de Janeiro, no Cafunfo, afundou ainda mais, junto da comunidade internacional a credibilidade de João Lourenço. Por William Tonet Atentar de forma leviana contra os direitos humanos, disparando balas de guerra, contra cidadãos desarmados, no pleno uso de um direito constitucionalmente consagrado: Direito de reunião e manifestação (art.º 47.º CRA), coloca o regime angolano no patamar das mais abjectas e violentas ditaduras. Os pergaminhos da democracia foram assassinados.…
Leia maisQuem quer tacho avia-se no… MPLA!
O comunicado do Bureau Político do partido que está no Poder em Angola há 45 anos, o MPLA, em relação aos incidentes de Cafunfo, nos quais a UNITA diz terem sido mortas 23 pessoas, enquanto a polícia fala em seis, revela um partido que continua sem soluções, para responder aos principias problemas sociais, afirmam todos aqueles que, ao contrário das ordens superiores do MPLA ainda têm coluna vertebral e se recusam a transferir o cérebro para os intestinos. Por Orlando Castro (*) As críticas estendem-se ao facto de o MPLA…
Leia maisNo re(i)gime do MPLA vale tudo
Líder do Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe, José Mateus Zecamutchimam, detido em Luanda. O coordenador do Observatório Político e Social de Angola (OPSA), Sérgio Calundungo, afirmou hoje que as autoridades angolanas não parecem interessadas em investigar os incidentes em Cafunfo e defendeu que o Presidente angolano se deve pronunciar sobre o caso. “Não parecem interessadas” é uma forma eufemística de falar do assunto quando, de facto, até dentro do MPLA se diz que as autoridades não estão interessadas em… mostrar que as ordens superiores fora para matar primeiro e…
Leia maisFalta acabar 1992. É isso, não é?
A UNITA, principal partido da oposição que o MPLA ainda (não se sabe se por muito tempo) permite em Angola, classifica de “ataques xenófobos e racistas” o conteúdo do comunicado do Bureau Político do MPLA, partido no poder há 45 anos, sobre os confrontos mortais do passado 30 de Janeiro em Cafunfo, na província da Lunda Norte. A UNITA considera de baixaria os ataques à figura do seu presidente e lembra que, devido ao conflito armado, muitos dirigentes, incluindo personalidades do partido governante, viram-se forçados a obter duas ou mais…
Leia maisGénios do MPLA têm o cérebro (potável) no intestino
O Bureau Político do MPLA, no poder em Angola há 45 anos e liderado por João Lourenço, critica o posicionamento de líderes políticos e personalidades da sociedade civil (incluindo altos dignitários da Igreja Católica) que condenaram o que muitos chamaram de “massacre” na aldeia de Cafunfo, na província da Lunda Norte, quando confrontos entre as forças de segurança e manifestantes convocados pelo Movimento do Protectorado Lunda Tchowe deixaram um número ainda indeterminado de mortes no dia 30 de Janeiro. Em comunicado divulgado no fim-de-semana, aquele órgão de apologia bajuladora ao…
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