O Bureau Político do MPLA, partido no poder há 45 anos e liderado pelo general João Lourenço (também Presidente da República e Titular do Poder Executivo), criticou hoje as vozes que “se levantaram precipitadamente”, entre elas a UNITA, maior partido da oposição que o próprio MPLA ainda permite que exista em Angola, para acusar as autoridades de terem cometido “um massacre contra supostos meros manifestantes”. A posição foi expressa numa declaração sobre os últimos acontecimentos ocorridos em Cafunfo, município do Cuango, província da Lunda Norte, onde em 30 de Janeiro,…
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Presidente aguarda “ordens superiores”
UNITA, CASA-CE e PRS consideram que ministro do Interior (Eugénio Laborinho) e comandante-geral da Polícia Nacional do MPLA (Paulo de Almeida) deviam ser exonerados. Para a oposição, autoridades tiveram “comportamento pouco digno” após incidente no Cafunfo. Será que ainda ninguém percebeu que Angola não é um Estado de Direito Democrático? Num comunicado divulgado após uma reunião que decorreu hoje, em Luanda, os representantes parlamentares da UNITA, CASA-CE e PRS defenderam a demissão do ministro do Interior, Eugénio Laborinho, e do comandante-geral da Polícia Nacional (do MPLA), Paulo de Almeida, salientando…
Leia maisKim Laborinho Jong-un ou Kim Almeida Jong-un?
O grupo parlamentar da UNITA, maior partido da oposição que o MPLA ainda permite que exista em Angola, denunciou hoje que uma viatura com mantimentos foi impedida de os entregar aos cinco deputados e dois activistas retidos, desde quarta-feira, à entrada da vila de Cafunfo. Numa denúncia pública, o grupo parlamentar da UNITA referiu que os deputados foram impedidos pela Polícia do MPLA de receber os mantimentos que lhes foi prontamente enviado, a partir do município do Cuango. De acordo com a nota, os deputados e activistas passaram fome horas…
Leia maisMortes, medo e fuga em Cafunfo
Um activista denunciou hoje que uma pessoa foi baleada durante a madrugada de hoje em Cafunfo, a vila mineira onde no passado sábado várias pessoas morreram num incidente caracterizado como “ato de rebelião” pelas autoridades e “massacre” por organizações internacionais, Igreja Católica de Angola e partidos da oposição. De acordo com Jordan Muacabinza, morador em Cafunfo, o incidente aconteceu no bairro Elevação e o jovem terá sido baleado num pé. “Houve muitos disparos como se fosse um confronto entre as forças do Governo e os inimigos”, contou, deixando um apelo…
Leia maisFogo-fátuo de um Presidente… fátuo
Justin Pearce, investigador da Universidade de Sussex especialista em questões africanas considera que os protestos dos últimos dias em Angola resultam da falta de atenção do poder central e do descontentamento no interior. É assim que funcionam as ditaduras. É assim que funciona o MPLA, partido que está no Poder há 45 anos. No entanto, pelo menos desde 1995 (ano em que o Folha 8 surgiu) que a comunidade internacional não pode alegar desconhecimento. “Estes protestos lembraram-nos que Cabinda e as Lundas, distantes de Luanda, não têm estado na agenda…
Leia maisLegitimidade dos lunda tchokwe é semelhante à dos cabindas
A legitimidade das reivindicações autonomistas da população Lunda tchokwe em Angola, violentamente reprimidas este sábado pelas autoridades policiais angolanas, “é semelhante à dos cabindas” e “a exploração de diamantes na região acentuou” essas reivindicações, disseram à Lusa investigadores. “Tal como Cabinda, a Lunda – actualmente dividida em Lunda-Norte e Lunda-Sul – também se congregou na Angola colonial portuguesa através de tratados de protectorado, assinados em 1885 e anos seguintes pelas autoridades locais, e por Henrique Carvalho, um militar português, que representou Portugal”, e enquadram-se na estratégia de ocupação territorial decorrente…
Leia maisA razão da força do MPLA
A polícia angolana impediu hoje e deteve seis activistas de Cabinda, que tentaram (e, como se sabe, tentar é crime) realizar uma manifestação em frente à embaixada portuguesa em Luanda, para exigir a Portugal o cumprimento do acordo de protectorado que os portugueses assinaram, em 1 de Fevereiro de 1885, com os cabindas. Segundo o presidente da Associação para o Desenvolvimento da Cultura dos Direitos Humanos (ACDH) de Cabinda, Alexandre Kuanga, os organizadores desta manifestação fazem parte do núcleo de Luanda. Hoje de manhã, os manifestantes tentaram concentrar-se em frente…
Leia maisViralmente incompetentes, anti-democratas e anti-povo
Eu não sou oposição! A ala fascista do MPLA/Estado, sim! Esta gentalha que desonra o MPLA/Original, discrimina, humilha, ostraciza, prende, arbitrariamente e, bastas vezes, assassina, masoquistamente. A afirmação é peremptória! ASSUMO! Ao longo dos anos tenho sido vítima e, agora, na esquina do ano, sob nova e requintada espiral de ameaças, exigem-me contenção, abandono de pensamento, para abrir alas, aos delírios maléficos. Por William Tonet Não me demito de escrutinar, enquanto jornalista, a fanfarra fascistóide causadora de um mal incalculável aos povos angolanos, desde 1975. São 45 anos! Não os…
Leia maisVocês estão a dormir e o MPLA está a enganar-vos
Adalberto da Costa Júnior, líder da UNITA (o maior partido da oposição que o MPLA ainda permite que exista em Angola), disse hoje, em Luanda, que a corrupção em Angola “tem sede e alicerces sólidos no MPLA”, partido no poder há 45 anos. A repetição desta verdade (e nunca é demais repetir verdades) foi feita na abertura do ano político, consagrado à “mobilização dos patriotas para a alternância do poder”. O político sublinhou que o país tem uma Lei da Alta Autoridade Contra Corrupção, aprovada em 1996, e há 24…
Leia mais“Donald Trump foi um desastre”
Os quatro anos de Donald Trump como Presidente dos Estados Unidos da América foram “um desastre” para os Direitos Humanos, considera a organização Human Rights Watch (HRW), manifestando esperança numa mudança de paradigma com o Presidente eleito Joe Biden. No seu relatório anual, no capítulo intitulado “O Desafio de Biden: Resgatar o Papel dos Estados Unidos para os Direitos Humanos” e quase sempre em torno do papel norte-americano, a HRW sublinha que Trump foi um Presidente “frequentemente hostil e indiferente” em relação aos Direitos Humanos, quer interna quer externamente. Razão…
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