Mesmo em crise, Angola salva o BPI

O resultado líquido do banco português BPI, no primeiro semestre do ano, ficou acima do esperado. Angola (o país onde, segundo Fernando Ulrich, não existe corrupção) justifica 75% do lucro. Os lucros foram de 105,9 milhões de euros nos primeiros seis meses, mais 39,1% do que no mesmo período do ano anterior. [dropcap]A[/dropcap]s contas dos primeiros seis meses foram melhores do que o estimado pelo CaixaBI, que apontava para um resultado líquido de 97,5 milhões para o primeiro semestre do BPI. Para apenas o segundo trimestre, a previsão era de…

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SONANGOL a saque total

O país não está bom, como resultado de uma direcção partidocrata, obtusa no projecto de gestão da coisa pública. Nos próximos dias, depois de mais um regabofe, poderemos assistir à neocolonização da maior empresa pública do país, a SONANGOL. Por William Tonet [dropcap]N[/dropcap]eocolonização por uma legião de expatriados estrangeiros, capitaneados pela empresária privada, filha do presidente Eduardo, que lhe conferiu poderes “extra large–XXXL”, para esconder as suas debilidades de gestão, resguardada na capacidade de terceiros principescamente remunerados, com base no dinheiro público. A lógica assente no paliativo visa, desde 1975,…

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Conseguirá o regime viver sem corrupção?

Gestores de bancos angolanos defenderam hoje o que se esperava que defendessem há décadas. Isto é, a necessidade cada vez maior de as instituições financeiras do país cumprirem com as regras internacionais de transparência e livrar Angola do alto índice de percepção sobre o verdadeiro ADN do regime, a corrupção. [dropcap]A[/dropcap] posição foi hoje marcada no VI Fórum da Banca, promovido pelo jornal Expansão, subordinado ao tema “Compliance em Angola”. No painel dedicado ao tema da conferência, o Presidente do Conselho Executivo do banco BAI e antigo governador do Banco…

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Sumbula acusado de cumplicidade no roubo de 180 milhões do Chitotolo

Os diamantes, tal como o petróleo, pese serem riquezas nacionais, pertencentes a todos angolanos, estão nas mãos dos filhos do presidente Eduardo dos Santos, dos seus próximos e dos generais, mais preocupados em engordar as contas particulares do que na melhoria da vida dos trabalhadores e cidadãos no geral. [dropcap]O[/dropcap]s trabalhadores mineiros da Sociedade Mineira do Chitotolo, localizada na província da Lunda Norte, acusam o presidente do Conselho de Administração da Endiama, António Carlos Sumbula, de cumplicidade na discriminação dos quadros angolanos e, também, delapidação financeira e patrimonial do grupo.…

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Diversificação para os ricos e contra os pobres

A crise apertou. O regime espirrou, constipando-se desde a queda preço do barril do petróleo. Ficou a nu a incompetência e má-gestão de uma política económica desgarrada, assente em paliativos ideológicos. Por William Tonet [dropcap] 1.[/dropcap] No tempo das vacas gordas (alta do crude), tudo era feito ao acaso, sem planificação e ao sabor do saco azul, proveniente da receita do petróleo, que enriquecia dirigentes corruptos, com dinheiro do erário público, iludindo a maioria com obras descartáveis de betão. Era a visão partidocrata de desenvolvimento dos gestores de pastilha. Não…

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Nepotismo e corrupção aguentam o regime

A eurodeputada portuguesa Ana Gomes defendeu hoje que o nepotismo e a corrupção têm mantido o silêncio internacional (salvo raras excepções) sobre os activistas detidos há um ano em Angola, bem como o regime de José Eduardo dos Santos no poder. [dropcap]E[/dropcap]m declarações à agência Lusa, Ana Gomes, eurodeputada do Partido Socialista (PS), disse ter pouca esperança de que as autoridades angolanas possam vir a libertar os 17 activistas detidos a 20 de Junho do ano passado e entretanto condenados a penas de prisão até oito anos e meio por…

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Brinquemos às democracias

A UNITA pediu um inquérito parlamentar à Sonangol, afirmando que a petrolífera do regime de Angola “tem sido utilizada como veículo para várias transacções” em “desconformidade com a sua missão e em violação à lei”. [dropcap] “D[/dropcap]esconformidade”, diz a UNITA. Corrupção, branqueamento e desvio do erário público, dizemos nós. O pedido de investigação parlamentar aos negócios da estatal Sonangol já deu entrada, segundo uma nota da UNITA, uma semana depois de Isabel dos Santos (a princesa herdeira do trono angolano) ter tomado posse como Presidente do Conselho de Administração da…

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Já se fala em golpe… militar

O Fundo Petrolífero da Noruega, o maior fundo soberano do mundo, com 850 mil milhões de dólares, está a elaborar planos de contingência para se proteger de eventos políticos extremos, servindo de exemplo (isso é que era bom!) para Angola e Moçambique. [dropcap]O[/dropcap] departamento de gestão do banco central da Noruega, que gere o maior fundo soberano do mundo, explicou ao Financial Times (FT) que o fundo petrolífero “desenhou vários planos de contingência para cenários que podem representar uma ameaça para os activos do fundo”. Embora escusando-se a elaborar sobre…

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Quero, posso e mando

As reacções à nomeação do novo Conselho de Administração da Sonangol, presidido pela princesa herdeira do trono, Isabel dos Santos, foram particularmente intensas, ou não se tratasse de algo que tem a ver com o petróleo e o nepotismo do regime. [dropcap]P[/dropcap]or mais que falemos de diversificação económica e juremos a pés juntos que estamos todos apostados em olhar para outras fontes de receita, a mentalidade do barril de petróleo vem sempre ao de cima, como o azeite. Tal como o nepotismo do regime reinante desde 1975. O problema está…

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A culpa é só dos portugueses?

Valter Filipe, governador do Banco Nacional de Angola (BNA) acusa “grupos empresariais estrangeiros e bancos de matriz portuguesa de práticas de corrupção e de suspeitas de financiamento do terrorismo internacional”. Por Orlando Castro [dropcap]S[/dropcap]erá mais um caso em que a estratégia passa por atacar para não ser atacado? Seja como for, as afirmações de Valter Filipe são de tal gravidade que algumas cabeças já deveriam ter rolado. Mas não. Os “bancos de matriz portuguesa” calaram-se e, como se diz lá pela banda de Lisboa, quem cala consente. Do ponto de…

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