O roubo judicial

Em 2014 soube que objectos ilícitos apreendidos em investigações e que constituem elementos de prova desaparecem dos tribunais. Tomei conhecimento desse facto no julgamento do Nito Alves quando era acusado de ofender o presidente da República, José Eduardo dos Santos. Por Sedrick de Carvalho [dropcap]O[/dropcap] Ministério Público dizia que as palavras timbradas em certas camisolas eram ultrajantes e caluniosas ao presidente da República. E quais eram as camisolas? Não estavam no tribunal. O advogado do jovem activista era David Mendes, que lamentou a ausência das camisolas que eram o mote…

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O rumor e a dor

As flatulências, verbais e escritas, de Isabel dos Santos levam-nos, muitas vezes, a duvidar da sua verdadeira formação académica. Ela, que ulula uma licenciatura do King’s College de Londres, é incapaz de interpretar os textos do Folha 8 ou do Rafael Marques? Por Veríssimo Kambiote [dropcap]A[/dropcap]chamos muito estranha essa sua formação anglo-saxónica porque esse tipo de formação, em universidades de língua inglesa, obriga a obter aproveitamento na análise de comunicações escritas e faladas, para depois interpretar, objectivamente, os ensinamentos científicos mais específicos. As crianças do ensino elementar e médio nos…

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O ministro do inTerror

O ministro do inTerror de Angola não é verdadeiramente um ministro, é mais uma caricatura. De facto, a ditadura é muito fértil a gerar e parir este tipo de caricaturas para exercerem um papel fundamental no elenco governamental. Por Domingos Kambunji [dropcap]O[/dropcap] ministro do inTerrror é assim como que um clone do Alcapone com um ar intelectual de filósofo de curral. Ele tem conhecimentos muito vastos, próprios de quem raciocina com os cascos, o que nalguns lugares designam, eufemisticamente, por calcanhares. O ministério do inTerror está muito ofendido com a…

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Do socialismo soviético
ao capitalismo selvagem

José Eduardo dos Santos é o chefe de Angola. Após quase quatro décadas no poder e mais de uma dúzia de anos que afirma serem de paz, apenas conseguiu produzir um general “sargenteiro” para herdeiro do trono da Presidência. Por Domingos Kambunji [dropcap]C[/dropcap]onvenhamos que isso diz muito da sua incompetência para promover sinergias e harmonia em Angola, para facilitar a existência de um sistema democrático no país. Este é um dos muitos exemplos de como ele sempre demonstrou uma elevada incompetência para liderar, revelando-se apenas capaz de emanar “ordens superiores”,…

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Que país é este?

Num país governado por vigaristas, se até o João “Malandro” Lourenço e o Bento Kangamba são generais, também o José Ribeiro e o Victor Carvalho podem ser (isto é como quem diz!) jornalistas. Deveriam, aliás, ser igualmente generais… Por Domingos Kambunji [dropcap]N[/dropcap]um país em que o presidente é comandante-chefe da corrupção, não é de admirar que José Ribeiro, um aldrabão, seja o director do pasquim oficial de desinformação e de soberba propaganda. Num país que está no lugar 132, entre 149 países, em Educação, não é de estranhar que o…

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Metodologia saprófita

As pessoas já não questionam porque é que o boçal passa tanto tempo a informar que o pasquim oficial é imparcial. É óbvio de que este ser, fanaticamente partidário e partidariamente fanático, é demasiadamente parasitário e esse é um tropismo que lhe possibilita viver no parasitismo. Por Domingos Kambunji [dropcap]U[/dropcap]ma mulher ou um homem de elevada estatura, com os cabelos e olhos negros não tem necessidade de informar, ecolalicamente, de que é alta(o) e possui cabelos e olhos negros. É óbvio, todos podemos ver. Também é óbvio que o complexo…

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Sipaios ao ataque

Ainda ecoam os efeitos de alguns dos amargos de boca que o MPLA e os seus sipaios sentiram por aquilo a que chamaram, a despropósito, de “imparcialidade” no modo como a imprensa do regime retrata o cenário político. Por Victor José Carvalho Ribeiro [dropcap]E[/dropcap]sses amargos de boca resultavam, fundamentalmente, por aquilo que conseguimos perceber, do que os sipaios do regime diziam ser a “exagerada cobertura mediática” que era dispensada aos candidatos da Oposição. O assunto, de tão grave que esses acólitos do regime rotulavam, chegou mesmo a merecer um pedido…

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As mãos de Lourenço têm sangue do Povo de Cabinda

Considerações prévias. O discurso político tem elementos fundamentais que é preciso realçar antes de mais nada: oportunidade, interesse público, veracidade, ética, capacidade persuasiva e objectividade. Refiro-me ao discurso político dentro dos parâmetros da ciência política que não se revê com discursos politiqueiros eivados de retórica demagógica, revolucionarista ou populista. Por Raul Tati [dropcap]N[/dropcap]o âmbito da comunicação entre um candidato à eleição e o potencial eleitorado esta distinção é essencial. Na verdade, a comunicação política, sendo a expressão do pensamento e da alma de um candidato, pode também ser o seu…

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Cabeça de batata (podre)

As nossas crianças gostam muito de brincar com o Senhor Cabeça de Batata. Talvez tenha sido esse o principal motivo porque José Eduardo dos Santos escolheu uma “batatáceo” para dirigir o Jornal de Angola, tentando distrair os angolanos. Por Domingos Kambunji [dropcap]É[/dropcap] por isso que muitos classificam o pasquim oficial como um órgão de propaganda que usa a lógica da batata para explicar o inexplicável, para disfarçar o indisfarçável, para raciocinar com uma lógica escatológica. O “Mister Potato Head “ do MPLA lançou-se agora na missão, impossível, de tentar demonstrar…

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A coisificação do povo angolano

O ano eleitoral é o momento supremo para afirmação do poder popular, pois é nessa altura em que o poder real se encontra na rua, nas mãos do seu verdadeiro detentor – o povo – e tem novamente a oportunidade de decidir a quem conceder o seu poder para, em seu nome apenas, gerir o Estado. Por Sedrick de Carvalho [dropcap]P[/dropcap]orém, é imperioso que o sistema eleitoral seja justo e transparente para que o poder do povo não seja usurpado por quem não mereceu, nas urnas, a confiança do povo…

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