“África em mim” é o título do livro de poesia de Maria Manuela Rocha, hoje (dia em que comemora 84 anos de vida) apresentado no Porto (Portugal). Respirou-se, sentiu-se, África mas sobretudo Angola. E como a poesia, tal como Caungula (Camaxilo, Lunda, Angola, onde nasceu a autora), não se define – sente-se, o melhor mesmo é ler o livro. “D esde muito pequena começou a distinguir o pipilar e o canto dos passarinhos da sua terra: debaixo da mulemba frondosa ouvia o seripipi e naquela palmeira escutava a benguelinha”, conta…
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“África em mim”
Dei comigo a pensar…
Deve ser estranho viver num país (Angola) que exibe uma bandeira praticamente igual à bandeira de um partido, o MPLA. Sai a catana, entra a estrela. Ora, o estandarte de uma nação constitui um dos elementos que ajuda a enformar o espírito de nacionalidade, de fusão à terra. Mas não de pertença a um partido. O seu significado deve conter o sangue dos heróis (e não apenas os do MPLA), a marca genética (dos angolanos) e a esperança no futuro (de todos). Um dia o estandarte de Angola terá de…
Leia maisNem o céu é o limite
A criação de pelo menos (pelo menos, note-se) meio milhão de empregos em Angola, reduzir um quinto à taxa de desemprego de 24% e instituir o rendimento mínimo social para as famílias em pobreza extrema (temos apenas e graças à divina actuação do regime 20 milhões de pobres) são propostas do MPLA para a próxima legislatura. Por Orlando Castro (*) Mas o MPLA está no poder há 42 anos e nos últimos 15 o país está em paz total, dirão os mais atentos e, por isso, cépticos. Mas o que…
Leia maisTentativa totalitarista
Aproximam-se as eleições autárquicas e nunca a nossa democracia esteve tão frágil devido às conveniências partidárias. Pergunta-se em quem votar, votaremos no vencedor ou o derrotado vencerá? A perda de identidade de alguns partidos políticos, ao longo destes 43 anos de democracia, confundem as mentes mais adormecidas porém, inquietam as mentes mais atentas. Por Fernando Meireles (*) Os candidatos que se dizem autónomos são apoiados por partidos e, os candidatos pelos partidos dizem-se autónomos nas escolhas. Actualmente não há candidatos independentes. Discursos ou acções que visam manipular as paixões e…
Leia maisDizimados depois de ajudarem o MPLA
A jornalista e escritora portuguesa Leonor Figueiredo publicou, na quarta-feira passada, dia 19, o livro «O fim da extrema-esquerda em Angola: Como o MPLA dizimou os Comités Amílcar Cabral e a OCA», onde narra como o partido que governa Angola desde 1975 aniquilou física e estruturalmente um amplo grupo que defendia o poder popular mediante um combate ideológico forte. Por Sedrick de Carvalho Logo após o 25 de Abril de 1974, os jovens que compunham os Comités Amílcar Cabral disponibilizaram-se a ajudar o MPLA no controlo de Luanda, e foram…
Leia maisAdiada a inauguração
da barragem de Laúca
A inauguração do maior projecto económico desta última década em Angola, o Aproveitamento Hidroeléctrico (AH) da Laúca, que estava prevista para hoje, e que deveria contar com a presença do Presidente José Eduardo dos Santos, recentemente regressado de Espanha, foi adiada para o próximo dia 28. Por Pedrowski Teca A construção da AH Laúca pela empresa de proveniência brasileira, a Odebrecht, emprega mais de 9 mil trabalhadores nacionais e estrangeiros, dos quais, segundo informações obtidas pelo Folha 8, 70% corre o risco de desemprego por causa de situações económicas. Após…
Leia maisO “latidólogo”
O “latidólogo” já veio a público anunciar que se deve dar o benefício da dúvida ao JLow. Como se houvesse alguma dúvida de que o JLow beneficiou de um sistema politico completamente vigarizado, ultrapassado, para ter enricado. Nós percebemos a precipitação do “latidólogo” para se colocar na primeira posição nas acções de bajulação, com o objectivo de continuar a receber uma farta ração de pirão. Por Domingos Kambunji Ainda não há muito tempo este tipo de opinião era dirigido apenas ao patrão da corrupção. Agora que está mais do que…
Leia maisDos Santos e a porta
do cavalo (moribundo)
O Presidente da República, líder absoluto do MPLA, Titular do Poder Executivo, Comandante em Chefe das Forças Armadas, José Eduardo dos Santos tinha tudo para, ao fim de 38 anos de poder absoluto e absolutista (despotismo, tirania, autocracia) sair menos beliscado ou até, com alguma ousadia e mestria, ganhar na recta final o que não conseguiu ao longo de décadas: o epíteto de estadista patriota. Por William Tonet Mas não. Se o poder corrompe, o poder selvático corrompe selvaticamente. E foi esta a opção de José Eduardo dos Santos. Embevecido…
Leia maisPovo do Zango saiu à rua
VEJA O VÍDEO. O povo está saturado, com o estado de calamidade social e já não tem medo das balas. E não o tem, mesmo tendo consciência de que as balas das armas da Polícia Nacional e das Forças Armadas matam mesmo. Nos desalojamentos forçados, nos esbulhos violentos, da Boavista à Chicala e da Samba aos Zangos, os exemplos estão à mão de semear. A cada reivindicação legítima, assente na Constituição e na lei, mesmo “jessianas” (de José Eduardo dos Santos), a resposta vem com uma violência extrema, na ponta…
Leia maisMandela e Dos Santos,
o gigante e o… pigmeu
O antigo Presidente da República sul-africano, Nelson Mandela, que nasceu a 18 de Julho de 1918, exortou vezes sem conta a Humanidade a criar um mundo melhor, com mais justiça e liberdade para todos. Pois. Seria bom. Seria sim senhor… José Eduardo dos Santos. O ex-presidente e Nobel da Paz, que passou 27 anos nas cadeias sul-africanas por ousar resistir ao regime de minoria branca, afirmou também por inúmeras vezes que “está nas nossas mãos criar um mundo melhor para todos os que nele vivem”. Recordam-se que José Eduardo dos…
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