Eu tenho memória! Os mentirosos, não! As vítimas do 27 de Maio de 1977, tal como as do nazismo de 1945, têm memória! Um regime que encobre crimes de Estado, por 43 anos, finge não ter memória, apenas para branquear os crimes hediondos: cerca de 80.000 (oitenta mil) vítimas, barbaramente assassinadas, pela polícia política de Agostinho Neto: DISA, de Maio de 1977 a 1979, por motivações ideológicas, no seio do MPLA. Por William Tonet O ministro da Justiça, Francisco Queiroz , não tem memória, pior, mostrou, no dia 28 de…
Leia maisCategoria: Aqui Falo Eu
Editorial por William Tonet
Camaradas. Comandante
Eu vos louvo! Nós vos louvamos! Camaradas…. Eu me vergo à vossa memória! Nós nos vergamos! E, nesta intercepção, de Maio de 2020, tenho a grata honra de dizer, ter a maioria, dos camaradas sobreviventes resistido, a contínua perseguição institucional dos mesmos algozes (nossos ex-camaradas), alcandorados no poder, aqueles que, para nossa tristeza colectiva, roubaram o melhor de cada um de vocês, naqueles fatídicos dias de Maio 1977: o sorriso, a lágrima, a potencialidade de pensar Angola, a vida! Por William Tonet Mas pese a transição e mudança dos métodos…
Leia maisEstado da Lei Marcial
impõe razão da força
A Polícia Nacional é acusada de ter assassinado, em hasta pública, em todo o país, desde a implantação do estado de emergência: 20 de Março – 3 Maio, mais de 35 cidadãos acusados de serem delinquentes, altamente perigosos, superando em mais 99,9%, as mortes causadas pelo coronavírus: 2 mortos, que tem sido o grande aliado, para o cometimento desses hediondos crimes. Luanda lidera, tendo nos dias 2 e 3, registado 6 (seis) assassinatos durante o dia, sendo o último na via Expressa. Por William Tonet No interior, entre os assassinatos…
Leia maisIndependência editorial do Folha 8 vista como um crime
A discriminação contra o Folha 8 continua, ao fim de 25 anos de existência, a fazer morada no sector executivo ligado à Comunicação Social, numa clara demonstração de não haver distâncias entre o cinismo verbal e a prática diária. Por William Tonet Os governantes dizem haver, com a chegada de João Lourenço ao comando do partido que nos governa desde 1975 e, por essa via, à Presidência da República, uma maior abertura do apregoado “novo paradigma”, mas, afinal, tudo não passa de uma “tipóia esclavagista mental”, escancarada, em primeira mão,…
Leia maisTraidores & traição
aprovam clemência
O homem (inclui, jovens e mulheres) ao longo da vida tem momentos positivos e negativos, que a memória não pode esquecer e se recusa a apagar, sem o devido e competente julgamento. O 27 de Maio de 1977, para uma grande maioria de autóctones angolanos de todas as matizes deixou marcas indeléveis difíceis de serem apagadas, rasgadas, minimizadas ou traídas, sem uma séria e honesta discussão entre as partes. Por William Tonet O 27 de Maio de 1977, não foi um conflito armado. Incluí-lo neste capítulo é, no mínimo, falsidade…
Leia maisPresidência da República afinal é célula partidária?
No dia 26 de Abril a maioria dos telespectadores de Angola deve ter ficado enojada ao assistir ao principal jornal da noite da TV Zimbo, dirigido por Amílcar Xavier, com a participação de Norberto Garcia e Raul Danda, nos comentários. Foi triste o papel desempenhado pelos moderadores, principalmente, o medíocre e a raiar a boçalidade Norberto Garcia, que se diz cristão, mas ao assumir, ao vivo e a cores, o papel de víbora tresloucada, deixou muito a desejar. Intolerância, arrogância e discriminação como carimbos de marca de um membro do…
Leia maisA memória de cada um… de nós
E, agora, é chegado o segundo (horário) de cada um de nós, reconhecer a contribuição, voluntária ou involuntária, sobre o estado vegetativo em que, desgraçadamente, se encontra o país. É o minuto de assumir, se havia consciência-nacionalista do que seria a pedra de cada “eu”, no cabouco independência/1975. Por William Tonet É a hora de reconhecer se houve competência em se elaborar um verdadeiro “projecto-país”, no virar da página colonial ou, apenas, a implantação de projecto partidocrata de viés neocolonial, sob o nosso silêncio cúmplice? É, pois, chegado o momento,…
Leia maisOiça a chuva, Presidente
Senhor Presidente, Não consigo, em quarentena, deixar de manifestar a minha incontida tristeza por terem morrido, em dois dias (19 e 20 de Abril), em Luanda, mais angolanos pobres, pela chuva do que do coronavírus. O senhor, pela primeira vez não é culpado, faço-lhe a vénia. Por William Tonet A descarga vinda dos céus, de forma brutal, principalmente em Luanda, a capital, onde tem o Palácio Presidencial, ultrapassou todas as perspectivas. Certo! A culpa de muitos estragos é mesmo da chuva, que veio de forma desproporcional, pese a sua mais-valia,…
Leia maisA (des)ilusão que nos (col)mata
O Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, quando foi, inesperada e exclusivamente, escolhido por José Eduardo dos Santos (não houve indicação, nem proposta do Comité Central ou do Bureau Político, mas indicação unipessoal), como cabeça-de-lista, o jovem, o novo, aquele que poderia ser capaz de arejar a política do MPLA (não do país, num primeiro momento) e, quiçá do Estado, num segundo momento, com a substituição do longevo Presidente da República (38 anos), parecia a esperança de milhões. Por William Tonet A esperança de um novo olhar, num novo…
Leia maisConsumado golpe (de Estado) institucional?
Foi ou não consumado o golpe de Estado institucional? Venceu o autoritarismo ou a humildade republicana? Angola pode ter deixado de ser uma democracia de jure, desde o dia 9 de Abril, com a subtileza, inteligentemente gizada no quadro da carona dada pelo coronavírus, cujo requinte de autoritarismo siamês do regime, foi capaz de subjugar os demais órgãos de soberania; Assembleia Nacional e os Tribunais. A apatia geral de todas as tribos políticas, aquando da primeira violação constitucional, ao não respeitar a al.ª p) do art.º 119.º CRA (Constituição da…
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