ANGOLA, UM PAÍS NA BUSCA DE UMA REPÚBLICA

Matias Miguéis, ex-vice-presidente, José Miguel e Ferro e Aço, dirigentes, decidiram continuar a luta, passando-se para as hostes da UPA/FNLA. Neto nunca lhes perdoou a afronta e, em 1964, quando escalaram Brazzaville, tendo Neto se apercebido, ordenou uma caça aos homens. Presos foram transportados para a base. Torturados foram colocados vivos em buracos, com a cabeça de fora, tendo sido nessa condição alvo das mais abjectas sevícias, ao ponto de lhes urinarem. 48 horas depois sucumbiram. Por William Tonet sta morte, coloca ainda Neto, como cúmplice da morte de Deolinda…

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Ser político é…

Segundo recentes estatísticas, em cada 10 dirigentes do MPLA, 11 sentem-se superiores aos outros. Como se faz para reconhecer um político do MPLA numa livraria? Ele é o que pede o mapa-mundo de Luanda. Qual é a semelhança entre um político humilde, sério, honesto e o Super-Homem? Nenhum dos dois existe… Por Norberto Hossi Política é (ou deveria ser) a ciência da governança de um Estado ou Nação e também – continuamos a teorizar – uma arte de negociação para compatibilizar interesses. O termo tem origem no grego politiká, uma…

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Entre Presidente do MPLA
e, às vezes, da República

O Presidente da República, João Lourenço, rendeu hoje (sábado), homenagem aos cerca de sete mil mártires da resistência do Cuito (Bié), sepultados no Cemitério Monumento. Ao falar de mártires da resistência, e não de vítimas da guerra, João Lourenço revelou, uma vez mais, que estava ali como Presidente do MPLA para homenagear os resistentes das FAPLA. Em declarações à imprensa, após depositar uma coroa de flores, o Chefe de Estado, visivelmente comovido, disse tratar-se sempre de um momento de profunda reflexão para que a história não se repita. “O compromisso…

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João Lourenço não só é rei como tem o rei na barriga!

João Lourenço, Presidente da República de Angola, igualmente Presidente do MPLA (o único partido a governar o país desde 1975) e Titular do Poder Executivo, nega deter poderes constitucionais excessivos, sublinhando que a revisão da Carta Magna não é um acto obrigatório, havendo órgãos com competência para avançar com o processo. Pois é. Provavelmente tem poderes a menos… Entrevistado conjuntamente pelo semanário Novo Jornal e pela Televisão Pública de Angola (TPA), que emitiu a entrevista na noite de sexta-feira, João Lourenço admitiu que a revisão da Constituição pode acontecer a…

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Lula é (mesmo) candidato
à Presidência da República

O Brasil está a viver momentos de indescritível efervescência político-partidária com a realização de convenções de vários partidos, para a indicação dos candidatos as eleições presidenciais de Outubro. O PT é um deles, centrando todas as atenções, desde logo por Lula da Silva ser líder absoluto das sondagens. Por William Tonet (*) E, a tensão é maior, devido ao facto do líder absoluto das sondagens, contrariando a poderosa máquina da mídia, capitaneada pela Globo, do sistema judiciário, “colonizado” pela visão jurídico-barroca de Sérgio Moro e do sistema legislativo da direita,…

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A roda da República

A liberdade de pensamento e expressão, nem sempre flui, de acordo com o posicionamento da bússola, principalmente se desviada por um repentino tsunami de ondas solidárias, com o novo alimento espiritual. Tsunami esse que, por regra, é mais emocional do que racional. Por William Tonet A essa maioria pouco importa a natureza do cardápio, por acreditarem, poder, finalmente, alimentar-se de proteínas e calorias, até então negadas, pelo ancião fazendeiro. E, quando alguém, no pedestal da diferença democrática, optar pela cautela e prudência, corre o risco de colher mimos, por vezes…

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Republicanismo e corrupção

Trabalhar para o bem comum, perseguir o interesse público, servir a população honestamente e defender princípios republicanos significa possuir virtude cívica. Entretanto, a simples exortação ou a mera esperança na educação das pessoas se tornarem virtuosas é insuficiente. Por Antonio Sepúlveda, Flávio Franco e Igor De Lazari (*) É inato ao republicanismo a noção de anticorrupção, de autogoverno dos cidadãos, de não dominação, igualdade, interesse público e representação popular. O republicanismo se opõe inegavelmente a formas de governo de carácter monárquico, aristocrático ou oligárquico. Ao mesmo tempo que não admite…

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