Não é resgate. É uma espécie de… resgate

O governo de sua majestade o rei de Angola afirma que o pedido dirigido ao Fundo Monetário Internacional (FMI) será para um Programa de Financiamento Ampliado para apoiar a diversificação económica a médio prazo, negando que se trate de um resgate económico. A posição surge numa “nota de esclarecimento” do Ministério das Finanças, aludindo às “interpretações difusas veiculadas por órgãos da comunicação social angolana e portuguesa” que “revelam algum desconhecimento do ‘novo normal’ decorrente do processo de ajustamento da economia nacional, com tendência resiliente”. O documento refere que o pedido…

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S.O.S. FMI ou a ocultação da incompetência do regime

O Ministério das Finanças de Angola justificou hoje o pedido de ajuda externa ao Fundo Monetário Internacional (FMI) com a necessidade de aplicar políticas macroeconómicas e reformas estruturais que diversifiquem a economia e respondam às necessidades financeiras do país. Em Fevereiro do ano passado, o FMI dizia que não via necessidade de um apoio financeiro a Angola, devido à quebra na cotação do barril do petróleo, mas advertia que, para ultrapassar as dificuldades, seria necessária uma distribuição dos sacrifícios. Por outras palavras, o FMI dia a todos nós que o…

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Governo promete dialogar com os jornalistas

O Governo de José Eduardo dos Santos vai passar a realizar ‘briefings’ semanais com os jornalistas, em Luanda, intenção anunciada hoje e que visa ultrapassar o “défice” de informação do executivo. Apesar de ser um uma iniciativa do Governo, o anúncio foi feito pelo secretário do Presidente da República (pois, são uma e a mesma coisa) para os assuntos da comunicação institucional e imprensa, Manuel Rabelais, num encontro de trabalho com os jornalistas, em Luanda, perspectivando o início destes encontros, que envolverão ministros e outros membros do Governo, a partir…

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Uma vergonha, mais uma, do bordel português

A Assembleia Municipal de Lisboa, mais um antro putrefacto de servilismo e bajulação ao regime do “querido líder” José Eduardo dos Santos, reflexo fidedigno do restante Portugal político e partidário, chumbou o voto de solidariedade com activistas angolanos. Por Orlando Castro O voto apresentado pelo Bloco de Esquerda previa “prestar solidariedade aos activistas políticos angolanos, repudiando o processo judicial e os atropelos aos direitos humanos, e apelar à sua libertação”. Coisa estranha. Provavelmente o PS terá perguntado ao embaixador residente do regime, Marcos Barrica, ou ao itinerante (Luvualu de Carvalho)…

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Kalupeteka condenado a 28 anos de prisão

O tribunal do Huambo condenou hoje o líder da seita religiosa angolana “A luz do mundo”, Julino Kalupeteka, a uma pena de 28 anos de cadeia pelo homicídio de nove polícias, em Abril de 2015. O código penal angolano apenas permite penas efectivas de cadeia de até 24 anos. Mas isso é irrelevante. O líder daquela seita e outros nove seguidores foram condenados por nove crimes de homicídio qualificado e por sete de homicídio frustrado. Além de Kalupeteka, sete dos seus seguidores foram condenados a penas de 24 anos de…

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Guerra em Cabinda sobe de intensidade

A FLEC/FAC, afirma, em comunicado enviado à Redacção do Folha 8, “que o 14° aniversário da paz que a Angola festeja sumptuosamente não se refere ao território de Cabinda”. “O governo angolano quer fazer acreditar que há paz efectiva em Cabinda, mas realmente a paz não existe em Cabinda, e o presidente angolano José Eduardo dos Santos, impõe injustamente a guerra em Cabinda”, diz a FLEC no comunicado assinado pelo seu porta-voz, Jean-Claude Nzita. A situação em Cabinda, segundo a FLEC, “permanece muito preocupante e muito tensa desde o início…

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Canadá atento ao processo dos 17 activistas

Em comunicado datado de hoje e enviado à Redacção do Folha 8, a Embaixada do Canadá para Angola emitiu a seguinte declaração a propósito do que considera ser uma “sentença duvidosa de 17 activistas políticos em Angola”: “N o dia 28 de Março de 2016, 17 activistas políticos Angolanos foram condenados a penas de prisão que variam entre 2 a 8 anos, após serem julgados e considerados culpados por actos d rebelião contra o Estado e associação criminosa na sequência da sua captura e detenção, por se terem reunido, em…

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A paz não se celebra. Pratica-se

O Governo do MPLA assumiu hoje (está no poder há 40 anos) o compromisso em “garantir os direitos humanos e as liberdades fundamentais”, ao recordar os 14 anos sobre o fim da guerra civil, mas quando as condenações (por supostos crimes não provados) de activistas têm sido criticadas internacionalmente. A posição surge na mensagem oficial do Governo, liderado por José Eduardo dos Santos, a propósito do Dia da Paz e da Reconciliação Nacional, que se assinala hoje em Angola para recordar o fim do conflito armado, “uma das maiores conquistas…

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Sem tiros, é verdade

A UNITA defendeu hoje a criação de um Fórum Nacional para o Aprofundamento e Consolidação da Paz e Reconciliação Nacional, recordando que 14 anos depois do fim do conflito armado, Angola ainda está em guerra, em Cabinda. A posição foi expressa hoje, em comunicado, pelo comité permanente da comissão política da UNITA, a propósito do dia da Paz e da Reconciliação Nacional, que hoje assinala o fim da guerra no país. Na declaração, aquele órgão do maior partido da oposição “exorta” o Presidente angolano “para a necessidade urgente e premente…

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O estertor do regime

O Pravda, ou Boletim Oficial, do regime de José Eduardo dos Santos (também conhecido por Jornal de Angola) volta hoje – como todos os dias – a ser a voz canina do dono, alvejando Portugal. É o estertor dos sipaios e do regime. Por Orlando Castro Em editorial, o pasquim acusa Portugal de “cumplicidade criminosa” de alguns “sectores” na guerra civil que terminou há 14 anos e a actual “incompreensão absurda” portuguesa e europeia. Na perspectiva de que o fim está próximo, os ratos preparam-se para abandonar o navio mas,…

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