São injustas, ilegais e inaceitáveis as expropriações e demolições de casas na zona do Zango II e III no Município de Viana em Luanda. Mas, para o regime, o que conta é a razão da força. [dropcap]O[/dropcap]s despejos em larga escala perpetrados pelo Governo tiveram o seu ponto mais alto em 2002 e continuam sendo uma prática reiterada até a presente data. A SOS Habitat registou de 2000 até 2016 mais de 15,000 casas foram destruídas e muitos terrenos cultivados de pequena dimensão foram confiscados, afectando cerca de 56,202 famílias…
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Carta para um bajulador
Após Gildo Matias José ter dito que a morte do adolescente Rufino António, ocorrida a 6 de Agosto no Zango 3, “foi um acidente”, o site Central Angola 7311 publicou uma carta onde repudia as declarações daquele “pseudo-analista” feitas à televisão Zimbo na semana passada. Por Sedrick de Carvalho [dropcap]N[/dropcap]a carta aberta, os membros do site afirmam que Gildo Matias “deve estar muito equivocado”, mas garantem saber as reais motivações do mesmo: “queres atingir grandes patamares e promoções tal como os que te antecederam naquela cadeira [da mesa de debates]…
Leia maisMPLA recebe a fina flor do entulho português
Toda a fina flor do entulho político de Portugal ruma a Angola para assistir ao Congresso do MPLA que amanhã começa, em Luanda. Os sabujos portugueses que, como se sabe, estão sempre do lado dos mais fortes (o regime) e contra os mais fracos (os angolanos), fazem-se representar em força. Por Orlando Castro [dropcap]O[/dropcap] ex-vice primeiro-ministro português, Paulo Portas, vai ser um dos convidados especiais no congresso do MPLA. É uma forma, entre outras, de agradecer a bajulação e a sabujice de Portugal ao regime de sua majestade o rei…
Leia maisActivista meliantes,
activistas militantes
Os 17 activistas angolanos condenados a penas de prisão por – entre outras farsas – suposta e nunca provada rebelião realizam na quarta-feira uma conferência de imprensa para explicarem o “encarceramento bárbaro” que viveram e que, como se sabe, faz parte do ADN do regime de sua majestade o rei José Eduardo dos Santos. Por Orlando Castro [dropcap]O[/dropcap] evento vai acontecer no mesmo dia em que arranca o congresso do MPLA para reeleição de José Eduardo dos Santos. É, aliás, uma justa homenagem ao “querido líder”, ao “escolhido de Deus”…
Leia maisChacina em Cassongue
Um comando unificado entre a Polícia Nacional e as Forças Armadas (FAA) é acusado de ter cometido, na madrugada do dia 14 de Agosto, um assassinato selectivo, no município do Cassongue, província do Kwanza Sul, matando todos os homens, num total de 25. O Folha 8 esteve no local em reportagem. Por Filipe Dambi (*) [dropcap] “M[/dropcap] ataram-nos como se fossemos cães sem dono. Os militares e polícias invadiram a aldeia a disparar durante toda a noite e madrugada como se fossem demónios. Nunca acreditei que o governo fosse perseguir…
Leia maisRegime teme (com razão) o despertar do Povo
A não transmissão em directo dos debates da Assembleia Nacional pela Televisão Pública de Angola e pela Rádio Nacional de Angola continua a inquietar a sociedade civil angolana. As transmissões tinham sido suspensas na primeira legislatura, nos anos 90, por alegada falta de dinheiro. [dropcap]O[/dropcap] político da CASA-CE, Alexandre Dias dos Santos “Libertador” refere que a não transmissão das discussões sobre os mais variados assuntos no parlamento é parte de uma estratégia gizada com o objectivo de descredibilizar os partidos da oposição. O político lamenta que 14 anos depois do…
Leia maisA confusão do regime
Em política, os aproveitamentos e oportunismos são, via de regra, sempre perigosos, razão pela qual mais do que fazer vingar a regra do vale tudo é importante ponderar também as suas implicações. Mas o regime de sua majestade o rei de Angola, José Eduardo dos Santos, está-se nas tintas para isso. Por Óscar Cabinda [dropcap]T[/dropcap]rata-se de actos que em vez de repararem um mal ou proporcionar alguma vantagem acabam por produzir efeitos nefastos para o jogo democrático (isto nas democracias), além de revelarem pobreza e fraqueza dos seus proponentes. Estar…
Leia maisCultivemos a paz contra os assassinos da democracia
O meu texto hoje será desgarrado. Será uma escrita andarilha. Um amontoar de palavras com sentido indefinido, por continuar sem sentido a lógica governativa, nesta cavalgada irracional de uma governação cada vez mais distante dos populares. Por William Tonet [dropcap]M[/dropcap]elhor, o único sentido, em 40 anos de poder “monopartidário”; primeiro de PARTIDO ÚNICO e agora de ÚNICO PARTIDO é a fome e o assassinato de inocentes. Por isso, não vou escrever, sobre o menino inocente. Foi, selvaticamente, assassinado. Não vou culpabilizar o militar, que disparou a bala cobarde. Fatídica munição,…
Leia maisPacotilha de leis do regime “amputa” jornalistas
O exercício do jornalismo em Angola está prestes a levar mais uma “facada pelas costas”, tão logo seja aprovado o pacote de leis da iniciativa do titular do poder Executivo, José Eduardo dos Santos, e com este “rude golpe” inviabilizar drasticamente a “já quase inexistente” liberdade de imprensa no país. Por Sedrick de Carvalho [dropcap]E[/dropcap]sta é a compreensão da maioria dos jornalistas que estiveram presente no colóquio realizado pela representação em Angola do Instituto de Comunicação Social da África Austral (MISA, na sigla em inglês), isto na quarta-feira última, dia…
Leia maisOs jornalistas do MPLA
Os jornalistas vão passar a ser escolhidos pelo MPLA. Esta não é uma afirmação panfletária, mas sim o resultado da análise da proposta de Lei do Estatuto do Jornalista combinada com a regulação da nova ERCA (Entidade Reguladora da Comunicação Social de Angola, ou melhor, Polícia da Comunicação Social). Por Rui Verde (*) [dropcap]O[/dropcap] raciocínio é simples. Quem quer ser jornalista tem de ter carteira profissional. Quem concede e retira a carteira profissional é a ERCA, e quem domina a ERCA é o MPLA. Temos assim uma equação do tipo…
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