Paulo Portas, o amigo do MPLA e da miséria angolana

A Mota-Engil é uma das empresas com mais negócios e interesses estratégicos em Angola. De uma forma sumária, explica-se, assim, a influência que tem, hoje, Paulo Portas em Angola, o seu convite para o Congresso e a sua cumplicidade com o MPLA. Por Rafael Pinheiro [dropcap]N[/dropcap]o último congresso organizado pelo Movimento Pela Libertação de Angola, partido que governa o país deste 1975, marcaram presença quatro dos maiores partidos portugueses: o PS, o PSD, o CDS-PP e o PCP. Paulo Portas, ex-vice primeiro ministro de Portugal, também esteve presente, a título…

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Mais um absurdo policial

A Polícia Nacional do MPLA, quando era suposto socorrer as vítimas, faz o inverso, partindo para a extorsão, com base no conhecimento prévio que tem do apelo de socorro. [dropcap]C[/dropcap]omo atesta a denúncia, que acusa o comandante da Polícia de Intervenção Rápida do Zango e um técnico da Administração de posse indevida de terreno, que deveria proteger, no quadro das suas obrigações profissionais. As entidades foram instadas pelo grito desesperado de um cidadão, como atesta a carta abaixo: “À Administração de Viana C/C: Posto de Comando Policial de Viana, ao…

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Lourenço & Kassoma para todo o serviço

O presidente do MPLA escolheu a sua equipa e ela aí está. Para queimar ou enaltecer consoante o desenrolar da vida política angolana. Dois generais na reforma, João Lourenço e Paulo Kassoma, vão ser os supostos siameses que vão ajudar José Eduardo dos Santos a perpetuar-se no poder, directa ou indirectamente. [dropcap]O[/dropcap] general e actual ministro da Defesa, João Lourenço, é a partir de agora o novo vice-presidente do MPLA enquanto que o engenheiro Paulo Kassoma é o secretário-geral. À excepção do antigo secretário-geral, Dino Matrosse, a substituição de Roberto…

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Que Deus preserve o rei
até poder ser julgado

Inclui análise, em vídeo, do Jornalista Carlos Narciso. A bajulação dos partidos portugueses (com excepção do Bloco de Esquerda) ao regime angolano do MPLA, no poder desde 1975, é antiga. Talvez do ponto de vista da psicanálise os discípulos de Sigmund Freud expliquem esse complexo português. Dos restantes pontos de vista nada o justifica. Mas que existe, isso existe. Por Orlando Castro [dropcap]R[/dropcap]ecorde-se (sabemos que já foi há muito, muito tempo) que no dia 10 de Março de 2009, PS, PSD, CDS-PP e PCP os esforços do Presidente (não eleito…

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A seita dos 99,6%

O presidente do MPLA, José Eduardo dos Santos, reconduzido no cargo com 99,6% dos votos, reiterou hoje no encerramento do VII congresso do seu partido o pedido de disciplina aos militantes do partido no poder em Angola desde 1975 para o cumprimento do programa de governação. Por Orlando Castro [dropcap]”E [/dropcap] continuarmos a ser coerentes e levarmos à prática aquilo que prometemos: sermos responsáveis e sempre honestos no cumprimento dos compromissos que assumimos diante do povo angolano”, disse José Eduardo dos Santos numa anedota que, como sempre, foi aplaudida por…

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Luvualu de bestial a besta?

Consta que o embaixador itinerante de José Eduardo dos Santos, António Luvualu de Carvalho, continua sem um escritório decentemente apetrechado para o “bom” exercício das suas obrigações. [dropcap]O[/dropcap]brigações essas que, no contexto da actual Angola, se resumem na preservação e engrandecimento da imagem do país e dos seus mentores, um só afinal, Titular do Poder Executivo, Presidente da República e Presidente do MPLA, agora reeleito com a modesta votação de 99,6%. O jovem Luvualu, cuja ascensão meteórica se deveu essencialmente aos seus articulados que imaginariamente transformam pobreza extrema em riqueza,…

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Temos (mesmo) de fazer (mais) alguma coisa

O texto desta edição retrata a revolta de um amigo autóctone, que, num belo dia de cacimbo, me bateu à porta, dizendo: “Porra tens de fazer mais alguma coisa, já não aguento esta merda”. Por William Tonet [dropcap]R[/dropcap]eferia-se ao país e ao acantonamento a que estava votado. Sem poder abrir a empresa por mais de duas horas, partilhou a frustração de não poder importar, tendo dinheiro nos bancos comerciais, não o tem livre, por o BNA não os transformar em moeda de transacção comercial, sem cunha partidocrata. “O camarada tem…

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As inconstitucionalidades nas leis do Executivo

A representação em Angola do Instituto da Comunicação Social da África Austral (MISA, sigla em inglês) anunciou, recentemente, que vai recorrer ao Tribunal Constitucional por acreditar existirem vários pontos inconstitucionais nas leis que comportam o pacote da comunicação social da iniciativa do Executivo e aprovadas na generalidade pelo MPLA no Parlamento. Por Sedrick de Carvalho [dropcap]“N [/dropcap] este momento estamos a estabelecer contactos com constitucionalistas e advogados para levamos a cabo uma acção no Tribunal Constitucional exigindo a declaração de inconstitucionalidade de vários artigos contidos nestas leis”, disse Alexandre Solombe,…

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O rei que faz de (quase) todos bobos da corte

Sua majestade o rei de Angola, na qualidade de presidente do partido que domina o país desde 1975, MPLA, criticou hoje durante o VII congresso do seu partido, os empresários que enriquecem “ilicitamente”. [dropcap]E[/dropcap]staria a falar da herdeira do trono, Isabel dos Santos? Ou do marido da herdeira do trono, Sindika Dokolo? Ou dos seus generais empresários? “Mostrar que este MPLA é o grande partido da família angolana. Ele está assim preparado para o combate político, para ganhar as próximas eleições e para continuar a governar a República de Angola,…

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JES reforma comissários da Polícia… mas não se reforma

Um grupo de oficiais superiores da Polícia Nacional foram hoje colocados na reforma por ordem do Comandante-em-Chefe das Forças Armadas Angolanas, José Eduardo dos Santos, que amanhã se vai reconduzir como presidente do seu partido. [dropcap]A[/dropcap]cerimónia simbólica da passagem à reforma aconteceu no Comando Geral da Polícia Nacional, mas não contou com a presença do reformador. A representar o “dono disto tudo” em Angola estava o comandante-geral da PN, Ambrósio de Lemos. São três comissário-chefes, cinco comissários e vinte subcomissários que, pela idade avançada, já não voltam a envergar a…

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