Em Kakila, reclusos vomitam sangue

António Cabundo Zamba, recluso a cumprir pena na cadeia de Kakila, localizada em Kalumbo, esteve desde o dia 27 do corrente mês a vomitar sangue por causa do consumo constante de água imprópria até para animais, situação que se regista em quase todas as cadeias de Luanda e já aqui denunciada. O recém-libertado activista Dago Nível – por ter chamado palhaçada ao julgamento onde foram condenados os «15+Duas» – é quem fez a denúncia da “agonia” de António Cabundo, no dia 29 de Novembro. As fotos que acompanham este texto…

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Melodias falaciosas

O Ministro do Interror de Angola pensará certamente que nós nos deixámos embalar pelas melodias falaciosas do Louvalozédu, com os sofismas maliciosos dos discursos sobre democracia do Zédu, ou na informação bacoca e sanzaleira, gasosaeificada, da RNA, da TPA ou do JA. Por Domingos Kambunji O Ângelo, Ministro do Interror, não é um anjo do paraíso. Quando muito poderá ser um daqueles anjos vampíricos da demóniocracia angolana, um sistema político que muitos designam por cleptocracia ou ditadura zéduardina do MPLA. Nós já estamos vacinados contra as acções de relações públicas…

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Amnistia? Prioridade aos militantes do MPLA

A recém-aprovada lei 11/16 – lei da amnistia -, desde a sua entrada em vigor, isto no dia 12 de Agosto, que tem servido especialmente para colocar em liberdade indivíduos com ligações ao partido político MPLA. Por Sedrick de Carvalho OFolha 8 entrou em contacto com reclusos na comarca de Viana e estes garantiram que “muitos que deveriam sair em função desta lei ainda se encontram presos”. Henriques Miguel “Riquinho”, conhecido como o empresário da juventude pelas festas que organizava, depois de condenado a quatro anos de prisão, foi colocado…

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Fanfarra mediática do regime
procura esconder a repressão

No calor da realização do tão propalado VII Congresso Ordinário do MPLA, difundido exaustiva e enjoativamente pela média do regime para criar factos políticos e distrair as atenções de muitos cidadãos, o sistema não só se empenha em manobras eleitorais mas também continua a reprimir violentamente os seus críticos e opositores. Por Pedrowski Teca Enquanto a oposição se desdobra nos habituais e previsíveis queixumes de fraude eleitoral, especificamente sobre o não credenciamento dos seus fiscais ao registo eleitoral já em curso, o regime angolano continua a quebrar e desgastar silenciosamente…

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Novo Código Penal… 130 anos depois

A Assembleia Nacional de Angola vota a 11 de Agosto a proposta do novo Código Penal, em discussão desde 2004 e que vai substituir o que está em vigor desde 1886, no tempo colonial português. A interrupção de gravidez vai continuar a ser punida em Angola, com penas até três anos de cadeia, nas mulheres, e até quatro anos para quem realize as intervenções, conforme prevê o anteprojecto da revisão do Código Penal. A versão disponibilizada pela Comissão da Reforma da Justiça e do Direito de Angola estabelece ainda que…

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Polícia tentou impedir visita de Mavungo a Benguela

Terminou hoje, 24 de Julho de 2016, a visita de José Marcos Mavungo, activista dos direitos humanos, a Benguela, enquadrada no quadro da campanha de solidariedade levada a cabo pelo Grupo de Trabalho e de Monitoria dos Direitos Humanos (GTMDH). Na agenda da visita, estava programado um encontro com os Jornalistas e um debate sobre a situação dos Direitos Humanos em Cabinda, a participação na manifestação que tinha por objectivo “exigir medidas eficazes contra a inflação e a actual carestia da vida”, entre outras actividades. Programada pelo Movimento Revolucionário de…

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Nepotismo e corrupção aguentam o regime

A eurodeputada portuguesa Ana Gomes defendeu hoje que o nepotismo e a corrupção têm mantido o silêncio internacional (salvo raras excepções) sobre os activistas detidos há um ano em Angola, bem como o regime de José Eduardo dos Santos no poder. Em declarações à agência Lusa, Ana Gomes, eurodeputada do Partido Socialista (PS), disse ter pouca esperança de que as autoridades angolanas possam vir a libertar os 17 activistas detidos a 20 de Junho do ano passado e entretanto condenados a penas de prisão até oito anos e meio por…

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Escravos à ordem do rei

A organização Human Rights Watch (HRW), um mês após a condenação dos 17 activistas angolanos, afirma hoje que a liberdade de expressão em Angola é “ainda uma miragem” e denuncia as más condições prisionais no país. Nada de novo, portanto. “Os activistas terão de continuar a enfrentar as más condições nas prisões de Angola. Celas sobrelotadas, falta de água potável e violência são apenas alguns dos desafios que muitos detidos enfrentam diariamente em Angola”, escreve hoje Zenaida Machado da Divisão África num comunicado da Human Rights Watch. A organização de…

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As incríveis falhas da justiça

Depois da tempestade judicial marcada pela sentença pesada dos 17 revús – de dois a oito anos de prisão firme, graças ao talento acrobático do juiz Januário, Ministério Público e outros magistrados, o Carnaval judiciário prossegue ainda hoje numa demonstração exemplar do zelo posto ao serviço dos interesses de quem está no poder. Por António Setas Para muitos observadores e analistas, angolanos e não angolanos, esses defensores da Constituição e outras leis angolanas, não se comportaram bem, atropelaram alegremente o Direito e a Justiça não funcionou, pois comportaram-se “como carrascos”.…

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Porrada e prisões
prisões e porrada

Como testemunharam jornalistas do Folha 8, a polícia de sua majestade o rei José Eduardo dos Santos, impediu pela força (muitos agentes estavam à civil) a manifestação de apoio aos activistas detidos, incluindo Marcos Mavungo, que deveria ter acontecido hoje em Luanda. Com concentração prevista para o Largo Primeiro de Maio, os manifestantes esbarram contra os cordões policiais, fortemente armados, havendo registo de vários detidos e de muitas agressões. Em Benguela o resultado foi o mesmo. Em Luanda, na esquadra da escola Ginga Mbandi foram brutalmente espancados os jovens Marley…

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