Conluio com os assassinos de Estado

A homenagem prestada pelas elites políticas e militares angolanas a um dos maiores expoentes do terrorismo de Estado em Angola, falecido recentemente, é um acto chocante, deplorável e sórdido. Por Carlos Pacheco Historiador angolano (*) Confesso que escrevo este texto atravessado por sentimentos de grande indignação. Nem mesmo quando me pedem para ser menos antipático com o regime político do MPLA e me tentam convencer de que as novas cúpulas responsáveis pelo destino de Angola são mais sérias e nada as iguala aos sinistros dirigentes e parasitas do passado, honestamente…

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Martin Luther King, Mandela, Gandhi? Não. Apenas Neto

Martin Luther King nasceu em 15 de Janeiro de 1929 e foi assassinado em 4 de Abril de 1968. A necessidade de maior divulgação da vida e obra de Agostinho Neto, para merecer o devido reconhecimento da juventude, foi defendida em 2018, em Luanda, pelo chefe da Educação Patriótica do Estado Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA), Baltazar Diogo. O MPLA tem toda a razão. Importa não esquecer, pelo contrário, o papel de Neto nos massacres de 27 de Maio de 1977. O oficial falava durante uma visita ao…

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Cabeças de pedra rolando na lama

Três dos meus amigos perderam os pais em 1977, em Angola, fuzilados na sequência de uma nunca provada tentativa de golpe de Estado contra o então Presidente da República, António Agostinho Neto. Num discurso famoso, Neto disse que não iria perder tempo com julgamentos, incitando ao assassinato de todos aqueles que contestassem a sua liderança. Perto de cinquenta mil pessoas foram presas, torturadas e mortas durante esse período de desvairado ódio institucional. Por José Eduardo Agualusa (*) Há poucos dias, o jornalista angolano Wiliam Tonet provocou acesa polémica no país…

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O furto do fruto furtado

Os mabecos atacam em matilhas. Muitos outros animais selvagens são gregários quando pretendem matar e devorar as presas de que se alimentam. Os cangaceiros, tristemente famosos no Brasil, atacam, matam e roubam em grupos. Os generais do MPLA contra-atacam em bandos de aves de rapina? Por Domingos Kambunji É assim que vemos surgir o general das FAPLA, Francisco Pereira Furtado (não sabemos a quem mas, pelos aspecto geral, o furto não tem valor), emergir da lixeira demagógica, tentando defender o cangaceiro general Zé Maria, desafiando o general Kamalata Numa para…

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Neto, dos Santos, Lourenço
e os massacres de 27 e Maio

Estávamos a 17 de Setembro de 2016. O então ministro da Defesa de Angola e, tal como hoje, vice-presidente do MPLA, João Lourenço, denunciou tentativas de “denegrir” a imagem de Agostinho Neto, primeiro Presidente angolano e fundador do partido. João Lourenço discursava em Mbanza Congo, província do Zaire, ao presidir ao acto solene das comemorações do dia do Herói Nacional, feriado alusivo precisamente ao nascimento do primeiro Presidente de angolano. “A grandeza e a dimensão da figura de Agostinho Neto é de tal ordem gigante que, ao longo dos anos,…

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A estória começa assim…

A estória começa assim: Era uma vez um João muito bem domesticado, assimilado pelos patrões da corrupção e, depois de muito ter rastejado, conseguiu finalmente um tacho como Ministro da governação. Por Domingos Kambunji Há alguns meses decorreu em Luanda uma enorme palhaçada que alguns defensores do socialismo cleptocrático, como é o caso do João, cognominaram de Congresso do MPLA. Nessa palhaçada o “Querido Líder”, Zédu dos Santos, foi eleito com 99.6% dos votos. Não consta que o João, muito bem domesticado e assimilado pelos patrões da corrupção, fizesse parte…

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“Para morreres basta dizeres o que pensas”

O cantor moçambicano Azagaia, na sua última música gravada, intitulada «No sétimo dia», descreve as causas de morte mais frequentes na terra de Samora Machel. A música foi escrita em reacção à morte do presidente da cidade de Nampula, Mahamudo Amurane, morto sete dias antes da gravação. Por Sedrick de Carvalho Amurane, como outros moçambicanos, foi assassinado a tiro no dia 4 de Outubro, precisamente no dia da comemoração do 25.º aniversário do Acordo Geral de Paz do país. Foi baleado defronte a sua residência, ou seja, na rua, como…

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Porque é que eles mandam matar inocentes?

Roubam! Destroem! Assassinam! Esta é a máxima de 41 anos de regime. Os vampiros assassinaram Weza, mais uma zungueira inocente. Os mandantes, quais covardes da pior estirpe, remeteram-se ao silêncio. E porquê? Por ela ser pobre, preta e de apelido, Ngola, enquadrando o descaso da sua vida, num infame comunicado da Polícia. Por William Tonet Sanguinários! Este é designativo que, apesar de benévolo, melhor qualifica os responsáveis. O 2016 foi um ano marcante, pela negativa, com muitos lares marcados pelo desemprego, fome, miséria e luto, face à incompetência (na circunstância…

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Angola está nas mãos de ladrões e assassinos

Vários agentes do Serviço de Investigação Criminal (SIC) de Angola cobriram José Loureiro Padrão “Zeca”, de 40 anos, com um cobertor, e assim o torturaram com um pé-de-cabra e um martelo. Por Rafael Marques de Morais (*) Zeca sofreu três fracturas no crânio e morreu no acto, a 31 de Agosto, conforme notícia do Maka Angola. Quem conta é África, um jovem que testemunhou e sobreviveu à tortura, com os braços aparentemente fracturados e em estado de choque pelo que viu e viveu. Uma semana depois, a 6 de Setembro,…

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Por medo da democracia, MPLA impõe a ditadura da maioria

O ruído partidocrata sobe de tom, em Angola, numa clara demonstração de desnorte do regime do MPLA, que quer bater em tudo e em todos, interna e externamente, como mais recentemente, por força da maioria parlamentar o fez, à boa maneira ditatorial. Criticar um relatório da União Europeia de há mais de dois meses. Por William Tonet P ode a bancada do MPLA fazer isso? Pode do ponto de vista legal, usando a tese da ditadura da maioria, que tudo impõe, aos outros, mas não do da legitimidade, do quadro…

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