O Governo angolano vai entregar a operação e manutenção de três barragens aos brasileiros da Odebrecht, por mais de 830 milhões de euros, conforme despacho do Presidente, José Eduardo do Santos, de 1 de Agosto. E se, no dia 23, a Oposição ganhar? Pois é. Terá, teria, de cumprir rigorosamente o que sua majestade assinou, vinculando o Estado. [dropcap]S[/dropcap]egundo o documento, o contrato com a construtora brasileira prevê a “operação e manutenção” das centrais hidroeléctricas de Cambambe e de Laúca – que a Odebrecht construiu este ano -, bem como…
Leia maisEtiqueta: Angola
Odebrecht e MPLA?
Venezuela, Angola e a lata “bolivariana” de Portugal
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, diz que a Venezuela tem de regressar à “normalidade constitucional” e ao “respeito pelos direitos humanos e pela separação de poderes”. Se não fosse o drama dos venezuelanos, seria caso para condecorar Augusto Santos Silva. Por Óscar Cabinda [dropcap]P[/dropcap]orque será que Portugal exige a “normalidade constitucional” e o “respeito pelos direitos humanos e pela separação de poderes” na Venezuela e, com uma criminosa lata e desfaçatez bolivariana, não diz o mesmo sobre Angola, o reino seu amigo José Eduardo dos Santos, onde a…
Leia maisGarantida a vitória, MPLA soma negócios e promessas
O Governo angolano, que deveria estar em gestão corrente dado o período eleitoral e a eventualidade (obviamente apenas académica) de o MPLA deixar de ser governo ao fim de 42 anos de poder absoluto, atribuiu nos últimos dias a construção de milhares de habitações em novas centralidades a distribuir por três províncias, num negócio global (incluindo contribuições para a corrupção) de mais de 100 milhões de dólares (cerca de 88 milhões de euros). [dropcap]E[/dropcap]m causa estão três despachos presidenciais autorizando a contratação dos projectos e construção destas verdadeiras cidades edificadas…
Leia maisVitória da fraude anunciada
O país está em ebulição com o período eleitoral. Poderia (deveria, até) ser uma festa, mas infelizmente, não é. Está-se perante uma competição importante pois decidirá o futuro de milhões e, futebolisticamente falando, onde uma das equipas tem do seu lado a federação (CNE) o árbitro (Tribunal Constitucional), os fiscais de linha (Polícia e Forças Armadas), tendo por isso rejeitado, categórica e arrogantemente, o vídeo árbitro (órgão eleitoral independente, apartidário e imparcial), como recomenda o art.º 107.º da própria “constituição jessiana”. Por William Tonet [dropcap]M[/dropcap]as, ainda assim, os demais actores…
Leia maisEleições de Agosto de 2017 foram livres e exemplares
A União Europeia não vai enviar a missão de observadores às eleições (isto é como quem diz) gerais angolanas, tal como aconteceu no acto eleitoral de 2012. Deverá enviar apenas uma pequena (e inútil) missão de peritos. Ou seja, a UE nem… nem sai de cima. Assim, com uns tantos “peritos”, não se compromete e joga em vários tabuleiros. [dropcap]D[/dropcap]iz a UE que não chegou a acordo com o Governo para o envio dos observadores. É natural. O Governo de sua majestade o rei José Eduardo dos Santos temia que,…
Leia maisFraude de cebolada
O saco de truques com que o MPLA alcançará a vitória nas próximas eleições tem muitas camadas, como a cebola. Primeira camada (a óbvia): o MPLA capturou o Estado. Não é só a Comissão Nacional Eleitoral e toda a organização da votação que está nas mãos do Governo, é toda a poderosa máquina do Estado com a sua capacidade de mobilização (e pressão) que é colocada ao serviço de uma campanha amplamente servida de meios públicos. Por João Paulo Batalha (*) [dropcap]N[/dropcap]a verdade, no terreno, Angola não é uma democracia…
Leia maisO diabo esteja convosco
– Ele está no meio de nós!
A associação cívica angolana Handeka informou hoje que está a monitorizar o tempo de antena dado pelos media às candidaturas às eleições gerais de 23 de Agosto, denunciando o óbvio e esperado favorecimento do MPLA no arranque da campanha eleitoral. Se assim não fosse seria sinal de que Angola era o que nunca foi nos seus 42 anos de independência: uma democracia e um Estado de Direito. [dropcap]S[/dropcap]egundo o activista Luaty Beirão, daquela associação, esse acompanhamento está a ser feito pelo projecto “Jiku”, com voluntários em todo o país, e…
Leia maisSeis razões para os cabindas não votarem
São, em resumo, seis razões que devem motivar o povo de Cabinda a abster-se nas eleições angolanas de 23 de Agosto. A única maneira de construir o nosso futuro é de permanecermos nós mesmos em todas as circunstâncias, afirmar sempre o que somos, com a nossa história, cultura e identidade. Por Osvaldo Franque Buela (*) [dropcap] 1.[/dropcap]Ao longo dos 42 anos de ocupação, de integração forçada e brutal de Cabinda em Angola, realçando a uma longa guerra de resistência que os angolana nos impõem desde 1975, não é a primeira…
Leia mais“Eu sou (o) único”
João Lourenço, general, ministro da Defesa e candidato do MPLA a Presidente de Angola nas eleições de 23 de Agosto apelou hoje ao “voto certo” dos angolanos em quem é o… único. Isto é, depois de Agostinho Neto e José Eduardo dos Santos, esse único é (vejam só!)… João Lourenço. E se ele o diz… [dropcap]O[/dropcap] cabeça-de-lista do MPLA às eleições gerais de 23 de Agosto discursava hoje na província do Huambo para “um banho de povo”, como o próprio classificou, naquela que marcou, para o partido no poder em…
Leia maisRenda? Foi média-alta.
Agora é… média-baixa
O Banco Mundial desceu a classificação de Angola para país de renda média-baixa, o penúltimo dos quatro níveis com que a instituição classifica as economias mundiais, pelos rendimentos em função da população. Assim, Angola passou de país de renda anual média-alta, equivalente a entre 3.956 a 12.235 dólares de Renda Nacional Bruta “per capita”, para o nível média-baixa, que se situa entre 1.006 e 3.955 dólares por habitante. [dropcap]O[/dropcap] relatório do Banco Mundial refere que além de Angola, outros sete países viram a sua classificação actualizada, casos da Croácia, Geórgia,…
Leia mais