GATO ESCALDADO DE ÁGUA FRIA TEM MEDO

Membros da sociedade civil angolana alertaram hoje os organismos internacionais para o “cuidado na escolha de membros” para observação eleitoral em Angola, prevista para 2022, considerando que nas eleições anteriores houve “observadores questionáveis e com reputação duvidosa”. A posição surge numa carta dirigida a alguns organismos internacionais, apresentada hoje em conferência de imprensa, na qual pedem observadores eleitorais “credíveis, com experiência e reputação internacional”. “É necessário a presença de observadores porque em todas as eleições anteriores, elas não foram livres, justas e nem transparentes. Por isso, os resultados são sempre…

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Do Quénia a Angola,
da verdade à mentira

O Supremo Tribunal do Quénia anulou as eleições presidenciais que reelegeram o Presidente Uhuru Kenyatta a 8 de Agosto. Segundo os resultados anunciados, Kenyatta recolheu 54,3% dos votos contra 44,7% do candidato da oposição, Raila Odinga. E que tal Angola olhar para este exemplo? Ou será que só se olharia se o MPLA tivesse perdido? À data das eleições, a oposição queniana contestou os resultados, alegando ter provas de fraude, mas os observadores internacionais afirmaram (tal como sistematicamente acontece quando esses observadores visitam em férias as nossas eleições) não haver…

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Observadores amigos não cospem no prato do MPLA

Os ex-Presidentes de Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, na qualidade (oferecida pelo regime) de observadores internacionais, consideraram hoje “pacíficas, livres, justas e transparentes” as eleições gerais em Angola, realizadas quarta-feira. Que essa seria a conclusão já o Folha 8 anunciara antes das eleições. Numa declaração conjunta aprovada pelo MPLA, Joaquim Chissano, Pedro Pires, Manuel Pinto da Costa e José Ramos Horta, exortaram os angolanos a aguardarem “com calma e serenidade pelos resultados finais das eleições”. Só lhes faltou mesmo dizer: “A luta continua e a vitória…

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Pela terceira vez o voto foi uma mera formalidade

Tal como em 2008 e 2012, quem decidiu o resultado das eleições de ontem em Angola não foi o povo, os eleitores, através do seu voto. Quem decide é o Bureau Político do MPLA através da legitimação institucional da sua sucursal, a Comissão Nacional Eleitoral. Por Orlando Castro Os milhares de observadores internacionais às eleições em Angola confirmam a democraticidade do acto. Bem, não foram milhares, foram centenas. Centenas também será um exagero. Fiquemos pelas dezenas. Ou, melhor, foram meia dúzia. Mas meia dúzia de alta qualidade, todos escolhidos à…

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Vote certo, vote em… Angola!

VEJA VÍDEOS DAS VOTAÇÕES. Texto em actualização permanente. Mais de 9,3 milhões de angolanos estão inscritos para escolherem hoje, entre seis candidatos, o sucessor de José Eduardo dos Santos, Presidente da República desde 1979 (nunca nominalmente eleito) e que deixa o oficialmente o poder em Angola (mantém-se como presidente do MPLA) quando completa 75 anos. Tratam-se das quartas eleições em Angola, as segundas nos moldes actuais, com eleição directa do parlamento e indirecta do Presidente da República, que será o cabeça-de-lista do partido mais votado, com a abertura das urnas em…

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Só o MPLA define o que poderá ser observado

Avisto Tchongolola Bota vai ser observador (isto é como quem diz) nas eleições gerais angolanas de quarta-feira, mas diz que a Comissão Nacional Eleitoral angolana (que, mais uma vez, mostra ser apenas uma sucursal do MPLA) colocou tanta burocracia e demorou tanto tempo a enviar-lhe a credenciação que apenas conseguirá fazê-lo no dia da votação. Natural de Benguela, Avisto Bota é activista e fundador do Movimento Revolucionário de Benguela (conhecidos como Revús). Há muito tempo que decidiu – integrado na organização não-governamental OMUNGA – que seria um dos observadores nacionais…

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Observadores terão um árduo e penoso trabalho

A Comissão Nacional Eleitoral (CNE) credenciou já mil observadores nacionais e internacionais, para as eleições gerais de 23 de Agosto, entre os quais o ministro das Relações Exteriores de Angola. O itinerário turístico e gastronómico está a ser ultimado pelo MPLA. Georges Chikoti foi hoje credenciado como coordenador da comissão de acompanhamento dos observadores internacionais. Não está mal. Um ministro a acompanhar os (supostos) observadores de modo a que, por exemplo, nenhum deles seja apanhado no meio do capim pelos carnívoros kissondes. O governante angolano realçou a forma organizada como…

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MPLA descobriu a pólvora:
Não somos um Estado da UE

O Governo angolano anunciou hoje um entendimento com a União Europeia (UE) apenas para o envio de quatro peritos, para acompanhamento (isto é como quem diz!) das eleições gerais, classificando como inaceitáveis as “exigências” para uma equipa de observadores eleitorais. A posição foi assumida pelo director para África, Médio Oriente e Organizações Regionais do Ministério das Relações Exteriores angolano, embaixador Joaquim do Espírito Santo, numa conferência de imprensa em Luanda, convocada numa altura de críticas, internas e externas, à exclusão de uma missão europeia para observação das eleições de confirmação…

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Ana Gomes arrasa o MPLA

A eurodeputada socialista portuguesa Ana Gomes acusa o Governo de Angola de inviabilizar uma missão de observadores da União Europeia (UE) para as eleições de Agosto, ao “fingir que convidava” o bloco europeu mas recusando “condições elementares” aos integrantes da equipa. Nada de novo, portanto. “A missão de observação foi inviabilizada porque o governo angolano não deu as condições elementares, que são padrão, de acesso e de imparcialidade para o funcionamento da missão”, acusou a eurodeputada, em declarações à agência Lusa. Ana Gomes esquece-se, mais uma vez, que essas “condições…

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Eleições de Agosto de 2017 foram livres e exemplares

A União Europeia não vai enviar a missão de observadores às eleições (isto é como quem diz) gerais angolanas, tal como aconteceu no acto eleitoral de 2012. Deverá enviar apenas uma pequena (e inútil) missão de peritos. Ou seja, a UE nem… nem sai de cima. Assim, com uns tantos “peritos”, não se compromete e joga em vários tabuleiros. Diz a UE que não chegou a acordo com o Governo para o envio dos observadores. É natural. O Governo de sua majestade o rei José Eduardo dos Santos temia que,…

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