A UNITA apelou hoje ao Presidente da República, bem como ao Presidente do MPLA e ao Titular do Poder Executivo, João Lourenço, para não se deixar manipular pelos seus órgãos auxiliares e prestar atenção às informações que lhe são prestadas sobre os acontecimentos em Cafunfo. A recomendação (tão ingénua quanto inócua) consta no relatório do grupo parlamentar da UNITA, principal partido da oposição que o MPLA ainda permite (embora não se saiba por mais quanto tempo), sobre o “massacre de Cafunfo”, apresentado hoje em conferência de imprensa. “O grupo parlamentar…
Leia maisCategoria: Política
Queixa-crime na defesa da verdade
O Observatório para a Coesão Social e Justiça (OCSJ) apresentou uma queixa-crime contra o ministro do Interior, Eugénio Laborinho, e o comandante da Polícia Nacional de Angola, Paulo de Almeida, por considerar as suas declarações uma “apologia ao crime”, após os acontecimentos de Cafunfo. A participação, que deu entrada na Direcção Nacional de Investigação e Acção Penal (DNIAP), no dia 8 de Fevereiro, faz referência ao “acontecimento trágico” de 30 de Janeiro, em que se registou a morte de um número indeterminado de pessoas num alegado acto de rebelião na…
Leia mais23 mortos, 21 feridos, 10 desaparecidos
Deputados da UNITA, da CASA-CE e do PRS, que integram a oposição angolana que o MPLA ainda permite (mas a contagem decrescente já está em marcha), anunciaram hoje que os incidentes de Cafunfo resultaram em 23 mortos, 21 feridos e 10 pessoas desaparecidas, afirmando que as forças policiais “dispararem indiscriminadamente contra os cidadãos”. Na versão oficial os cidadãos é que se atiraram indiscriminadamente contra as balas… “Dos nossos dados temos contabilizados 23 mortos, 11 feridos evacuados para o Dundo, 10 feridos que estão a ser assistidos em Cafunfo, inclusive uma…
Leia maisNo re(i)gime do MPLA vale tudo
Líder do Movimento do Protectorado da Lunda Tchokwe, José Mateus Zecamutchimam, detido em Luanda. O coordenador do Observatório Político e Social de Angola (OPSA), Sérgio Calundungo, afirmou hoje que as autoridades angolanas não parecem interessadas em investigar os incidentes em Cafunfo e defendeu que o Presidente angolano se deve pronunciar sobre o caso. “Não parecem interessadas” é uma forma eufemística de falar do assunto quando, de facto, até dentro do MPLA se diz que as autoridades não estão interessadas em… mostrar que as ordens superiores fora para matar primeiro e…
Leia maisFalta acabar 1992. É isso, não é?
A UNITA, principal partido da oposição que o MPLA ainda (não se sabe se por muito tempo) permite em Angola, classifica de “ataques xenófobos e racistas” o conteúdo do comunicado do Bureau Político do MPLA, partido no poder há 45 anos, sobre os confrontos mortais do passado 30 de Janeiro em Cafunfo, na província da Lunda Norte. A UNITA considera de baixaria os ataques à figura do seu presidente e lembra que, devido ao conflito armado, muitos dirigentes, incluindo personalidades do partido governante, viram-se forçados a obter duas ou mais…
Leia maisNão há soberania e soberano há só um
O jurista angolano Sebastião Vinte e Cinco considerou hoje “musculado e assustador” o impedimento de deputados da UNITA, oposição, de acederem à vila de Cafunfo, palco de incidentes com mortos e feridos. Qualquer análise deve levar em conta que Cafunfo, como todo o país, é propriedade privada do MPLA, pelo que este tem o direito de só deixar entrar quem bem entender… Veja-se que o Artigo 14.º da Constituição (Propriedade privada e livre iniciativa), estabelece que “o Estado respeita e protege a propriedade privada das pessoas singulares ou colectivas…”, bem…
Leia maisGénios do MPLA têm o cérebro (potável) no intestino
O Bureau Político do MPLA, no poder em Angola há 45 anos e liderado por João Lourenço, critica o posicionamento de líderes políticos e personalidades da sociedade civil (incluindo altos dignitários da Igreja Católica) que condenaram o que muitos chamaram de “massacre” na aldeia de Cafunfo, na província da Lunda Norte, quando confrontos entre as forças de segurança e manifestantes convocados pelo Movimento do Protectorado Lunda Tchowe deixaram um número ainda indeterminado de mortes no dia 30 de Janeiro. Em comunicado divulgado no fim-de-semana, aquele órgão de apologia bajuladora ao…
Leia maisTudo em causa ou a causa de tudo
O investigador do Centro de Estudos Africanos da Universidade de Oxford, Rui Santos Verde, diz que Angola tem “toda a estrutura jurídica colocada em causa” e “o poder a cair na rua”, graças também às divisões no MPLA, partido no poder há… 45 anos. “Temos toda a estrutura jurídica colocada em causa e temos o poder a cair na rua. E é isso que eu vejo que possa acontecer no período pós-eleitoral”, afirmou numa entrevista à Lusa o académico que é também investigador não residente na Universidade de Joanesburgo e…
Leia maisNacionalidade, raça, cor e…
O antigo primeiro-ministro de Angola, Marcolino Moco, manifestou-se hoje contra o que classificou como “bullying” racista e xenófobo” à volta do líder da UNITA, Adalberto da Costa Júnior, nos últimos dias no país. Marcolino Moco protestou, na sua conta do Facebook, “contra o regresso (ou nunca chegou a ir-se embora?) da política de desqualificação gratuita de ‘outras’ figuras e ou organizações políticas, pela via mais baixa possível”. Para o ex-secretário-geral do MPLA, ouvir ou insinuar-se que o líder da UNITA, maior partido da oposição que o MPLA ainda permite em…
Leia mais“Abuso de poder”, diz a AI Portugal
A Amnistia Internacional – Portugal considerou hoje um “abuso de poder do Estado” angolano (do MPLA, no poder há 45 anos) ao não permitir a entrada de deputados e activistas na vila mineira de Cafunfo, na Lunda Norte, onde a polícia matou – segundo a versão oficial – seis manifestantes há uma semana. “Além do abuso de violência policial que causou esta tragédia, estamos agora a verificar outro abuso do Estado, que é não permitir aos deputados e activistas que façam o seu trabalho no terreno”, disse Pedro Neto, director-executivo…
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