Téte explica (quase) tudo

O embaixador da missão permanente de observação da União Africana junto da ONU, angolano Téte António, descobriu o pólvora para justificar a razão pela qual a economia angolana está dominada pelo petróleo. D iz ele que pouco mais de uma década livre de guerras é pouco para um país como Angola se industrializar e diminuir a sua dependência do petróleo. “Ninguém é condenado ao subdesenvolvimento. O subdesenvolvimento não é uma doença crónica. Todos nós vamos chegar ao desenvolvimento”, disse, em entrevista à Lusa, o embaixador angolano Téte António, em Nova…

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O socialismo da re(i)pública

O regime angolano prevê gastar 5,8 mil milhões de euros com a área da Defesa em 2016. Ou seja, 13% toda a despesa pública. Isto é, quase mesmo montante que os sectores da educação e da saúde juntos. E assim vai o reino do “querido líder”. Por Orlando Castro O MPLA (partido que governa Angola desde 1975) diz que – e pela proposta de Orçamento Geral do Estado que hoje começa a ser “analisada” na Assembleia Nacional não há dúvidas – a sua aposta é no “socialismo democrático”. A tradução…

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Queda na exportação de diamantes

O encaixe com as exportações de diamantes por Angola caiu mais de 40% em Outubro, face ao mesmo mês de 2014, para 86,3 milhões de dólares, enquanto o volume, em quilates, também diminuiu, quase 17%. D e acordo com um relatório do Ministério da Geologia e Minas angolano, citado pela Agência Lusa, durante o mês de Outubro foram exportados 624 mil quilates, ao preço médio de 138 dólares norte-americanos (129 euros). Há precisamente um ano, as exportações de diamantes por Angola atingiram os 751,1 mil quilates (-16,85% em 2015), tendo…

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Defesa sim, saúde e educação que esperem

O regime angolano prevê gastar 5,8 mil milhões de euros com a área da Defesa em 2016. Ou seja, 13% toda a despesa pública. Isto é, quase mesmo montante que os sectores da educação e da saúde juntos. E assim vai o reino do “querido líder”. O s números resultam da proposta do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2016, que prevê receitas e despesas de 6.429.287.906.777 de kwanzas (44,6 mil milhões de euros), incluindo um défice de 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB) que obrigará a endividamento público. Do…

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Inflação perto dos 14%

A inflação em Angola pode chegar aos 14% ainda este ano, segundo a análise dos técnicos do gabinete de estudos económicos do BPI, numa nota enviada aos investidores no seguimento de uma visita ao país, realizada este mês. “D e acordo com as nossas estimativas, a taxa de inflação pode acelerar nos próximos meses, devido aos efeitos relacionados com a desvalorização da taxa de câmbio, bem como devido à introdução de um novo imposto sobre o consumo, com as previsões a admitirem a possibilidade de que a taxa de inflação…

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Boa e má corrupção

A corrupção é um fenómeno mundial e transversal e não um exclusivo do continente africano, afirmou hoje o ex-presidente cabo-verdiano Pedro Pires, defendendo também que, em África, é errado confundir um regime autoritário com um ditatorial. C onsiderando a experiência de Pedro Pires, até mesmo como observador em eleições supostamente livres e transparentes em Angola, atente-se no que ele diz, nomeadamente a bem dos amigos. Em entrevista telefónica a partir de Acra, capital do Gana, onde assistiu hoje à entrega do Prémio Mo Ibrahim de Boa Governação a Hifikepunye Pohamba,…

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Juízes unidos jamais (diz o regime) serão vencidos

O Tribunal Supremo negou (como, aliás, era esperado) provimento ao pedido de ‘habeas corpus’ para libertação dos 15 activistas em prisão preventiva desde Junho, garantindo (pois!) que os prazos de detenção não foram excedidos. Por Orlando Castro O u seja, a Lei existe apenas para dar cobertura ao que interessa. Quanto ao resto… siga a banda. É, pois, o que diz o acórdão hoje divulgado pela defesa dos activistas. Recorde-se que em causa está um processo em que 17 jovens são acusados, entre um manancial de outros supostos crimes contra…

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Onde param os portugueses africanos?

Até há pouco tempo, os portugueses europeus eram uma espécie em franco crescimento. Agora, pela mão da “sociedade” mais ou menos anónima, de Cavaco, Coelho & Portas, as coisas mudaram. Mudaram, não de forma sincera e honesta, mas mudaram. Por Orlando Castro Q ualquer homenagem, em Portugal, a José Eduardo dos Santos, presidente da Angola há 36 anos sem nunca ter sido nominalmente eleito, e presidente do MPLA, partido que “governa” o país desde 1975, não terá dificuldade em juntar quase 100% do Produto Interno Bruto de Angola (para isso…

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Entre 2014 e… 2015

Pela sua mente aberta para o contraditório, acredito que Lopo do Nascimento estará disponível para participar no debate despartidarizado que se impõe em Angola e África, duas entidades que ele tão bem conhece e que, por sua vez, o conhecem. Por Marcolino Moco (*) N o meu próximo livro com o título “Angola: estado-nação ou estado etnia-política?” apresento a tese, baseada na minha experiência pessoal e política e numa longa reflexão, de que as dificuldades do estado típico africano assentam, essencialmente, na disfunção entre a sua estrutura, criada, formalmente, à…

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Sentido de Estado? – Não
Sentido de partido? – Sim

O MPLA gastou rios de dinheiro, nas comemorações do 40º aniversário da Independência nacional celebrada aos 11 de Novembro de 2015, pese a crise que assola o país, fruto das más políticas económicas adoptadas, do nepotismo, do peculato, mas principalmente, da corrupção institucional, que campeia. P or tudo isso se esperava que o discurso do Presidente da “República do MPLA”, José Eduardo dos Santos, fizesse uma retrospectiva realista e apontasse perspectivas para o futuro, próximo. Para nossa desgraça colectiva, ouviu-se um discurso vazio, sem garra, sem orientação, sem rumo e…

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