Savimbi faria hoje 84 anos

Jonas Savimbi, o líder histórico da UNITA, que morreu em combate a 22 de Fevereiro de 2002, celebraria hoje o seu 84º aniversário, facto que o partido destaca, que os militantes recordam e que o MPLA/Estado ignora por considerar Savimbi um terrorista e um angolano de segunda. [dropcap]J[/dropcap]onas Malheiro Savimbi nasceu a 3 de Agosto de 1934, no Munhango, uma vila situada ao longo do Caminho de Ferro de Benguela. Filho de Loth Malheiro Savimbi e de Helena Mbundo Sakato Savimbi. Muito cedo despertou nele o espírito patriótico-nacionalista que o…

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FLEC? “Isso” (ainda) existe?

O pastor Anny Kitembo (foto), vice-presidente da Frente de Libertação do Estado de Cabinda/Forças Armadas de Cabinda (FLEC-FAC) foi exonerado por exigência do estado-maior, por “desrespeitar a hierarquia” de comando e de utilizar “abusivamente” do cargo que ocupava, anunciou a organização. A história repete-se e o fim da resistência ao domínio de Angola está próximo. Por Orlando Castro [dropcap] “O[/dropcap] chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, mente sobre o que se passa em Cabinda”. Quem terá dito estas aleivosias? Foi em Maio de 2004. Um alto dirigente da…

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Adobe a adobe, o regresso
ao passado que é presente

No bairro “Boa Esperança”, a uma hora de Luanda, dezenas de crianças e jovens angolanos fazem-se todos os dias, literalmente, à terra, para produzir à mão, junto ao rio Dande, tijolos de adobe que, por 100 euros, permitem fazer uma casa. Por Lusa [dropcap]S[/dropcap]ob um sol escaldante, o trabalho começa pouco depois das 06:00 e durante 10 horas por dia obriga a acarretar às costas dezenas de litros de água, necessária para ajudar a preparar a terra, uma espécie de lama trabalhada à força de braços e de pés. Neste…

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De Cabinda a Estrasburgo

Os independentistas da FLEC/FAC apelaram hoje à intervenção do Parlamento Europeu para travar a “escalada de repressão” e “ocupação” angolana em Cabinda, horas antes de João Lourenço se tornar no primeiro Presidente de Angola a discursar em Estrasburgo. [dropcap]E[/dropcap]m comunicado, assinado pelo porta-voz da organização independentista, Jean-Claude Nzita, afirma que “os Direitos do Homem, o Direito Internacional, a Democracia, são sistematicamente violadas no território de Cabinda”. “O Parlamento Europeu deve intervir urgentemente e de forma firme junto do Governo de João Lourenço, para que ele ponha termo à escalada de…

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Folha 8 não está contra ninguém. Pelo contrário

O sino tocou. Mais uma vez. O endereço físico e mental é o mesmo. Sempre. Folha 8. O destinatário, na rectilínea defesa de princípios e de dar voz a quem não tem voz, não prescinde dos ideais de liberdade de imprensa e democracia, por mais que sejam os ataques abjectos e covardes. Por William Tonet [dropcap]O[/dropcap]s novos, velhos, assessores presidenciais, na senda da perseguição, accionaram arrogantemente, mais uma vez, o ancião recurso, a opacidade numérica do veículo intimidador: o celular. E, na altiva arrogância e petulância alegam “justa causa”, na…

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Esquecer ou rememorar?

Recordam-se 41 anos do “Golpe de 27 de Maio de 1977” ou “Fratricídio do 27 de Maio de 1977” entre militantes do MPLA, então MPLA-Partido dos Trabalhadores; recorda-se, rememora-se ou há quem persista em mantê-lo para que, sem coragem, de outra forma, o conservar sempre na memória do colectivo um Processo que persiste em estar na anamnese da sociedade? Por Eugénio Costa Almeida (*) [dropcap]H[/dropcap]á uns anos, no portal Notícias Lusófonas, por ocasião dos 30 anos desta data, escrevia sobre uma entrevista, a um jornal português, creio que o Público,…

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África colonial nos 100 anos da Guerra 1914-1918

Eugénio Costa Almeida acaba de publicar o livro “África Colonial no Centenário da Guerra 1914-1918”, especialmente vocacionado para a análise da participação de Angola e Moçambique neste conflito. É uma obra de leitura obrigatória, não só pelo exímio conhecimento deste autor angolano como pela necessidade pedagógica de explicar aos mais novos o papel dos africanos no contexto mundial. [dropcap] “A[/dropcap] entrada dos africanos na 1ª Guerra Mundial (ou a Guerra de 1914-1918, também dito, entre Nações colonialistas) aconteceu devido à necessidade dos europeus, em conflito, tentarem reverter a seu favor…

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A vitória não é certa,
mas a luta continua!

O Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA) considerou hoje que a liberdade de imprensa no país continua a viver “avanços e recuos”, defendendo antes uma comunicação social “ao serviço de uma sociedade verdadeiramente democrática”. Ou seja, a vitória não é certa mas a luta continua. Tem de continuar. [dropcap]O[/dropcap] posicionamento daquele sindicado vem expresso numa declaração a propósito do dia mundial da Liberdade de Imprensa, que hoje se assinala, na qual exorta os angolanos a reflectirem sobre “a importância” de um “melhor e mais eficaz espaço público” na comunicação social. “O…

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E finalmente o parto

O brilhante “criador de palavras” Mia Couto diz, em «Jesusalém», que seria mais acertado dizer «partida» e não «parto», pois é um momento em que se dá a partida de algo que nos pertenceu. Ao dar a luz, a mulher deixa de ter a criança como parte do seu corpo. Daí o parto é a partida duma parte. Por Sedrick de Carvalho [dropcap]E[/dropcap]ssa partida é dolorosa, pois separar-se de parte do corpo é um processo de vida e morte, e nem preciso falar do índice de mortalidade materno-infantil no nosso…

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Obrigado leitores amigos!

Em 2009, o responsável da agência económica Bloomberg na China, Eugene Tang, defendeu em Pequim, no âmbito da Cimeira Mundial dos Média, que, “na era da Internet, qualquer pessoa com uma câmara e um telemóvel pode ser jornalista”. [dropcap]E[/dropcap]sta é, contudo, uma visão muito estreita e restritiva, sobretudo em Angola. Nestas bandas nem é preciso ter uma câmara e um telemóvel para ser jornalista. Para isso basta ter um cartão do partido no Poder que, no nosso caso, é o mesmo desde 1975. Há excepções? Há. O Folha 8 é…

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