O presidente da Assembleia da República de Portugal, o socialista Ferro Rodrigues, saudou hoje o Presidente angolano, João Lourenço, “pessoalmente, pela sua coragem e determinação em afirmar em Angola um Estado democrático de direito”, na recepção ao chefe de Estado que visita Portugal até domingo. Por Orlando Castro [dropcap]C[/dropcap]om a excepção não unânime do Bloco de Esquerda, todos os partidos aplaudiram o discurso de João Lourenço, um Presidente que se tivesse a sorte de ter José Sócrates como primeiro-ministro de Portugal seria, com certeza, tratado da mesma forma como foi…
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Lourenço acomodado
com os poderes imperiais
Em 2010 aprovou-se a actual Constituição que densamente contempla liberdades e garantias fundamentais, o que suscitou elogios de académicos, entre os quais o do actual presidente de Portugal, o professor Marcelo Rebelo de Sousa. O presidente chegou mesmo a dizer que a Constituição era “muito ambiciosa” durante um evento em Luanda subordinado ao tema “Os grandes desafios da nova Constituição da República de Angola”. Por Sedrick Carvalho [dropcap]À[/dropcap] altura, “ti Celito”, como é carinhosamente apelidado em Angola, já tinha a reputação de prestigiado constitucionalista e professor, por isso se fez…
Leia maisUm passo histórico para portugueses e angolanos
Um forte dispositivo de segurança marcou a chegada do Presidente João Lourenço a Lisboa, onde hoje inicia a sua primeira visita de Estado a Portugal. António Costa considera que a visita do Presidente completa “um ciclo de normalização das relações” e Marcelo Rebelo de Sousa espera que Portugal e Angola estejam à altura do “desafio histórico”. [dropcap]A[/dropcap] chegada do chefe de Estado ao hotel no centro da capital portuguesa, onde ficará hospedado até domingo, ficou marcada por um forte aparato de segurança junto do estabelecimento e que envolveu duas dezenas…
Leia maisJoão Lourenço não paga.
Mas manda em Portugal!
João Lourenço visita Portugal com uma postura tão arrogante, tão seguro de si, que certamente nenhum político português terá a ousadia de lhe perguntar quando é que o Estado angolano paga os cinco mil milhões dólares que Angola deve a Portugal. Por Paulo de Morais (*) [dropcap]E[/dropcap]sta dívida foi originada com os sucessivos desfalques no Banco Espírito Santo (Angola) – BESA, resultantes de créditos concedidos, sem quaisquer garantias, a dignitários do MPLA antes de 2014. Um dos grandes beneficiados foi justamente João Lourenço, que agora parece ter-se esquecido das dívidas…
Leia maisAfinal quem é o ladrão?
O ex-Presidente angolano José Eduardo dos Santos negou hoje ter deixado a Presidência com os cofres vazios, garantindo que deixou pelo menos 15 mil milhões de dólares ao executivo que lhe sucedeu, ou seja a João Lourenço, contrariamente às declarações do seu sucessor. É caso para perguntar: Afinal quem é o ladrão? Figuras próximas de Eduardo dos Santos admitem que o ex-presidente “será preso ou até mesmo assassinado num qualquer atentado forjado”. Por Orlando Castro e Domingos Kambunji (nos EUA) [dropcap] “N[/dropcap] ão deixei os cofres do Estado vazios. Em…
Leia maisÉ uma boa oportunidade.
Para ambos? Depois se verá!
As três principais forças políticas angolanas consideram a deslocação do Presidente João Lourenço a Portugal uma oportunidade para reforçar as relações de cooperação entre os dois países, com vantagens mútuas. Não é bem a descoberta da pólvora, mas anda lá perto. [dropcap]J[/dropcap]oão Lourenço, Presidente da República, Titular do Poder Executivo e Presidente do MPLA (partido no poder desde 1975), realiza de 22 a 24 deste mês a sua primeira visita oficial a Portugal na qualidade de chefe de Estado, empossado em Setembro de 2017, que acontece após a deslocação a…
Leia maisPSD e CDS sabem que o MPLA paga bem aos bajuladores
Os partidos portugueses PSD e CDS acreditam que, depois de tantas manifestações de subserviência em relação ao MPLA (Angola é outra coisa) poderão ser “membros honorários” deste partido, esperando a respectiva outorga agora que João Lourenço vai visitar, de quinta-feira a sábado, Portugal. O PS e o PCP já estão no galarim. [dropcap]N[/dropcap]este contexto, o PSD diz que olha “com grande optimismo” para o futuro das relações entre Portugal e Angola e considera que a visita de João Lourenço traduzirá a “importância estrutural” desta cooperação, que quer pautada pelos “princípios…
Leia maisA luta continua!
O advogado Miguel Francisco, “Michel”, sobrevivente do massacre de 27 de Maio de 1977 levado a cabo pelo MPLA de Agostinho Neto e em que foram mortos muitos milhares de angolanos, disse hoje que o Estado deve admitir que a repressão foi uma “barbaridade” e não apenas “excessos”, como admitiu no fim-de-semana o ministro da Justiça. [dropcap]E[/dropcap]m declarações à agência Lusa, em Luanda, o autor do livro “Reflexão: Racismo como cerne da Tragédia do 27 de Maio” referiu que este reconhecimento, por parte do Governo angolano, deveria já ter surgido…
Leia mais13 meses, o mundo aos seus
pés e o Nobel (bem) à vista!
Na entrevista que agora deu ao jornal português Expresso, o Presidente da República de Angola, João Lourenço, afirma que conseguiu o milagre de ter feito muito nos 13 meses em que está a dirigir os destinos do país. É verdade. Em tão curto espaço de tempo já conseguiu pôr os rios a correr para o… mar. Por Óscar Cabinda [dropcap] “E[/dropcap] u exerço este cargo há exactamente 13 meses, portanto, exigir do meu Executivo muito mais do que temos vindo a fazer, não parece justo nem realista sequer”, disse João…
Leia maisTeoria da relatividade e
a entrevista ao Expresso
As coisas são relativas. A função de um órgão de comunicação social com um estatuto editorial de comprometimento com a verdade e como tal impelido de alguma forma para a oposição -não uma oposição partidária específica, mas uma oposição genérica e sem distinção de forças políticas – obrigando-o, inevitavelmente, a extremar posições, é cumprir o seu estatuto editorial apesar de ser uma obrigação desconfortável, arriscada e nociva. Por Brandão de Pinho [dropcap]N[/dropcap]aturalmente se uma força política tem quase a totalidade do protagonismo numa ainda imberbe democracia, quase plutocracia, na mesma…
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