Que (re)entre o ferro

O Governo angolano e a empresa chinesa CIF estão em negociações para o arranque do projecto de exploração de ferro e construção de uma siderurgia, na província do Cuanza Norte, com potencial de 276 toneladas anuais desse metal. [dropcap]S[/dropcap]egundo o director provincial da Indústria e Geologia e Minas do Cuanza Norte, Emanuel de Sousa, o projecto de exploração de ferro e construção da fábrica de siderurgia no polo industrial do Dondo, encontra-se em fase de conversações entre o ministério de tutela e a empresa investidora, China International Found (CIF). O…

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Diamantes de todos para benefício (só) de alguns…

As receitas fiscais angolanas com a venda de diamantes aumentaram quase quatro por cento, o equivalente a 280 milhões de kwanzas (1,5 milhões de euros), no primeiro semestre, face ao mesmo período de 2016. [dropcap]A[/dropcap] informação resulta de dados do Ministério das Finanças sobre a arrecadação de receitas diamantíferas entre Janeiro e Junho de 2017, apontando que Angola vendeu em seis meses 4.712.584 quilates, que renderam 7.566 milhões de kwanzas (39,6 milhões de euros) em receitas fiscais, como Imposto Industrial e “royalties” pagos pelas empresas mineiras. As vendas globais no…

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É claro que (também) temos muita fartura de sucata

Angola voltou a proibir a exportação de sucata do país para apoiar a indústria siderúrgica nacional, anunciou hoje Bernarda Martins, a ministra da Indústria de Angola, anunciando igualmente a realização de um estudo para o levantamento das quantidades de sucata no país. [dropcap] “N[/dropcap] ós tomamos a decisão de estabelecer quota zero para a exportação de sucata no sentido de preservarmos as nossas reservas para alimentarmos as nossas indústrias”, disse a ministra. A governante salientou que o país tem sucata de vários tipos, mas é necessário que se identifique as…

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Portugal é quem mais vende para Angola

Portugal voltou a ser o país que mais vende a Angola, em 2016, apesar de o volume de negócios ter sofrido uma redução de 12% face a 2015, sendo superior a 1,6 mil milhões de euros, suficiente para destronar a China. [dropcap]O[/dropcap]s dados constam do anuário do comércio externo de 2016, elaborado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) de Angola, apenas agora divulgado. O documento refere que Portugal atingiu uma quota de 14,89% de todas as importações angolanas, equivalente a 342.517 milhões de kwanzas (1.630 milhões de euros). Já a…

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Diversificar não consta do emérito léxico do regime

O analista da consultora BMI Research que acompanha a economia de Angola considerou, em declarações à Lusa, que o país devia apostar na abertura ao investimento externo, já que a diversificação será um processo “extremamente lento”. Novidade? Nenhuma. O governo já conhece, há décadas, esta receita mas, certo de que só ele sabe – e é verdade – o que é melhor para o seu emérito clã, continua a esquecer os 20 milhões de pobres (escravos). [dropcap] “S[/dropcap] e querem mesmo diversificar, então têm de abrir a economia aos investidores…

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Aumentos de 10% com inflação de 40% em 2016

Funcionários públicos em Luanda consideraram irrisório o aumento de 10% do salário mínimo nacional, anunciado para este mês, porque não vai fazer “diferença alguma” para as suas despesas, lamentando a “situação de sobrevivência” em que se encontram. [dropcap]O[/dropcap] salário mínimo angolano por grupos de actividade vai aumentar 10%, em média, o equivalente a 2.000 kwanzas (10 euros) mensais, passando a cifrar-se entre 16.500 e 24.754 kwanzas (88 a 148 euros), muito abaixo da inflação só de 2016. Em declarações à agência Lusa, Nelinha Rodrigues, funcionária do Estado no sector da…

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Diversificação eco(nó)mica

A analista do Standard Bank que, supostamente, segue Angola considerou hoje em declarações à Lusa que o país não está a fazer investimentos significativos nos sectores não petrolíferos, falhando assim a diversificação económica necessária para evitar choques externos. Samantha Singh julga que descobriu a pólvora. [dropcap] “A[/dropcap] economia não se diversificou suficientemente; as autoridades fizeram alguns esforços em 2009 e 2010, mas depois os preços do petróleo subiram novamente e os esforços não continuaram”, considerou Samantha Singh em entrevista à Lusa a partir de Joanesburgo. Para a analista que segue…

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É o desvario total

A experiência de vida, de trabalho suado, honrado e honesto, levaria qualquer comerciante avisado (por ser diferente do empresário do regime, que tem dinheiro sem suor), a traçar linhas programáticas para contornar o actual estado económico, que endivida o país, cada vez mais, em obras dispensáveis de betão, como pontes aéreas e trevos, quando as populações das redondezas, carecem de água, luz, cadeiras, cadernos escolares, aspirinas, seringas e luvas nos hospitais públicos. É o desvario total. Por William Tonet [dropcap]O[/dropcap] comerciante avisado, o empreendedor comprometido, abandonaria a política dos paliativos,…

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FIL(DA)? Sucesso, lixo & Cª

Pavilhões vandalizados, portas e janelas partidas, lixo espalhado e viaturas avariadas ilustram o actual abandono da Feira Internacional de Luanda, que ainda em 2014, em plena pujança da economia angolana, juntava 1.000 empresas de 39 países. [dropcap]A[/dropcap] crise angolana, resultado visível da incompetência do regime em diversificar a economia, esmoreceu o interesse dos empresários em 2015 e a feira multissectorial que se realiza naquele recinto – a maior de Angola – foi mesmo cancelada por duas vezes no ano seguinte, com a promessa de a 33ª edição da Feira Internacional…

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Os estudantes angolanos sofrem no país e fora dele

Enquanto muitos estudantes angolanos que foram estudar para Portugal, por conta dos familiares em Angola, abandonaram os estudos para trabalhar, devido às “dificuldades no envio de dinheiro”. Por cá, o MPLA descobriu que Angola precisa de mais qualidade nas instituições universitárias. É obra! [dropcap] “N[/dropcap]ão temos um número exacto, mas sabemos que são muitos”, diz Luís Victorino, presidente da Associação de Estudantes Angolanos (AEA), que justifica a interrupção dos estudos com “a demora das transferências de dinheiro efectuadas de Angola”. Segundo Luís Victorino, a AEA “tem negociado com as universidades…

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