A primeira vez que eu ouvi falar de Cabinda foi em numa aula de geografia no ensino médio no Brasil. A aula era sobre geopolítica no território africano e como é de praxe nós estudávamos sobre como a África era riquíssima em recursos naturais e com boa qualidade do solo para agricultura e, ao mesmo tempo, tinha a maioria da sua população vivendo em situação de extrema pobreza. Por Marcelo de Medeiros (*) [dropcap]C[/dropcap]abinda aparecia em uma espécie de rodapé do livro e ressaltava como a região era rica em…
Leia maisEtiqueta: Cabinda
“Na hora da largada”, carta aberta de Raul Tati ao Presidente da República
O Folha 8 publica, em exclusivo, uma Carta Aberta de Raul Tati ao Presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos. Trata-se de um relevante documento político e histórico cuja actualidade e assertividade é por demais evidente. “Excelência, Aproveito o ensejo para lhe estender uma saudação cordial, desejando-lhe boa saúde em comunhão com a Vossa mui excelsa família. Gostava imenso de que as linhas que aqui vou tecer possam traduzir com fidelidade aquilo que me vai nesta alma amarfanhada tal como o faria caso me coubesse em sorte a…
Leia maisFLEC pergunta: O que aconteceu ao major Miguel Zamba das FAA?
A direcção político-militar da FLEC/FAC, em comunicado enviado à Redacção do Folha 8, “lamenta que o Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA), Geraldo Sachipengo Nunda, ignore friamente os soldados angolanos mortos em combate em Cabinda, vexando a sua memória e o luto das suas famílias”. [dropcap]D[/dropcap]iz a FLEC/FAC que “o Chefe de Estado-Maior General das FAA demonstra que não conhece a real situação militar em Cabinda, ou pretende colaborar com as declarações do MPLA que insiste obsessivamente em asseverar que não há guerra em Cabinda”. “Para demonstrar…
Leia maisRegime obrigado a falar da FLEC
O Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas de Angola, general Geraldo Sachipengo Nunda, considerou “completamente falso” o comunicado da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC), que anunciou a morte de 47 soldados do Exército angolano. Por Orlando Castro [dropcap]O[/dropcap]general Geraldo Sachipengo Nunda disse que a situação em Cabinda é estável e “quem quiser comprovar” pode deslocar-se à “província”, onde “a população realiza as suas actividades com normalidade”. Também pode constatar, se não for uma visita enquadrada pelo regime de sua majestade o rei de Angola, José Eduardo…
Leia maisGuerra em Cabinda sobe de intensidade
A FLEC/FAC, afirma, em comunicado enviado à Redacção do Folha 8, “que o 14° aniversário da paz que a Angola festeja sumptuosamente não se refere ao território de Cabinda”. [dropcap] “O[/dropcap] governo angolano quer fazer acreditar que há paz efectiva em Cabinda, mas realmente a paz não existe em Cabinda, e o presidente angolano José Eduardo dos Santos, impõe injustamente a guerra em Cabinda”, diz a FLEC no comunicado assinado pelo seu porta-voz, Jean-Claude Nzita. A situação em Cabinda, segundo a FLEC, “permanece muito preocupante e muito tensa desde o…
Leia maisFLEC acusa as FAA de detenções arbitrárias e tortura
“Após as perdas humanas sofridas pelas Forças Armadas Angolanas (FAA) nas últimas semanas, as tropas angolanas estão a exercer violentas represálias contra a população civil de Cabinda em Buco-Zau, Miconje, Inhuca, Dinge e Necuto, onde multiplicam as detenções arbitrárias e torturas numa violação flagrante das Convenções de Genebra”, afirma a FLEC/FAC em comunicado. [dropcap]E[/dropcap]m comunicado enviado à Redacção do Folha 8, assinado pelo seu porta-voz, Jean Claude Nzita, a FLEC/FAV diz que “até 22 de Março de 2016 as acções de represálias das FAA provocaram 8 mortos e 21 feridos…
Leia maisÀ espera de (um outro) Marcelo
Dizem-nos que os cabindas têm alguma (embora pouca) esperança no que o novo presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, poderá fazer em relação às reivindicações do Povo de Cabinda. O melhor seria não ter a mínima esperança, mas… Por Orlando Castro [dropcap]V[/dropcap]amos por partes. Só por manifesta falta de seriedade intelectual e cobardia, típica dos sucessivos governos portugueses e respectivos presidentes da República, é que Portugal pode dizer (mesmo que pense o contrário) que Cabinda é parte integrante de Angola. Cabinda – repita-se – foi comprada pelo…
Leia maisFLEC revela combates em Cabinda
O comandante “Sem Medo”, Chefe Operacional da FLEC/FAC em Cabinda, assina um “Comunicado de Guerra” da organização, datado de hoje e enviado à nossa redacção, e que se divulga íntegra: [dropcap]“I[/dropcap] ntensos combates entre as Forças Armadas Cabindesas (FAC) e as forças armadas angolanas (FAA) 29-02-2016 – 4 soldados angolanos foram mortos quando uma patrulha das Forças Armadas Angolanas (FAA) chocou com um grupo de combatentes das Forças Armadas Cabindesas na área de Micuma, nas matas na região de Buco-Zau. No mesmo ataque os combatentes das FAC recuperaram treze armas…
Leia maisCabindas resistem
O braço armado da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC) anunciou hoje ter travado nas últimas semanas três confrontos militares com as Forças Armadas (FAA) Angolanas e desaconselha a permanência de estrangeiros naquele enclave. [dropcap]E[/dropcap]m comunicado enviado ao Folha 8, as Forças Armadas Cabindesas (FLEC/FAC) afirmam que “devido a intensos combates” com as FAA, nos dias 29 de Fevereiro, 13 e 16 de Março, aconselham “vivamente todos expatriados ocidentais que vivem em Cabinda a retirarem provisoriamente do território” e “desaconselha seriamente” as visitas de “todos os turistas e…
Leia maisDetido há um ano
“Faz hoje, dia 14 de Março, um ano, em que o Activista de Direitos Humanos, e economista, José Marcos Mavungo, e o advogado e Activista de Direitos Humanos, Arão Tempo, foram detidos, em Cabinda. [dropcap]M[/dropcap]avungo depois de ter mostrado a intenção de se manifestar, pacificamente, o que não chegou a acontecer, pois além da manifestação ter sido proibida, foi detido de manhã, à saída da sua missa de sábado. Foi meses depois condenado, a 6 anos de cadeia, sem que conseguissem provar, nenhum dos actos, que lhe atribuíram. Até hoje…
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