“Faz hoje, dia 14 de Março, um ano, em que o Activista de Direitos Humanos, e economista, José Marcos Mavungo, e o advogado e Activista de Direitos Humanos, Arão Tempo, foram detidos, em Cabinda.

Mavungo depois de ter mostrado a intenção de se manifestar, pacificamente, o que não chegou a acontecer, pois além da manifestação ter sido proibida, foi detido de manhã, à saída da sua missa de sábado.

Foi meses depois condenado, a 6 anos de cadeia, sem que conseguissem provar, nenhum dos actos, que lhe atribuíram. Até hoje não teve resposta, e aguarda, a resposta do Supremo Tribunal, à contestação, que foi feita, pelos seus advogados.

Hipertenso e doente cardíaco de alto risco, não se tem podido tratar, pois necessitava de internamento. A sua família, composta de esposa e 7 filhos, está com sérias necessidades de subsistência, sendo os amigos que lhes vão valendo, dentro do possível, bem como aos medicamentos diários, que necessita Marcos Mavungo.

Arão Tempo, foi detido na manhã do mesmo dia, na fronteira da República do Congo, onde ia a uma consulta médica, e com um empresário seu cliente, Manuel Biongo, que também acabou detido. Durante dias, Arão não sabia sequer do que estava a ser acusado.

Foi posto em liberdade condicional, em Maio, mas acusado de 2 crimes. Nunca foi chamado para julgamento, e está impedido de se ausentar de Cabinda. é hipertenso e teve um AVC em Outubro, e até hoje, está sem exames médicos, e sem tratamento.

Tanto ele, como sua família, que é numerosa, devido às perseguições diárias que lhe são feitas, com polícia armada dentro do seu quintal, dentro de carros, de vidros fumados, em frente de sua casa, e do seu escritório, estão lutando com sérias dificuldades financeiras, estando em risco, até, a manutenção do seu escritório de advogado, que é o ganha pão, de toda a família.

Pedimos as vossas diligências, para que este ano tão sofrido, não passe em branco, seja lembrado, e para que se pressione o governo angolano, a acelerar a justiça, e a soltar incondicionalmente, e a ilibar, os dois, visto que não cometeram crime algum.

A Direcção da Associação Tratado de Simulambuco – Casa de Cabinda-

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