Há muitos dias que andamos à procura do Celso Malavoloneke, o Secretário de Estado da Propaganda e Educação Patriótica do MPLA, nos jornais, televisões e rádios oficiais, mas ele parece estar desaparecido, em paradeiro incerto. Talvez esteja em reabilitação da voz por ter ficado afónico depois de ter gritado muito: “Os ianques pretendem ficar escarrapachados no cocuruto das nossas riquezas”. Por Domingos Kambunji Até ouvimos dizer que o Celso estava a equipar-se com um arsenal de fisgas e de pedras para correr os ianques à pedrada e fisgada, com o…
Leia maisCategoria: Opinião
Da América ao Reino Unido (re)lembrando o 27 de Maio
O título pode beirar a inversão da história, a provocação ou “fake news”, mas não, ele inspira um facto real, em proporção, reconheça-se, menor, que a iniciada pela monarquia inglesa no longínquo ano de 1620, quando decidiu baptizar uma terra do continente americano como New England. Seria o início de uma colonização que durou até o ano de 1774, quando começou a guerra pela independência americana. Por William Tonet Hoje, num novo contexto, século XXI, no lugar das baionetas, o amor, escancara não só corações, como também, países. Ao escrever…
Leia maisÀ velocidade de apenas
setenta mil euros à hora
Andam por aí uns “figurões” a revelar os Segredos do Estado de megalomania pateta e de narcisismo sanzaleiro que os governantes da Angola do MPLA transpiram por todos os poros. Por Domingos Kambunji Imaginem vocês, esses “figurões”, que não parasitam no jornal da Angola do MPLA, tiveram o descaramento de desmascarar o Segredo do Estado que permitiu ao João Lourenço mostrar muita banga por ter alugado um avião de luxo, de uma companhia chinesa, pela módica quantia de 70 mil euros à hora, para ir visitar a França e a…
Leia maisPresidente, que vergonha!
O portal de informação espanhol La Nueva España noticiou (sem a autorização obrigatória do Governo do MPLA) que o Presidente de Angola, João Lourenço, aterrou em Oviedo, no norte de Espanha, para realizar uma “visita privada” (tratamento médico), acompanhado por um “séquito gigante”. Angola, fiquem a saber os jornalistas espanhóis, é um reino muito riquíssimo, com elevada qualidade de vida e que, por exemplo, só tem 20… milhões de… pobres. Por Óscar Cabinda “U m avião de 320 milhões e um séquito gigante: o Presidente de Angola aterra nas Astúrias”…
Leia maisEsquecer ou rememorar?
Recordam-se 41 anos do “Golpe de 27 de Maio de 1977” ou “Fratricídio do 27 de Maio de 1977” entre militantes do MPLA, então MPLA-Partido dos Trabalhadores; recorda-se, rememora-se ou há quem persista em mantê-lo para que, sem coragem, de outra forma, o conservar sempre na memória do colectivo um Processo que persiste em estar na anamnese da sociedade? Por Eugénio Costa Almeida (*) Há uns anos, no portal Notícias Lusófonas, por ocasião dos 30 anos desta data, escrevia sobre uma entrevista, a um jornal português, creio que o Público,…
Leia maisOs Lexusados
A democracia consiste em escutar e respeitar as opiniões diferentes, muitas vezes discordando. A democracia não é a arte de vulgarizar o disparate e considerar racionais os anquilosamentos mentais. Os “digerentes” da Coreia do Norte e da Rússia também dizem existir democracia nesses países. Todavia, as opiniões contrárias são “homenageadas” com espancamentos, raptos, envenenamentos e fuzilamentos, como acontece em Angola. Por Domingos Kambunji Esta nossa vinda a terreiro tem a ver com o facto de o Club-K continuar a publicar os textos do Hungulo. Quem estiver pouco familiarizado com o…
Leia maisDireito à vida, à memória e também a toda a verdade!
Quando ocorreu a tentativa de golpe de Estado de Nito Alves, a 27 de Maio de 1977, acabava de chegar à região militar 65, na província do Cunene. Esta província tinha a Norte, a província da Huila. A sul, a fronteira com a República da Namíbia, sob ocupação da África do Sul, com mandato das Nações Unidas. A Este, a do Cuando Cubango e a Oeste a do Namibe. Por Alcides Sakala (*) Dada a sua localização, a província do Cunene era estratégica, atravessada pelo rio Cunene e por vias…
Leia mais27 de Maio (1977). Estava na cadeia e nas mãos da DISA!
Não vivi directamente os acontecimentos de 27 de Maio (de 1977) nem a tragédia que a seguir se abateu sobre Angola. Por várias razões: primeiro, porque eu não estava inserido na sociedade e na ordem jurídica angolana; segundo, porque aquela fatídica data me surpreendeu na cadeia, à inteira disposição e à total mercê da DISA (Direcção de Informação e Segurança de Angola), que para muitos (de nós), foi pior que a PIDE/DGS; terceiro, porque pouco depois, pondo termo a uma breve estadia em território (des)governado pelo MPLA (de Junho de…
Leia mais“Solução pacífica”? Sim. Tal como no 27 de Maio de 1977
O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (armadas não sabemos em quê?) de Angola diz que o executivo angolano mantém total abertura e disponibilidade para apoiar os esforços e iniciativas que visam a solução pacífica dos conflitos ainda existentes no continente africano. Pois… Solução pacífica de conflitos?! Por Domingos Kambunji Os angolanos que não pertencem à oligarquia cleptocrática continuam a ter necessidade de saber lidar com o recalcamento psicológico de conflitos, passados e presentes, para poderem sobreviver. A oligarquia cleptocrática continua a exigir paz, muita paz, demasiado conformismo aos…
Leia maisRepatriamento de capitais
– Lei é oração à impunidade
O MPLA valeu-se da sua qualificada maioria para, em golpe de força, fazer passar a Lei sobre o Repatriamento de Recursos Financeiros Domiciliados no Exterior do País, deitando por terra o projecto de Lei do Regime Extraordinário de Regularização Patrimonial (RERP) avançado pela UNITA. Desde logo tornou-se claro que a introdução do projecto do RERP gerou intenso prurido para o MPLA que imediatamente manobrou para anular os efeitos de uma eventual aprovação deste projecto. Por Maurílio Luiele (*) A aprovação da proposta e do projecto em sede da generalidade ocorrida…
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