Andam por aí uns “figurões” a revelar os Segredos do Estado de megalomania pateta e de narcisismo sanzaleiro que os governantes da Angola do MPLA transpiram por todos os poros.

Por Domingos Kambunji

Imaginem vocês, esses “figurões”, que não parasitam no jornal da Angola do MPLA, tiveram o descaramento de desmascarar o Segredo do Estado que permitiu ao João Lourenço mostrar muita banga por ter alugado um avião de luxo, de uma companhia chinesa, pela módica quantia de 70 mil euros à hora, para ir visitar a França e a Bélgica.

Esses “figurões” deveriam ser todos julgados e condenados pelo juiz Januário Domingos, por pertencerem a uma Organização de Malfeitores e planearem uma tentativa de golpe de Estado para derrubar o governo do MPLA, eleito demagogicamente. É triste. Esses “figurões” não têm medo das autoridades das ordens superiores, dos escolhidos por Deus, dos Arquitectos do Pus.

Já perdemos a conta ao número de acordos de cooperação assinados para Angola “avançar para a frente, melhorar para melhor, diversificar para a diversificação”… Enquanto se multiplicam esses acordos de “compração”, perdão, queríamos dizer acordos de cooperação, Angola vai vegetando entre os países mais atrasados do mundo, 141 a nível mundial em “atrasadismo”. Mas temos “digerentes” políticos que demonstram muita banga trajando com vestuário de Paris ou de Milão, enviando as mulheres e as filhas para parirem nas clínicas mais caras dos países mais desenvolvidos do mundo e alugando aviões, de luxo, por 70 mil euros à hora.

É triste mas é ao mesmo tempo cómico observar os “figurões canibais” dos órgãos de informação oficiais. O servilismo obriga a recorrer a chavões, demasiados gastos, para tentarem justificar posições, num processo de agressão deslocada.

A propaganda começou contra o capitalismo e o imperialismo, mudou para acusações contra a UNITA e Savimbi, ajustou-se para acusar a crise internacional e, finalmente, nos últimos meses, mutou para culpar o reinado de José Eduardo dos Santos. O “canibalismo” consiste agora em culpar os, imediatamente anteriores, organizadores da “procissão da bajulação”.

A verdade é que, apesar de tantas mutações, a continuidade no lodaçal continua a ser a grande prioridade governamental, mas desta vez com o aluguer de aviões de luxo pelo preço de 70 mil euros à hora…

Alguém veio a público acusar-nos de estarmos a querer defender posições do passado. Esse alguém, Zé ou João Ninguém, está completamente enganado. Fazemos parte daquele grupo de pessoas que aprendeu a ler e compreendeu o estudo efectuado que demonstrava que num período de tempo inferior ao esbanjado com a paz (podre) em Angola, os governos da Alemanha e do Japão, após a destruição provocada pela guerra, foram capazes de reconstruir esses países e colocarem-nos entre os mais desenvolvidos em todo o mundo.

Angola, após as guerras iniciadas pelo MPLA, já conseguiu ser capaz de pagar o aluguer de um avião de luxo, ao preço de 70 mil euros à hora, para o presidente se deslocar à Europa representando o papel de Monarca, de Salvador da Pátria.

Os “figurões canibais” dos órgãos de informação oficiais acusam os angolanos defensores dos direitos humanos de pretenderem “sangue”, de serem anti-democratas, por desejarem que se faça justiça em Angola investigando os principais Senhores da Guerra Cleptocrática. Será que temem perder a posição de criados contratados e assimilados?

Vivemos numa região do globo em que as pessoas diziam: se não gostares do estado do tempo, volta daqui a 5 minutos porque muda rapidamente.

Quem será o próximo “figurão” que os “figurões canibais” do jornal da Angola do MPLA irão defender, quando culparem o João Lourenço, o José Eduardo dos Santo, a crise económica internacional, a UNITA, o Savimbi, o imperialismo e o capitalismo internacional, desviando as atenções da exagerada incompetência e mania das grandezas?

Será que os aviões da TAAG estão todos avariados?

Não é necessário ser especialista em futurologia ou cartomancia para prever os próximos episódios deste espectáculo de arte dramática.

70 mil euros à hora, multiplicados pelo número de horas que o João Lourenço andou a bangar pela Europa, seria suficiente para construir quantas escolas e pagar a quantos professores para diminuir o número de crianças angolanas que ficam fora do sistema escolar, no analfabetismo?

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