MPLA ANUNCIA TURISMO PRÉ-PARAÍSO

O Presidente do MPLA que, por inerência é também Presidente de Angola e Titular do Poder Executivo, disse hoje – descobrindo a pólvora – que Angola reúne condições ímpares para se afirmar como um dos destinos turísticos mais promissores de África, e anunciou forte investimento em infra-estruturas para potenciar o crescimento do sector e pediu investimento externo. Ou seja, o general João Lourenço continua a sua peregrinação para mostrar que o MPLA fez mais em 50 anos do que os portugueses em 500.

O general João Lourenço, que falava na abertura do Angola Investiment Summit 2026, que se iniciou hoje em Luanda, afirmou que, para Angola, o turismo é uma “ambição consolidada” ao longo dos anos de reformas estruturais, abertura ao investimento e aposta consistente na diversificação da economia.

“Decidimos de forma determinada reduzir a nossa dependência do sector petrolífero e construir uma economia assente em sectores com elevado efeito multiplicador, que criam emprego, riqueza, valor acrescentado, que valorizam as comunidades locais”, disse.

Segundo João Lourenço, Angola “apresenta-se hoje ao mundo como um país de estabilidade, de visão e de grandes oportunidades de investimentos”, engalanado pelo facto de o país só ter, hoje, 20 milhões de pobres.

Durante a intervenção do arranque do fórum, que decorre até sexta-feira em parceria com a Global Tourism Forum Institute (GTFI), o chefe de Estado angolano destacou as potencialidades turísticas do país, que conta com uma costa atlântica de mais de 1.600 quilómetros (quantos quilómetros teria no tempo dos portugueses?) e parques e reservas naturais de elevado valor ecológico.

A biodiversidade, rios, lagos, o património histórico-cultural e a gastronomia do país, características atribuíveis exclusivamente ao MPLA, foram igualmente enaltecidas pelo general João Lourenço, para quem Angola reúne condições ímpares para se afirmar com um dos destinos turísticos mais promissores de África.

“Por esta razão, a República de Angola está a apostar fortemente em investir na criação das infra-estruturas necessárias para potenciar o crescimento do sector em importantes zonas do país”, assegurou.

O Presidente do MPLA enumerou a entrada em funcionamento do novo Aeroporto Internacional António Agostinho Neto, o desenvolvimento do Corredor do Lobito, o futuro Palácio das Convenções de Luanda — a ser inaugurado em breve — a expansão das infra-estruturas energéticas, telecomunicações, rodoviárias, ferroviárias e outras como factores de desenvolvimento, entre os quais estarão certamente a multiplicação dos grandes espaços de distribuição alimentar gratuita ao Povo, conhecidas pelos angolanos como…  lixeiras!

Essas infra-estruturas, argumentou, completam o quadro de um país que está a construir, ao fim de 50 anos, “de forma séria e responsável, as fundações do seu futuro económico”.

O chefe de Estado, que falava perante uma plateia de mais de mil participantes, entre governantes, investidores, políticos, operadores turísticos nacionais e estrangeiros, acrescentou que o país está a implementar um amplo programa de reformas.

Destacou a simplificação de procedimentos administrativos e burocráticos, o reforço da segurança jurídica e outros como passos decisivos para a criação de condições favoráveis à participação do setor privado e à “valorização do enorme potencial turístico do país”.

“Queremos que o crescimento do turismo contribua para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos, fortalecer as economias locais e promover o desenvolvimento equilibrado (…). O Estado angolano continuará a empenhar-se para transformar esta ambição em realidade”, declarou.

O general João Lourenço garantiu, por outro lado, que Angola continuará a trabalhar activamente com os Estados-membros da região, com a União Africana e com os seus parceiros internacionais para promover uma agenda de mobilidade, de conectividade e de desenvolvimento turístico regional.

Assegurou ainda que Angola está aberta ao investimento estrangeiro, à inovação, à transferência de conhecimento e às parcerias que gerem benefícios mútuos.

Por fim, convidou os investidores participantes no fórum a investirem nos projectos turísticos do país, nas infra-estruturas, na hoteleira, nos transportes, na economia digital virada para o turismo e na formação profissional, porque, disse, encontram em Angola “bom ambiente de negócios, segurança jurídica e parceiros comprometidos”.

O Angola Investiment Summit 2026, organizado pelo Ministério do Turismo de Angola em parceria com a GTFI, decorre na capital angolana até sexta-feira.

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