Os ex-Presidentes de Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, na qualidade (oferecida pelo regime) de observadores internacionais, consideraram hoje “pacíficas, livres, justas e transparentes” as eleições gerais em Angola, realizadas quarta-feira. Que essa seria a conclusão já o Folha 8 anunciara antes das eleições. Numa declaração conjunta aprovada pelo MPLA, Joaquim Chissano, Pedro Pires, Manuel Pinto da Costa e José Ramos Horta, exortaram os angolanos a aguardarem “com calma e serenidade pelos resultados finais das eleições”. Só lhes faltou mesmo dizer: “A luta continua e a vitória…
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Democracia? Sim, é claro.
– Desde que o MPLA vença
A CNE (sucursal do MPLA) e os observadores contratados pelo regime garantem que as eleições de ontem em Angola foram justas, transparentes e dignas. São sempre assim desde que, é claro, o MPLA esmague a concorrência. Embora não existam resultados oficiais, é isso que vai acontecer. A oposição, sobretudo UNITA e CASA-CE, lá terão de continuar (que chatice, não é?) a ser escravos de barriga cheia. Ao Povo resta ser escravo mas de barriga vazia. Conforme o Folha 8 relatou, circularam ontem informações credíveis de tiroteios, detenções e esfaqueamento junto…
Leia maisContar votos tem mais (des)encanto às escuras
A Direcção da CASA-CE, concorrente às eleições gerais do país, queixou-se hoje de casos de delegados de lista retirados das mesas de voto durante o escrutínio, mas a Comissão Nacional Eleitoral (CNE) desconhece a situação. Aliás, enquanto sucursal do MPLA, desconhece tudo, não ouviu nada, nada sabe. E o que sabe é soprado pelas “ordens superiores” do regime. A posição foi assumida em declarações aos jornalistas cerca das 21:00, três horas após o encerramento das urnas nas eleições gerais angolanas, na sede da segunda força da oposição angolana, pelo secretário…
Leia mais“Pequenas falhas” animam anedotário da CNE (MPLA)
A Comissão Nacional Eleitoral (CNE) admitiu hoje “pequenas falhas” no processo de votação das eleições gerais angolanas, entre elas a rejeição pelos presidentes das assembleias de voto da presença de delegados de lista dos partidos políticos para fiscalização. Pequenas? Claro. Se a sucursal do MPLA o diz… Há por todo o país, sobretudo em locais menos mediáticos, assembleias de voto onde não é preciso pôr o dedo no tinteiro nem apresentar a identificação. Um nosso leitor (devidamente identificado mas sobre o qual mantemos o anonimato) explicou ao Folha 8 que…
Leia maisTPA, zimbos & Cª fazem apologia de nova guerra
A comunicação social pública, a ligada ao poder e ao poder da corrupção, fez e continua a fazer com uma cobertura abjecta. Vergonhosa! Danosa e dolosa à democracia. No dia das eleições, pelo menos hoje, esperava-se uma abordagem diferente da mídia estatal e afins, mas nada. As emissões estão a ser preenchidas como moderadores todos, absolutamente todos, do MPLA e a puxar a brasa para esta força política. Mais uma vergonha. Mais uma parcialidade. Mais um chamado à guerra. A mídia estatal quando deveria fazer a apologia da paz, da…
Leia mais(E)feitos macabros da (sacros)santa guerra
REFLEXÃO (II). Quererão os angolanos mais do mesmo? Angola é um dos países mais corruptos do mundo? É. É um dos países com piores práticas “democráticas”? É. É um país com enormes assimetrias sociais? É. É um país com o maior índice de mortalidade infantil do mundo? É. É um país eternamente condenado a tudo isto? NÃO! Amanhã ficaremos a saber se a escolha é pelo futuro ou pelo passado. Por Orlando Castro Ao que parece, os ortodoxos do regime angolano, agora capitaneados por João Lourenço, não conseguem deixar às…
Leia maisEm Angola há eleições,
mas não há democracia
Angola é um dos regimes mais corruptos do mundo. Disso dão nota os indicadores internacionais, como o Índice de Percepção da Corrupção da Transparency International, em que o país surge num vergonhoso 164º lugar, em 176 avaliados – o 13º pior do mundo! Por Paulo de Morais Prova de corrupção em Angola é também a obscena fortuna da família Dos Santos, com a sua filha Isabel à cabeça, uma das mulheres mais ricas do mundo, que ostenta diariamente no Instagram, a riqueza que partilha com o congolês Sindika Dokolo. A…
Leia maisMPLA (pois claro!) reedita
tese do regresso à guerra
O cabeça-de-lista da UNITA às eleições gerais angolanas de quarta-feira, Isaías Samakuva, acusou hoje o MPLA de usar militares para intimidar os eleitores das aldeias, ao “espalharem a mentira” de que se votarem na UNITA regressará a guerra. É uma antiga estratégia que, como deu bons frutos para o regime, volta a ser reeditada. “P or toda Angola estão a dizer-vos que se votarem na UNITA vai haver guerra. Há grupos, ora de militares ora de civis, a andar pelas aldeias a intimidar o povo. Quem quer fazer mais guerra…
Leia maisMoco ajoelhou e rendeu-se
– Dói muito mas é verdade!
O ex-primeiro-ministro angolano, Marcolino Moco, que vestiu com grande maestria a falsa farda de crítico da liderança de José Eduardo dos Santos, admite que tem mantido conversas com vista a uma aproximação ao cabeça-de-lista do MPLA, João Lourenço, às eleições de quarta-feira, mas sem passar cheques em branco. Alguém acredita? Por Orlando Castro (*) A posição foi assumida hoje, em entrevista exclusiva à agência Lusa, por Marcolino Moco, militante do MPLA, partido no poder em Angola desde 1975 e pelo qual assumiu o cargo de primeiro-ministro entre 1992 e 1996,…
Leia maisSó o MPLA define o que poderá ser observado
Avisto Tchongolola Bota vai ser observador (isto é como quem diz) nas eleições gerais angolanas de quarta-feira, mas diz que a Comissão Nacional Eleitoral angolana (que, mais uma vez, mostra ser apenas uma sucursal do MPLA) colocou tanta burocracia e demorou tanto tempo a enviar-lhe a credenciação que apenas conseguirá fazê-lo no dia da votação. Natural de Benguela, Avisto Bota é activista e fundador do Movimento Revolucionário de Benguela (conhecidos como Revús). Há muito tempo que decidiu – integrado na organização não-governamental OMUNGA – que seria um dos observadores nacionais…
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