Estado caloteiro!

O Estado angolano deve cerca de 36.000 milhões de kwanzas (100,2 milhões de euros) à Empresa Pública de Águas de Luanda (EPAL), mais de metade da dívida total, anunciou hoje a direcção da empresa. Nada mal. Assim vai o reino. [dropcap]S[/dropcap]egundo o director comercial da EPAL, Ângelo Filipe, a dívida acumulada da empresa ascende a 60.000 milhões de euros (perto de 167 milhões de euros) e, deste valor, 36.000 milhões de kwanzas “são dos organismos do Estado” “Portanto, há aqui um problema muito grave que ainda temos que atravessar, porque…

Leia mais

A Luísa Damião é nojenta

A Luísa Damião, vice-presidente do MPLA, é nojenta. É necessário revelar um enorme desrespeito pelos mais elementares valores éticos para se ser oportunista ao ponto de permitir ser fotografada com uma criança órfã, porque a mãe, Juliana Jacinto Félix, pobre, foi fuzilada pela polícia ao serviço do MPLA. Este é o partido que iniciou a guerra civil em Angola e revela com uma elevada densidade populacional de ladrões e de autores de crimes contra a humanidade. Por José Filipe Rodrigues (*) [dropcap]O[/dropcap] luto merece respeito e, muitas vezes, alguma confidencialidade.…

Leia mais

“Operação Resgate” assassina zungueira

A brutalidade e boçalidade de agentes dos Serviços de Fiscalização e da Polícia Nacional, maioritariamente mal formados (como o Folha 8 denunciou sistematicamente) quanto à adopção de métodos republicanos de actuação junto dos cidadãos. Por William Tonet [dropcap]S[/dropcap]e ao longo dos anos a Polícia já vinha agindo com brutalidade excessiva, com a implantação da, por muitos considerada, famigerada, “Operação Resgate”, decretada pelo Titular do Poder Executivo, aumentou exponencialmente a brutalidade no excesso das acções que têm sido levadas a cabo, culminou, no dia 12 de Março, com um dos mais…

Leia mais

UNITA condena acção da Polícia Nacional (do MPLA)

A UNITA, a segunda maior força política que o MPLA (ainda) permite que exista em Angola, condenou hoje a morte de uma zungueira (vendedora de rua), abatida por um agente da Polícia, um caso que provocou terça-feira tumultos no bairro Rocha Pinto, em Luanda. [dropcap]E[/dropcap]m comunicado, o secretariado executivo do Comité Permanente da Comissão Política da UNITA manifestou “preocupação e repulsa” relativamente à morte de cidadãos abordados por elementos da Polícia Nacional “no decurso da luta que diariamente levam a cabo pela sua sobrevivência e das suas famílias”. Em causa…

Leia mais

Roubar, violar, matar…

O cidadão quando ouve falar de fiscal, em Luanda, associa (por longa e dolorosa experiência) sem pestanejar a actividade deste agente público, à de um reles bandido ou delinquente comum, com a diferença do primeiro portar um colete, com insígnias Fiscalização, cartão de identificação e andar numa carrinha oficial. Era assim em 2017, é assim em 2019. [dropcap]T[/dropcap]irando estes elementos de identificação do Estado, a prática quotidiana é de autênticos bandoleiros que actuam num não-Estado, como se fizessem parte de uma ampla organização mafiosa de malandros da ladroagem pública e…

Leia mais

Zungueiras são gente?

A ordem e tranquilidade públicas (impostas pela razão da força) voltaram a reinar no bairro luandense de Rocha Pinto, após os tumultos registados terça-feira, como o Folha 8 noticiou, e que levaram à morte de uma zungueira, supostamente (as testemunhas garantem que é mesmo e não supostamente) abatida a tiro pela Polícia angolana. Mais uma vez a força da razão foi derrotada. Até quando? [dropcap]S[/dropcap]egundo o intendente Mateus de Lemos Rodrigues, porta-voz do comando provincial de Luanda da Polícia Nacional, a calma regressou às primeiras horas de hoje à avenida…

Leia mais

Ora então, mais mil milhões

O presidente do Fórum Mundial do Turismo, Bulut Bagci, almoçou hoje, à beira mar, em Luanda, trufas pretas, caranguejos gigantes, cordeiro assado com cogumelos, bolbos de lírio de Inverno, supremos de galinha com espuma de raiz de beterraba e queijos acompanhados de mel e amêndoas caramelizadas, e bebendo de Château-Grillet 2005. Com ele estavam os nossos anfitriões, vestindo Hugo Boss, Ermenegildo Zegna e usando relógios de ouro Patek Phillipe e Rolex… [dropcap] “Q[/dropcap] ue grande, enorme, maravilhoso é este país”, terá pensado (e bem) Bulut Bagci. Vai daí não esteve…

Leia mais

Há sempre um “estadista”
para animar o Carnaval

O Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, quebrou o protocolo logo no início da visita de Estado a Angola ao deslocar-se inesperadamente para junto de alguns angolanos que, silenciosamente, integram a multidão de 20 milhões de pobres que o país tem. Falso. Foi, isso sim, imediatamente para a bancada ‘vip’ do carnaval angolano, logo após sair do Aeroporto 4 de Fevereiro, em Luanda. [dropcap]A[/dropcap]companhado do ministro das Relações Exteriores de Angola, Manuel Augusto (o tal das “desculpas” sobre os incidentes no Bairro da Jamaica), o chefe de Estado português foi…

Leia mais

Ordens superiores a quanto obrigam…

O Presidente angolano, João Lourenço, deu uma entrevista à RTP. O enviado da televisão pública portuguesa perguntou o que todos já perguntaram e ouviu as respostas que todos já ouviram. Ora, isso não é Jornalismo. É propaganda. Jornalismo é perguntar o que o entrevistado, neste caso, não quer que seja perguntado. Tudo o resto (como foi o caso) é apenas e só publicidade. [dropcap]N[/dropcap]essa acção de propaganda da RTP (fazendo lembrar os tempos de Paulo Catarro), João Lourenço afirmou hoje que as relações entre Angola e Portugal estão neste momento…

Leia mais

Ir à loja do António

Marcelo Rebelo de Sousa está a chegar a Angola com toda a pompa e circunstância. É um regresso às origens. Mais um. Um de muitos. O pai do “Ti Celito” só foi governador de Moçambique em 1968 mas ele já antes, jovem português de 17 anos, tinha visitado toda a colónia de Angola em 1966. A Terra onde esse jovem que vai agora comemorar o seu 70º aniversário é afinal também a terra do seu avô, António (dono dos armazéns Catonho Tonho em Luanda) e da sua avó, de origem…

Leia mais