ANGOLA NO TOP 3 NA PRODUÇÃO DE DIAMANTES E DE POBRES

Angola (há 50 anos nas mãos do MPLA) posicionou-se como o terceiro maior produtor mundial de diamantes em 2025, ao registar uma produção de 15,2 milhões de quilates de diamantes naturais brutos, consolidando a sua posição entre os principais actores da indústria diamantífera internacional. Também tem mais de 20 milhões de pobres…

Os dados constam do ranking dos cinco maiores países produtores de diamantes, divulgado pela publicação Outlook Business com base no Relatório Global Anual de 2025 do Esquema de Certificação do Processo de Kimberley (Kimberley Process Certification Scheme).

De acordo com a classificação, Angola ficou atrás da Rússia, que liderou a produção mundial, com 31,5 milhões de quilates, e do Botswana, que ocupou a segunda posição, com 15,5 milhões de quilates.

Com este desempenho, o país superou o Canadá, que registou 14,1 milhões de quilates, e a República Democrática do Congo (RDC), com 8,9 milhões de quilates, que completam a lista dos cinco maiores produtores mundiais.

O resultado reforça a relevância de Angola no mercado internacional de diamantes naturais e evidencia o peso estratégico da actividade mineira na economia nacional, particularmente no quadro dos tímidos e arcaicos esforços de diversificação das fontes de receitas e redução da dependência do sector petrolífero.

A evolução da produção diamantífera angolana está associada aos investimentos em novos projectos mineiros, ao reforço da transparência na cadeia de valor e às iniciativas destinadas a atrair investimento estrangeiro para o sector.

Com 15,2 milhões de quilates produzidos em 2025, Angola reafirma, assim, o seu potencial no panorama mundial da mineração e a importância dos diamantes como um dos principais recursos estratégicos para o desenvolvimento económico do país.

DIAMANTES DÃO MAIS ENCANTO AOS 20 MILHÕES DE POBRES

A “ideia do nosso Executivo é fazer com que haja uma frente de países africanos que controlem, que comprem as acções dessa grande multinacional, que é a De Beers”, indicava em Outubro de 2025 o governo angolano, do MPLA há 50 anos e na esperança de chegar aos… 100.

A Anglo American, accionista principal da diamantífera De Beers, estava na altura a avaliar as propostas para vender os seus 85%, e Angola, que apresentou uma proposta, está confiante, revelou o secretário de Estado para os Recursos Minerais.

Angola submeteu, em Setembro de 2025, através da Empresa Nacional de Diamantes de Angola (Endiama), diamantífera estatal, uma oferta totalmente financiada para adquirir acções no âmbito do processo de desinvestimento global da Anglo American, accionista principal da multinacional de diamantes De Beers, com 85%.

“Angola está confiante”, disse Jânio Corrêa Victor, em declarações à imprensa, à margem da apresentação do balanço da produção e comercialização diamantífera no primeiro semestre de 2025. Segundo Jânio Corrêa Victor, “é um desejo de Angola adquirir algumas acções da De Beers”, no sentido de os países africanos, que são os maiores produtores de diamantes a nível mundial, fazerem uma frente para controlo “dessa grande multinacional”.

O governante angolano realçou que além dos países africanos, com destaque para Angola, Botsuana, Namíbia e África do Sul, também são líderes na produção de diamantes a Rússia, o Canadá e a Austrália.

“A ideia do nosso Executivo é fazer com que haja uma frente de países africanos que controlem, que comprem as acções dessa grande multinacional, que é a De Beers, porque o nosso receio é que a De Beers caia em mãos especulativas e depois não dê o devido tratamento ao diamante natural”, disse o secretário de Estado para os Recursos Minerais angolano.

Jânio Corrêa Victor salientou, sem entrar em detalhes sobre as negociações, que os países africanos serão os principais beneficiários. “Seria para nós mais saudável que os quatro países constituíssem uma frente. Essa frente iria impactar grandemente no mercado de diamantes a nível mundial, esse é o nosso desejo”, vincou.

“Está a decorrer o processo, a Anglo American, que é detentora de 85%, está neste momento a avaliar todas as solicitações e vamos aguardar, mas estamos confiantes”, expressou na altura.

Em Setembro do ano passado, quando o Governo angolano anunciou o interesse em comprar acções da Anglo American manifestou a intenção de adquirir uma participação minoritária estratégica, propondo a criação de um consórcio pan-africano com outros produtores de diamantes, como o Botsuana, mas a Endiama elevou a sua proposta para a totalidade da participação da Anglo American.

Angola, que lidera em África, à frente do Botsuana, a produção de diamantes em termos de valor, almeja tornar-se o maior produtor mundial de diamantes, disse Jânio Corrêa Victor quando discursava na sessão de balanço da produção e comercialização de diamantes no primeiro semestre de 2025.

“Com muito orgulho podemos afirmar que Angola consolida-se como uma fonte atrativa de diamantes brutos de qualidade gema, o que reforça a sua posição estratégica no mercado internacional”, disse o governante angolano.

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