O MPLA, partido no poder em Angola desde 1975, disse hoje que “não tem medo” das eleições autárquicas, previstas para 2020, afirmando ser “o mais interessado”, enquanto a UNITA admite vontade política para as autarquias, defendendo “respeito de opiniões contrárias”. Claro que não tem medo. Nesta altura talvez até já pudesse divulgar os resultados eleitorais… [dropcap] “N[/dropcap]as eleições de 2017, dos 164 municípios do país o MPLA ganhou 156, isto é para ter medo? O MPLA é um partido de consenso, é uma máquina que trabalha, prepara muito bem, não…
Leia maisEtiqueta: Eleições
Não será preciso votar.
2020. Tudo será (des)igual
Em Julho de 2017, João Lourenço (então vice-presidente do MPLA, sucessor de José Eduardo dos Santos, general e ministro da Defesa), exigiu aos milhões de militantes e dirigentes do partido que trabalhassem em conjunto para uma vitória “retumbante”. Em boa verdade não precisavam de trabalhar muito. O resultado, como habitualmente, já está determinado. Precisam apenas de fingir que trabalhavam. [dropcap] “E[/dropcap]ste é um ano de grandes desafios e, como sabemos, temos de enfrentar o pleito eleitoral, em Agosto do corrente ano. E para alcançarmos a vitória, uma vitória que seja…
Leia maisDos Santos contra João Lourenço em 2022?
Num país civilizado, doutrinalmente blindado, pela soberania dos órgãos de soberania, respeitador das liberdades, transparência dos actos públicos e justiça cidadã, nunca o absurdo toma corpo e se agiganta ao ponto de calcorrear os “carreiros mentais” de uma grande maioria de cidadãos, principalmente, os mais pobres. Por William Tonet [dropcap]E[/dropcap] o absurdo é maior quando a cumplicidade abraça o desespero, a fome e o desemprego, ao ponto da referência maior ser, o anterior, o actual preço do arroz e o Vice-Presidente da República. Tudo pelo esvaziar da eficácia da terminologia…
Leia maisAté quando é que Angola continuará a ser o MPLA?
A UNITA reafirmou as acusações de partidarização do Estado angolano e anunciou que vai realizar o próximo congresso ordinário em 2023. Partidarização? Como é possível dizer uma “barbaridade” dessas só porque Angola é o MPLA e o MPLA é Angola? Já em 2015, em entrevista à Voz da América, William Tonet dizia: “A partidarização dos órgãos do Estado é o cancro do nosso regime”. [dropcap]N[/dropcap]as conclusões do XIII congresso, que terminou na sexta-feira com a eleição de Adalberto da Costa Júnior como líder do partido, a UNITA acusou o “Estado…
Leia maisAdalberto da Costa Júnior é o novo líder da UNITA
Os 1.100 delegados da UNITA escolheram o novo líder da UNITA, partido fundado por Jonas Savimbi e liderado nos últimos 16 anos por Isaías Samakuva. É Adalberto da Costa Júnior, nasceu em 8 de Maio de 1962 em Quinjenje (Huambo), é casado, pai de 4 filhos e era o Presidente do Grupo Parlamentar da UNITA. [dropcap]A[/dropcap]dalberto da Costa Júnior venceu logo à primeira volta ao ter sido escolhido por 595 dos 1100 delegados (precisava de 50% mais um) oriundos de todo o país e do estrangeiro, nomeadamente de Portugal, Espanha,…
Leia maisComo ontem, urge bajular
os que hoje estão no Poder
O ex-Presidente cabo-verdiano, Pedro Pires, considera que Angola permanece em transição, com a liderança de João Lourenço e as reformas iniciadas, e lamentou que a “moda” de contestar resultados eleitorais em África tenha chegado a Moçambique. Pelo menos em matéria de fraudes eleitorais ele sabe do que fala… [dropcap]A[/dropcap] posição foi assumida pelo antigo chefe de Estado cabo-verdiano (2001 a 2011) em entrevista à Lusa a propósito do último “Relatório sobre a Governação Africana da Fundação Mo Ibrahim”, instituição que lhe atribuiu (imerecidamente) o Prémio de boa governação em 2011.…
Leia maisEscola do MPLA continua a formar grandes vigaristas
A Renamo, principal partido da oposição em Moçambique, entregou hoje um recurso à Comissão Nacional de Eleições (CNE) destinado ao Conselho Constitucional (CC), pedindo a anulação dos resultados das eleições gerais, e classificou o escrutínio como um “circo”. Será que o termo “circo” tem patente registada? É que também se pode aplicar ao que o MPLA faz em Angola… [dropcap] “N[/dropcap] ós queremos a anulação das eleições, porque elas não foram eleições. Foram uma caricatura, uma exibição circense”, declarou Venâncio Mondlane, mandatário da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) junto dos órgãos…
Leia maisO candidato da Direcção
A democracia, que idealmente é o poder do povo, é um sistema político em que os eleitores escolhem, directamente ou através de representantes eleitos, a(s) pessoa(s) que os governa(m) durante um período de tempo. Por Pedrowski Teca [dropcap]A[/dropcap]dicionalmente, as pessoas elegíveis, isto é, as que reúnem os requisitos necessários previamente estabelecidos, têm o direito de participação igualitária em eleições que devem ser justas, livres e transparentes. Porém, os princípios democráticos são deturpados em vários países e organizações. Em Angola, a democracia é praticamente inexistente na maioria dos partidos políticos conservadores…
Leia maisMalandros (sempre) unidos
Em Março de 2017, a maioria dos partidos políticos moçambicanos, com excepção da FRELIMO, considerou abusivas, ofensivas, despropositadas e imiscuição nos assuntos internos de um país soberano, as declarações do então ministro da Defesa de Angola, João Lourenço, que em missão de Estado, resvalou para a campanha partidária do MPLA, ofendendo a oposição local e a de Angola, considerando-as de malandros. Agora, o Presidente João Lourenço felicitou o homólogo de Moçambique, Filipe Nyusi, pela vitória nas “eleições” realizadas no dia 15 deste mês. [dropcap]E[/dropcap]m entrevista ao Folha 8, publicada no…
Leia maisPonham o Galo a voar!
A UNITA, maior partido da oposição que o MPLA ainda permite que exista em Angola, aceitou os cinco candidatos que concorrem à presidência do partido, actualmente liderado por Isaías Samakuva, tendo aprovado as candidaturas de Adalberto da Costa Júnior e de Raul Danda, depois das reservas iniciais. [dropcap]N[/dropcap]o dia 11 de Outubro, o comité permanente da UNITA anunciou que para passarem no crivo da comissão de mandatos, Adalberto da Costa Júnior teria de apresentar um documento comprovativo da renúncia à nacionalidade portuguesa e Raul Danda teria de confirmar que tinha…
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