A consultora Economist Intelligence Unit (EIU) considera que a implementação do Orçamento Geral do Estado é um teste à capacidade (supostamente) reformista do Presidente João Lourenço, que tem feito, sobretudo a nível de um vasto caderno de boas intenções, “esforços significativos” para reformar Angola. [dropcap] “D[/dropcap] esde que João Lourenço assumiu a presidência, o Governo tem feito esforços significativos para reformar a economia”, escrevem os analistas numa nota sobre o OGE para 2019. No documento, enviado aos investidores, a EIU defende que “a maneira como o Governo executa o orçamento…
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O dedo que puxa o gatilho tem ligação directa à fome
A consultora Fitch Solutions defendeu hoje que a “agenda reformista” do Presidente de Angola vai ganhar fôlego este ano, melhorando a confiança dos investidores, mas alerta para as tensões que podem surgir no partido e no eleitorado, sobretudo – dizemos nós – nos 20 milhões de pobres que continuam a ter fuba podre, peixe podre (poucos kwanzas) e uma “Operação Resgate” se refilarem. A barriga vazia é má conselheira e, muitas vezes, tem ligação directa ao dedo que puxa o… gatilho. [dropcap] “A[/dropcap] Fitch Solutions espera que a agenda reformista…
Leia maisPoesia da crise. Inflação rima com desvalorização
A moeda angolana depreciou-se hoje ligeiramente para um mínimo histórico face à europeia, ao ser transaccionada oficialmente a 355,737 kwanzas/euro, “batendo” os 355,047 kwanzas/euro registados a 20 de Novembro de 2018, indica hoje o Banco Nacional de Angola (BNA). [dropcap]S[/dropcap]egundo os dados do banco central, a moeda angolana, que se tem mantido estável nos últimos dois meses, variando entre os 350 e os 354 kwanzas/euro, continua com essa tendência, depois de, já este mês, ter oscilado entre os 352 (dia 4 de Janeiro) e 354 kwanzas/euro (dia 2). Desde 9…
Leia maisDa pólvora à roda, pela mão do ministro… sénior
O desenvolvimento de Angola depende da diversificação económica, daí que não se deve perder o foco em relação ao ambiente de negócios, adoptando-se um processo de melhoria contínua e sustentável, afirma o ministro de Estado do Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes Júnior. O mundo parou perante tão original e inédita conclusão. Quem sabe… sabe. [dropcap]D[/dropcap]e pérola em pérola, e com todos os líderes mundiais e pedir traduções deste entrevista, na entrevista feita à medida e por medida ao Jornal de Angola, publicada na edição de hoje (dia 7), Manuel…
Leia mais“Bombeiros” do FMI não entram nos musseques
A consultora EXX Africa considera que a ajuda financeira do Fundo Monetário Internacional (FMI) a Angola servirá, a curto prazo, para “apagar fogos”, mas o impacto mais profundo será na trajectória das políticas e na atracção de investimento. Tudo isto coincide, importa dizê-lo (até porque modéstia a mais é vitupério), com o que o Folha 8 tem escrito. Apenas varia a ordem que o Governo e nós damos aos “fogos”. [dropcap] “A[/dropcap] s verbas devem ser reservadas para apagar fogos, na forma de derrapagens orçamentais e défices na balança de…
Leia maisCom os mesmos dados, cada um diz o que dá jeito
A consultora IHS Markit considerou hoje que Angola poderá crescer 1,9% este ano, sustentada no acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e no “forte sinal de estabilidade política” que isso implica. Falar de “forte sinal de estabilidade política” quando, pouco mais de um ano após a posse, João Lourenço não se cansa de exonerar ministros e governadores provinciais para um exagero. Mas… [dropcap] “O[/dropcap] acordo com o FMI vai aliviar as pressões de liquidez na economia angolana a curto prazo e vai enviar um forte sinal sobre a estabilidade…
Leia maisKwanza cai, fome aumenta
A moeda angolana, o kwanza, depreciou-se este ano 47,734 por cento face à congénere europeia e 46,504 por cento frente à norte-americana, apesar de se manter estável há cerca de dois meses, segundo os dados hoje apresentados pelo Banco Nacional de Angola (BNA). [dropcap]H[/dropcap]oje, último dia do ano, o euro está cotada a 354,828 kwanzas (a 1 de Janeiro transaccionava-se a 185,4 kwanzas/euro), o que corresponde a uma depreciação de mais de 47 por cento, tendo atingido mínimos históricos há cerca de mês em meio (355,057 kwanzas/euro). Em relação ao…
Leia maisAngolanos dão boa ajuda ao turismo português
Os turistas residentes no Reino Unido foram os que mais contribuem para as receitas turísticas portuguesas, com 17,3% do total, ainda que na hotelaria se verifiquem quebras de hóspedes e dormidas desse mercado emissor, respectivamente em 7,1% e em 8,7%. Até Outubro, os turistas angolanos tinham contribuído com gastos na ordem dos 244,69 milhões de euros. [dropcap]S[/dropcap]egundo a Angop, as cidades de Lisboa e Porto (Portugal) constituem as principais preferências de passageiros nacionais, em particular, saídos da capital angolana, durante o mês de Dezembro, essencialmente para férias natalícias e por…
Leia maisFMI é mesmo o santo a quem todos nós devemos orar?
A analista Lucie Villa, que na agência de notação financeiro Moody’s, segue a economia de Angola, considera que a implementação do programa do Fundo Monetário Internacional (FMI) e o ritmo das reformas estruturais serão dois dos principais aspectos a acompanhar em 2019. [dropcap] “T[/dropcap]odos os desenvolvimentos no petróleo são importantes, mas a nossa perspectiva é que a produção de petróleo vai recuperar, ajudando o Governo, e o que será também importante é o âmbito e a profundidade das reformas que o Governo vai ser capaz de implementar, além do programa…
Leia maisSe já não tem barriga não precisa de apertar o cinto
O Governo angolano assegura que as “medidas de austeridade” em curso no país não foram impostas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Tem razão. Quem impôs aos angolanos (20 milhões de pobres e 86% de crianças que só enganam a fome) a austeridade foi a monumental incompetência do único partido que governou o país desde a independência, o MPLA. [dropcap]P[/dropcap]ela voz do ministro Manuel Nunes Júnior, o Governo assegurou esta sexta-feira que as “medidas de austeridade” em curso no país, como a “redução de subsídios aos membros do Governo, deputados, aumento…
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