Foi há 60 anos

O MPLA, partido que “só” está no poder em Angola desde 1975, assinala hoje a passagem de mais um aniversário do ataque de nacionalistas às cadeias de Luanda defendendo aquilo que não fez durante 45 anos: “mais disciplina” e “controlo” nos gastos nacionais para acabar com as “sequelas do colonialismo”. Por Orlando Castro A propósito do 4 de Fevereiro de 1961, data que o partido defende como o início da luta armada pela independência, o MPLA advoga que a libertação total do povo angolano e a liquidação de todas as…

Leia mais

Democracia? O MPLA ainda não teve tempo…

A democracia (aquela “coisa” que, segundo o MPLA, foi imposta a Angola) piorou nos países lusófonos, não existindo actualmente um único país de língua portuguesa classificado como “democracia plena”, revela o Índice da Democracia 2020. Ou seja, tudo na mesma e com a comunidade internacional a cantar, a rir e facturar com a desgraça dos africanos em geral e dos lusófonos em particular. Por Orlando Castro Elaborado anualmente pela The Economist Intelligence Unit, ligada à publicação britânica The Economist, cuja honorabilidade o MPLA certamente não reconhece, o índice mede os…

Leia mais

Quem sai aos seus…

Em Portugal, autarcas, dirigentes de lares, funcionários da segurança social e do INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica) estão no centro dos vários casos de vacinação indevida (vigarice) denunciados em vários pontos do país, alguns a ser alvo de inquéritos por parte do Ministério Público. É fácil aos angolanos saberem quem foram os mestres dos nossos dirigentes… O primeiro caso de vacinação a violar os critérios estabelecidos no plano nacional a ser denunciado envolveu José Calixto, presidente da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz, que justificou ter sido vacinado na…

Leia mais

Legitimidade dos lunda tchokwe é semelhante à dos cabindas

A legitimidade das reivindicações autonomistas da população Lunda tchokwe em Angola, violentamente reprimidas este sábado pelas autoridades policiais angolanas, “é semelhante à dos cabindas” e “a exploração de diamantes na região acentuou” essas reivindicações, disseram à Lusa investigadores. “Tal como Cabinda, a Lunda – actualmente dividida em Lunda-Norte e Lunda-Sul – também se congregou na Angola colonial portuguesa através de tratados de protectorado, assinados em 1885 e anos seguintes pelas autoridades locais, e por Henrique Carvalho, um militar português, que representou Portugal”, e enquadram-se na estratégia de ocupação territorial decorrente…

Leia mais

A razão da força do MPLA

A polícia angolana impediu hoje e deteve seis activistas de Cabinda, que tentaram (e, como se sabe, tentar é crime) realizar uma manifestação em frente à embaixada portuguesa em Luanda, para exigir a Portugal o cumprimento do acordo de protectorado que os portugueses assinaram, em 1 de Fevereiro de 1885, com os cabindas. Segundo o presidente da Associação para o Desenvolvimento da Cultura dos Direitos Humanos (ACDH) de Cabinda, Alexandre Kuanga, os organizadores desta manifestação fazem parte do núcleo de Luanda. Hoje de manhã, os manifestantes tentaram concentrar-se em frente…

Leia mais

1 de Fevereiro de 1885

Num contexto colonial em que Portugal aparecia como mal menor entre todos os que queriam ser donos da Cabinda, os cabindas optaram por negociar com os portugueses, acreditando que a sua segurança e autonomia sairiam resguardadas. Mal sabiam que iriam ser apunhalados cobardemente pelas costas, em 1975, por outros portugueses. Mas foram. A 29 de Setembro de 1883, foi assinado o Tratado de Chinfuma no morro do mesmo nome, a norte do rio Chiloango. O local foi escolhido porque só por si corroborava o alcance do acordo. Assim, ficou estabelecido…

Leia mais

Para Luanda, doentes angolanos em Portugal não são gente

Doentes angolanos confinados em pensões de Lisboa com uma casa de banho por oito pessoas. Muitas das pessoas que vivem nas pensões são doentes de alto risco e não têm dinheiro para comprar máscaras, diz o secretário-geral da Associação de Doentes Angolanos em Portugal. Peante a passividade do Governo angolano, que ainda por cima acaba de “decretar” o encerramento da Junta de Saúde em Portugal, não resta aos doentes tentar sobreviver com uma casa de banho para oito pessoas e uma cozinha para 100, a que se junta a falta…

Leia mais

Até breve, “Dilúvio”!

A UNITA despediu-se do general Chilingutila, que morreu no passado domingo, elogiando “um dos melhores filhos de Angola”, após uma semana de cerimónias fúnebres em memória do ex-vice-ministro da Defesa e dirigente do partido do “Galo Negro”. Leia, aqui, o texto «“Até breve, “Dilúvio”», assinado por William Tonet. O elogio fúnebre do partido em honra e memória do general, destacou um dos “melhores filhos de Angola, um patriota que amou profundamente a sua pátria e a sua gente”. “Foi um homem que não só participou, mas também fez a História…

Leia mais

No reino do MPLA a corrupção é aMPLA

A percepção sobre a corrupção no sector público melhorou em cinco países lusófonos, piorou em três, incluindo Portugal, e manteve-se em Cabo Verde, segundo o Índice de Percepção da Corrupção (IPC), divulgado hoje pela Transparência Internacional (TI). As maiores subidas foram registadas pelo Brasil, que com 38 pontos subiu 12 lugares, passando da posição 106 para 94, e Timor-Leste, que conseguiu 40 pontos e uma subida do 93.º para o 86.º lugar, indica a edição de 2020 do índice que avalia a percepção da corrupção no sector público de 180…

Leia mais

A colónia dos vampiros

Arão Tempo, o advogado que defende os três activistas políticos detidos em Cabinda, desde Junho de 2020, criticou hoje a falta de apoio por parte das organizações de defesa dos direitos humanos internacionais e nacionais. O dono da colónia, o MPLA, continua a usar a razão da força, mandando às urtigas a força da razão. Comunidade internacional, incluindo Portugal, continua a cantar e a rir. Arão Tempo, que representa os três activistas acusados dos crimes de rebelião, ultraje ao Estado e associação criminosa, disse hoje, em declarações à agência Lusa,…

Leia mais