Entreguismo, corrupção, incompetência & petróleo

A maioria dos políticos são vistos como canalhas, canalhas, canalhas, pelos malefícios, paradoxalmente, causados aos cidadãos, qual maioria ingenuamente cadastrada na estatística eleitoral, que leva ao poder, amiúde, os menos capazes, muitas vezes, os imbecis e piores preparados para a condução do(s) país(es). Por William Tonet A minoria, não acreditando na ladainha de um “país das maravilhas” condiciona o voto irracional, lançando “pranchas” à prudência, ao bom senso, levando o benefício da dúvida, atracando no porto do equilíbrio e da ética republicana, importante arco-íris da democracia. Para estes, nem toda…

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De derrota em derrota
até à derrota final

1. É uma vergonha o regabofe partidocrata. Vergonha se, convenhamos, os artistas (quase todos fraca qualidade) da nossa praça souberem o que isso significa. Por alguma razão existe um provérbio que nos recorda de que “quem não tem vergonha, todo o mundo é seu”. Mas é pena. Os protagonistas principais deveriam ser os primeiros, à luz da dignidade e da honra de ser servidor público, a dar o exemplo certo. Não o fizeram, não o fazem, não o farão. Por William Tonet 2. Sou impotente, mas consciente, ao ponto de…

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Quem não “mia” não mama. “Funeral” será brevemente

Dos seis partidos que integram a Coligação Ampla de Salvação Nacional – Coligação Eleitoral (CASA-CE), cinco não estão com meias medidas e deliberaram hoje a exoneração (apunhalar quem lhes deu a mão, cuspir no prato em que se refastelaram) do líder Abel Chivukuvuku, tendo nomeado em substituição André Mendes de Carvalho “Miau”. A decisão foi anunciada numa conferência de imprensa conjunta de cinco dos seis partidos e movimentos da CASA-CE depois de ter sido dado um prazo de 72 horas para que Abel Chivukuvuku apresentasse a demissão. Na conferência de…

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O umbigo dos dirigentes e
o futuro dos guineenses

O exercício político na Guiné-Bissau, infelizmente, tem sido caracterizado ao longo dos anos, por iniciativas e acções de lesa-pátria, de conveniência, de interesses escusos, sobretudo, por parte dos principais partidos políticos, que ajudaram a promover e a impulsionar a cultura da impunidade, da corrupção, do clientelismo, do servilismo, em suma, da prostituição política, de homens e mulheres, guineenses, quer dos designados “políticos combatentes da liberdade da pátria e seus herdeiros”; “políticos analfabetos ou carismáticos”; “políticos djilas ou empresários” e “políticos paraquedistas ou doutores”, que definem e caracterizam algumas categorias de…

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O elogio assassino

“Na sua intervenção, bastante pedagógica, a depoente realçou o empenho do Executivo angolano, liderado pelo MPLA e pelo Camarada Presidente José Eduardo dos Santos, em todos os sectores da vida nacional de Angola, que tem conhecido progressos assinaláveis e que estão a alargar a inclusão social, económica, cultural e religiosa dos cidadãos angolanos”, lê-se no Portal do MPLA (5 de Agosto de 2017). E quem era a depoente? Era Ana Dias Lourenço. Falando na cidade do Uíge, Ana Dias Lourenço disse também que os desafios do então candidato do MPLA…

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Cobardia é cobardia
seja qual for o chefe

Ao que parece, os ortodoxos do MPLA – superiormente dirigidos por José Eduardo dos Santos – não conseguem deixar a todos nós angolanos algo mais do que a pura expressão da cobardia que, entre outras coisas, faz com que milhões de angolanos tenham pouco ou nada, e poucos tenham muitos milhões. Além disso, a esperança que João Lourenço nos mostrou parece esfumar-se na troca de acólitos. A cobardia terá apenas mudado de chefe? Por Orlando Castro Talvez esses génios, os de ontem e os de hoje, os de hoje que…

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MPLA não integra, submete

“Revisionismo histórico: promotor da Unidade Nacional, ou instrumento de manipulação e opressão política?” “Dos fracos e vencidos não reza a História”, parece ser o lema principal que orienta a acção política desencadeada pelo MPLA, ao longo da pré-campanha eleitoral, mas também neste “sprint” final, até às eleições de 23 de Agosto próximo. Por Tchockwe Tchockwe Que o “M” nunca foi um partido preocupado com a inclusão “dos outros”, tão angolanos quanto os seus próprios militantes, trazendo-os para o palco do debate político consequente, disso ninguém pode ter dúvidas. Entre “integrar”…

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O ano do fim de… Isabel

No final de ano de 2016, Isabel dos Santos parecia estar no seu auge. Domina a Sonangol, onde despede a seu bel-prazer, não hesitando em enfrentar os protegidos do outrora todo-poderoso Manuel Vicente; lança cervejas novas; controla a banca angolana; ocupa um lugar de referência na economia portuguesa. Por Rui Verde (*) Os seus braços, como dizia o poeta Camões, todo o mundo abarcam. Apesar de tudo isso, mesmo não tendo dotes divinatórios nem conhecimentos de astrologia, acreditamos que 2017 marcará o fim do poderio de Isabel dos Santos. A…

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