Comparações fúteis e, de falsidade em falsidade, surge a pérola de que “Angola está a lidar com a crise melhor do que outros países. Exemplos disso são a baixa progressiva dos preços dos bens essenciais, da inflação e da taxa de juros; a recuperação da actividade das empresas e dos níveis de emprego”. Por William Tonet Haja coração, para tanto desencontro com o país real, onde os preços dos bens essenciais aumentam todos os dias, a taxa de juros está em espiral e não existe recuperação das empresas e do…
Leia maisCategoria: Aqui Falo Eu
Editorial por William Tonet
Gravidade (política) invertida
Poxa! O ambiente nunca esteve tão crispado depois do dis(curso) de José Eduardo dos Santos, considerado dos piores do seu longevo consulado, por descontextualizado da realidade. Dizem, os mais próximos, ter sido eloquente mensagem à nação. Qual nação? Por William Tonet Talvez confundam a umbilical naçãozinha do MPLA, circunscrita a obtusa partidocracia governante, analfabeta quanto ao verdadeiro significado de tão nobre conceito, cujas lianas mentais ultrapassam os limites físicos de um território. A nação é um conceito mais sociológico, linguístico, cultural, andarilho (navegante), se melhor o quisermos identificar, com as…
Leia maisNão se nasce corrupto,
eles fazem-se dirigentes
Os partidocratas, há mais de 40 anos, não têm soluções, não têm estratégia, não têm um programa sério para combater a crise, que a sua própria incapacidade gerou. Por William Tonet Não é honesto apontar a baixa do preço do petróleo, como a exclusiva responsável pela actual situação económica e social dos angolanos, quando uns poucos se fartaram de roubar. Roubar a granel, para não falar, mafiosa e anti-patrioticamente… Honesto é reconhecer a forma depravada, como o erário público foi, e está a ser, institucionalmente, delapidado, por um grupo, cada…
Leia maisNada muda sem ousadia
O tempo, infelizmente, corre contra os sonhos e aspirações da maioria autóctone, primeiro por falta de ousadia patriótica de quem dirige, segundo, pela persistência casmurra em políticas sócio-económicas erradas. Por William Tonet Os auto-denominados revolucionários que, unilateralmente, proclamaram a independência nacional, em 1975, converteram-se de proletários em proprietários, mais vorazes que os próprios capitalistas que diziam combater. Nunca o fizeram! Daí que de 1991 a esta parte, pese a adopção da economia de mercado e democracia multipartidária, o regime não se desprendeu da lógica do controlo absoluto da sociedade e…
Leia maisEnterremos o passado sanguinário
Os três maiores partidos políticos angolanos: UNITA, MPLA, CASA-CE, realizaram os respectivos congressos, visando afinar a máquina para 2017, mas todos têm ciência de pairar no ar o clima da suspeição e desconfiança, inspirado na tese comunista de monopólio da sociedade. Por William Tonet Estes actores, infelizmente, cada um ao seu nível, não acreditam na lisura do processo preparatório, conduzido pelo MAT (Ministério da Administração do Território), em flagrante violação a Constituição, que delega o registo oficioso à Comissão Nacional Eleitoral, enquanto órgão independente. Feliz, ou infelizmente, este MPLA, descaracterizado,…
Leia maisPaís parado ante a inércia pode explodir
O tempo corre, indiferente ao minuto, que não recua e não perdoa indecisões políticas, por ter memória, tal como o curso das águas do rio. Por William Tonet O país está em crise, uma crise própria, identitária, fruto da má gestão e corrupção institucional, por discriminatória (e quase sempre unilateral) distribuição da riqueza nacional e de oportunidades, ao longo de 40 anos de independência, mas “oportunisticamente” geminam-lhe a de outros países. A comparação não incrimina, pese haver algumas semelhanças, mas a matriz global, não pode repousar na baixa do preço…
Leia maisVisões jurídico-banais
A academia em Angola deve ser, deveria ser, uma reserva blindada de académicos, comprometidos com a cientificidade da doutrina, impedindo a banalização, motivada por visões ideológicas de um “lambe-botismo”, que vai ganhando corpo institucional do tipo: “quanto mais bajulas, mas poderás ascender, mesmo que a tua competência seja nula”. Luvuala e Waltermente falando, eles estão à mão de semear, como exemplos do Flores, bajús… Por William Tonet Não parece curial homens do Direito gladiarem-se, em praça pública, infelizmente, não me posso conter, face ao primarismo de argumentos aduzidos, por, até…
Leia maisBatota eleitoral está no ADN do regime
O clima está ao rubro, com as “cavalgadas batoteiras” do regime, legitimadas pela ingenuidade (sejamos benevolentes) dos partidos da oposição, acreditarem na força do voto dos cidadãos para lhes garantir o alcance do poder em 2017. Por William Tonet Enorme embuste, pelo menos. Daí que, na apatia dos líderes dos partidos políticos e cientes de Angola só se realizar de forma plena, se os métodos das instituições, que se dizem democráticas, forem credíveis, transparentes e imparciais, um grupo de comissários da Comissão Nacional Eleitoral, maioritariamente ligados aos partidos da oposição,…
Leia maisTemos (mesmo) de fazer (mais) alguma coisa
O texto desta edição retrata a revolta de um amigo autóctone, que, num belo dia de cacimbo, me bateu à porta, dizendo: “Porra tens de fazer mais alguma coisa, já não aguento esta merda”. Por William Tonet Referia-se ao país e ao acantonamento a que estava votado. Sem poder abrir a empresa por mais de duas horas, partilhou a frustração de não poder importar, tendo dinheiro nos bancos comerciais, não o tem livre, por o BNA não os transformar em moeda de transacção comercial, sem cunha partidocrata. “O camarada tem…
Leia maisCultivemos a paz contra os assassinos da democracia
O meu texto hoje será desgarrado. Será uma escrita andarilha. Um amontoar de palavras com sentido indefinido, por continuar sem sentido a lógica governativa, nesta cavalgada irracional de uma governação cada vez mais distante dos populares. Por William Tonet Melhor, o único sentido, em 40 anos de poder “monopartidário”; primeiro de PARTIDO ÚNICO e agora de ÚNICO PARTIDO é a fome e o assassinato de inocentes. Por isso, não vou escrever, sobre o menino inocente. Foi, selvaticamente, assassinado. Não vou culpabilizar o militar, que disparou a bala cobarde. Fatídica munição,…
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