A construtora portuguesa Soares da Costa vai retomar a sua participação num consórcio responsável pelas obras de alargamento da rede de abastecimento de água em Luanda, projecto avaliado em 320 milhões de euros, segundo um despacho presidencial. No despacho, de 3 de Junho, o Presidente João Lourenço revogou, “com efeitos repristinatórios” (vigorar de novo, restaurar a forma ou o aspecto primitivos) os despachos assinados em Julho de 2017 pelo seu antecessor, José Eduardo dos Santos, que aprovaram a “cessão da posição contratual e respectivas responsabilidades” por parte da Soares da…
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JLo exonera “irritante”
As verdades doem,
mas só elas curam
Hoje dei comigo a ler atentamente a entrevista que a Senhora Ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Professora Doutora Maria do Rosário Sambo, deu ao Jornal de Angola, e que foi publicada na edição de 29 de Março de 2019 do referido jornal. Por Carlos Pinho (*) Sua Excelência diz, e eu subscrevo inteiramente, que o Ensino Superior em Angola vai mal, e que parte deste mau andar tem a ver com o mau ensino primário e secundário. São palavras sábias e avisadas. E passo a citar, “Portanto,…
Leia maisA identidade religiosa e a independência de África
Nesta época, especial para os cristãos, os povos africanos deveriam reflectir mais, muito mais no valor das suas crenças religiosas, a maioria ainda subjugadas à visão colonial e paternalista ocidental. Por William Tonet (*) Nesse percurso, as nossas crenças antes da colonização, cuja pureza, exclui o diabo, sim, o diabo, por só configurar, nas bíblias orais, o BEM, logo o guardião: Nzambi; Deus; Divino; Todo Poderoso é o único Senhor do céu e da terra. Daí a maior riqueza dos povos africanos, mesmo nas maiores misérias e adversidades continuar a…
Leia maisVandalismo político
ou golpe de Estado?
O Comandante Geral da Polícia Nacional, comissário-geral Paulo Gaspar de Almeida, afirmou hoje, domingo, em Luanda, que o vandalismo público que se regista actualmente em Angola é um crime com pendor político. E o que sempre se registou sem o rótulo de “actualmente”, também tinha esse pendor? Já em 2015 Paulo Gaspar de Almeida dizia que as últimas manifestações convocadas pelos partidos da Oposição tinham como objectivos a tomada do poder, um golpe de Estado. O comissário-geral fez este pronunciamento quando discursava na abertura da Primeira Conferência Nacional de Formação…
Leia maisOs erros “hortográficos”
Este país governado por vários matumbos é uma caricatura demasiado evidente de tragicomédia. As ocorrências a provocarem sorrisos amarelos multiplicam-se. O efeito multiplicador dos empréstimos do estrangeiro parece anquilosar ainda mais as mentes de quem se governa e diz estar a fazê-lo “para o bem do povo”, para combater a corrupção e as injustiças sociais. Por Domingos Kambunji É este o país onde vivemos, onde há muitos licenciados que foram para as universidades, criadas às três pancadas, para adquirir diplomas e pouco conhecimento. Há, todavia, algumas, poucas excepções. Quem pensava…
Leia maisA transigência como característica política
Como todos os povos, o angolano tem também as suas características que o fazem distinguir-se perante os outros, moldadas ao longo do tempo por diversos factores. As características podem ser positivas ou negativas, e em muitos casos a avaliação qualitativa é subjectiva. Por Sedrick de Carvalho Dentre as características positivas do angolano, algumas são referidas até em termos jocosos, como ser chamado de “um povo especial” pelo outrora presidente da República perante a sua capacidade de suportar todo o mal feito por um governo ao longo de décadas. Sendo transversais,…
Leia maisServos de qualquer patrão
Nos últimos meses, angolanos e portugueses assistem, uns mais cépticos, outros indiferentes e quase todos conformados à contínua e acelerada peregrinação de políticos portugueses a Angola, nomeadamente ao MPLA. É um exaustivo, mas consciente, exercício de bajulação ao poder. Mas nem todos se conformam. Há sempre quem resista, quem ainda tenha capacidade para se indignar. O Folha 8 publica hoje a opinião de Paulo de Morais, Presidente da Frente Cívica. Em pouco meses de presidência em Angola, João Lourenço já conseguiu a subserviência da quase totalidade dos políticos portugueses. João…
Leia mais… E a procissão recomeçou
Está-se a pedir demais ao governo da Angola do MPLA quando se deseja que seja fiel e coerente nas amizades. Ele é incapaz de ter um relacionamento próximo com a verdade, a sinceridade, a honestidade e a competência próprias de um país normal. Por José Filipe Rodrigues As primeiras e principais vítimas dessas atitudes e comportamentos são os angolanos em geral que vêem o país situado no lugar número 141, a nível mundial, entre os países mais atrasados do mundo. O relacionamento entre os governos de Angola e de Portugal…
Leia maisPontes devem ser erguidas
A propósito da contínua e acelerada peregrinação de políticos portugueses a Angola, o Folha 8 está a publicar a opinião de alguns reputados especialistas. O autor do presente texto, José Marcos Mavungo, é filósofo, economista e activista dos Direitos Humanos. «Há mais 500 anos, em 1482, quando Diogo Cão chega ao estuário do rio Congo, Angola entrava no projecto da ponte Angola-Portugal. Mesmo se hoje este facto revela mais uma ideia assimilacionista que independentista, a verdade é que gerou a possibilidade da lusofonia, e acabou por forçar os povos português…
Leia maisDe volta ao anormal
João Paulo Batalha, Presidente da Direcção da Transparência e Integridade, apresenta a sua opinião a propósito da contínua e acelerada peregrinação de políticos portugueses a Angola. Sobre o mesmo tema o Folha 8 já publicou a opinião de outros reputados especialistas, casos de Raul Tati e Eugénio Costa Almeida. Por João Paulo Batalha “Tudo está bem quando acaba bem” é a mensagem que os políticos portugueses (do Presidente da República ao primeiro-ministro, passando pelo líder da oposição e incluindo muitos “comentadores” interessados – ou interesseiros) se apressam a dirigir a…
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